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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Tá começando a ficar fresquinho


Parece que o frio começa a dar as caras aqui por Canela.

É verdade que o verão já está indo embora, os dias estão com temperaturas mais amenas e aquele sol gostoso de outono.

A luminosidade que ele produz nessa região do pais é uma coisa que eu sempre gostei de olhar e ver.
Hoje a previsão é de que tenhamos a primeira noite com temperaturas de um só dígito. Os números são positivos e bem próximos dos 10 graus, mas como em qualquer lugar, a primeira noite a gente não esquece.

Hoje fui levar a Cylla para o seu passeio noturno no jardim e pela primeira vez percebi aquela fumaça de quando a gente respira no frio.


O céu está limpo e a lua cheia dá o seu espetáculo para a nossa alegria e deleite.

No quintal dos fundos que é mais escuro, conseguimos ver a via láctea, imagem que há muito eu não via mais.

Eu escrevo essas coisas não para causar inveja ou constrangimento em alguém, escrevo para mim mesmo, para que daqui a algum tempo, quando eu estiver me acostumando com essas visões e sensações, tal qual o pessoal daqui, eu recorra a essas linhas e me lembre de como foram as primeiras emoções.

Bem pessoas, eu estou indo para a cama. Meu lençol térmico já aqueceu e os meus travesseiros me chamam quase que gritando. Venha prá cá, vamos, venha se deitar.

Uma boa noite de sono a todos e até mais.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

E a vida volta a dar ares de normalidade


Este final de semana que passou, estive envolvido com um dos meus projetos para essa nova fase.

Em uma grata parceria com o meu amigo Janerson e os prováveis amigos Moacir e o Marcelo, participei do meu primeiro evento para demonstração e divulgação de produto.

Não sei por qual motivo, mas o produto que promovemos foi uma cachaça aqui da região de Bento Gonçalves.

Diferente dos mercados de São Paulo e Minas, aqui no Rio Grande do Sul a cachaça ainda sofre um grande preconceito, aquele mesmo que todos nós tínhamos antes de sabermos a diferença entre uma boa cachaça e uma aguardente.

O evento era uma exposição de cavalos com leilão. Alguns amigos que tenho ficariam impressionados com o tamanho das potrancas que desfilavam pelo parque, e falo dos animais mesmo.

Descobri, entre outras coisas que para se fazer uma boa caipirinha a coisa mais importante que se precisa é de uma boa cachaça e esta que representamos a CASA BUCCO de Bento Gonçalves produz uma, senão a melhor seleção de cachaças que eu já provei.

O drinque de morango que eles preparam com a BiBucco e que eu apelidei de “mata coelha” é um espetáculo.

Porque esse nome?

Porque o sabor dele é o de fruta gelada e no final, apenas no final você sente frescor do álcool da cachaça e para as meninas é uma festa pela sensação gostosa que ele proporciona então já viu, serve um, serve dois e no terceiro drinque “boa noite cinderela”, alias esse nome parece mais interessante, porém como estávamos em um evento eminentemente masculino e servindo um drinque a base de morango o nome mata coelha me pareceu mais adequado. A bem da verdade isso pouco importa, o que importa mesmo é que ele é gostoso.

Escrevi tudo isso para tentar lembrar-me da receita, mas não consegui mesmo. Lembro-me que é simples, o problema são as quantidades, mas nada que um “a gosto” não resolva.

Então vamos em frente – A fruta escolhida e macerada numa jarra, açúcar “a gosto”, gelo quebrado. Mistura tudo com uma colher e adicionamos a BIBUCCO numa quantidade suficiente para cobrir a mistura e mais um dedo e meio (essa medida é ótima porque vai depender do tamanho do dedo de referência e como eu não estarei sempre presente para vocês utilizarem o meu dedo como referência, sugiro o método alemão, SHULTZ). Mistura-se tudo s serve-se com uma pedra de gelo no copo.

Vá com fé e sem preconceito que você acerta o máximo que pode acontecer e máximo que pode acontecer é você ter que começar tudo novamente e tenho certeza que isso não será problema.

É interessante ver o resultado do produto, a caipirinha, feita com as diversas versões da Casa Bucco. Cada uma combina com um tipo de fruta, mas não estou aqui para vender nada, só passar o que aconteceu. Uma ressalva apenas sobre isso tudo. Apesar de sair-se bem nas caipirinhas, o meu gosto, a envelhecida, deve ser apreciada pura, na temperatura ambiente.

Eu recomento que em vindo para a região de Bento Gonçalves, saiam um pouco do comum, andem uns 15 quilômetros à frente na RS 470 e visitem as instalações da CASA BUCCO, além da vista espetacular que tem o lugar, vocês poderão ter a rara oportunidade de ter uma verdadeira aula sobre produção de cachaça com o meu amigo o Alquimista Moacir. Este cara entende muito do que faz e tem um excelente paladar alem de uma boa conversa.

Não se esqueçam de levar cheque ou dinheiro porque os italianos de lá não aceitam cartão, mas isso vocês verão que não será problema.

Voltando ao evento, vou fazer um rápido resumo para vocês entenderem e depois tento explicar melhor.

O que restou de mim hoje achou legal ter feito.

Que correria.

Começou na quarta-feira de cinzas quando o Janerson veio tomar um chimarrão aqui em casa e passando pela frente do Hotel Fazenda Pampas notou uma movimentação e chegando me perguntou se eu sabia o que estava acontecendo e falei que era uma exposição de cavalos que aconteceria na sexta e sábado seguintes.

Algumas ligações entre um chimarrão e outro e acertamos a nossa participação da feira e ai começou a correria.

Na manhã de quinta fomos a Bento Gonçalves até a sede da Bucco, buscar o material e os produtos para a feira. O Jeep veio cheio de coisas. Caixas com os produtos, caixa para presente, garrafas, copos e tudo o que seria necessário para o evento.

Na volta de Bento, passamos pelo hotel e descobrimos que não seria necessário montarmos o estande naquele dia então marcamos para sexta, oito horas da manhã.

Na sexta, fomos para o hotel e no espaço reservado começamos a montagem, Dorinha estava junto dando apoio.

Terminamos a montagem exatamente no momento em que a feira foi aberta. Eu estava tirando o carro da frente do estande quando os cavalos começaram a chegar.

Os animais eram muito bonitos. A última vez que eu havia chegado perto de um cavalo, de quatro patas, eu devia ter em torno de dezoito anos, o mesmo que falar “foi ha dois anos atrás”.

Eles desfilavam pela arena com seus tratadores como se soubessem que estavam sendo observados e como dizem por aqui: “mas é um bicho bonito tchê!”.

Nossos vizinhos foram à exposição, todos paramentados e vestidos a caráter. Foi legal ver a tropa chegando como verdadeiros gaúchos que são. Eles levam isso muito a sério.

Em dado momento um senhor sentou-se em uma das cadeiras do estande para olhar os animais.

Estava claro que ele estava interessado nos animais porque olhava para eles e para o catálogo e fazia anotações.

Era um provável comprador e eu não resisti e fui até ele. Sentei-me ao seu lado e comecei a puxar uma conversa sobre os animais.

Não, eu não entendo absolutamente nada de animais de exposição e por isso ficou mais fácil já que o meu pedido foi que ele me explicasse o que se olhava em um cavalo para classifica-lo como um bom animal.

Ele muito gentilmente me deu uma aula sobre o assunto.

Devemos olhar a postura do animal, o tamanho da cabeça e do pescoço em relação ao corpo, olhar o peitoral, as patas, principalmente as traseiras que devem ter um formato de triangulo e não muito viradas para dentro, o tamanho das orelhas e mais um monte de coisas que não me lembro mais. Claro que é muito mais fácil explicar isso tendo os exemplos passando pela sua frente enfim aprendi mais uma coisa.

O dia passou sem muitas novidades e lá pelas sete da noite começamos a desmontar o estande porque precisávamos transferi-lo para o local onde seria realizado leilão à noite. Põe na caixa, carrega o carro, tira da caixa, põe na mesa. Essa vida de expositor não é mole não, acho que é por isso que às vezes as coisas são mais caras na exposição, porque dá um trabalho lascado deixar aquilo bonitinho para o pessoal passar olhar, provar e dizer “obrigado, daqui ha pouco eu volto”, como se a gente nunca tivesse sido cliente.

Montamos nosso estande no local do leilão e vamos para as degustações e uma hora depois começou o leilão. Eu não sei como aquele cara consegue falar tanto, tão rápido e por tanto tempo. O leiloeiro falou por mais de duas horas sem parar, apenas tomando uns goles de água, eu acho e passando um lenço sobre o rosto e o homem falou.

“Me dá mais trinta, quem da trinta, trinta, trinta trinta, trinta, quero mais trinta, trinta, trinta”, quem já foi em eu sabe bem a que estou me referindo. O cara fala muito.

A maioria dos animais forma vendidos por algo em torno de vinte mil reias, ai eu penso: Se o pessoal paga vinte mil reais por um cavalo, quanto será que pagariam pelos 220 cavalos do motor do meu carro?

Até tentei ver se conseguiria entrar no leilão, mas os caras não entenderam meu ponto de vista.

No final das contas, o pessoal movimentou algo em torno de oitocentos mil reais naquele leilão. Imagino não ser muito, mas para quem nunca havia ido a um lugar como esses, achei muita grana e certamente resolveria todos os meus problemas.

Lembram-se daquele senhor que se sentou no estande à tarde e eu conversei com ele? Ele passou no estande no final do leilão, perguntando se tínhamos alguma degustação. Eu pude ver que ele tinha umas duas fichas de compra na mão e numa delas valor da compra era visível. Trinta e dois mil reais. Servi um copo para ele que tomou, achou gostosa e nos deu boa noite.

Eram quase duas horas da manhã quando terminamos de encaixotar e guardar tudo dentro do carro. Por conta dos cavalos e da chuva que caiu no meio da noite, o lugar virou um barro só. Amanhã o Jeep não vai ser lavado. Ele vai ficar de molho.

Sabadão, seis e meia da manhã, apenas três horas depois de eu ter ido deitar, o relógio toca novamente, que alegria, que delícia, mas vamos lá.

Levantei, tomei banho e café, carreguei algumas coisas no carro e voltei para a arena.

Perceberam que eu não mencionei o verbo acordar?HH  Sim porque isso só foi acontecer mesmo lá pelas dez da manhã, até então era só o piloto automático que estava ativo.

Começou o desfile e o julgamento dos animais e nesses haviam exemplares melhores dos que haviam sido leiloados na noite anterior.

No final da manhã o Moacir apareceu para dar uma olhada no evento. Ficou um pouco conosco e foi embora.

E o dia passou entre visitas, degustações e algumas vendas.

Por volta das sete da noite, terminamos tudo e voltamos para casa.

Eu estava tão cansado que só consegui descarregar o carro, tomar um banho e cair na cama. Por sorte terminamos o horário de verão então apesar de dormir uma hora a mais.

Foi muito bom, agora é fazermos as contas para apurarmos o resultado e claro, sairmos atrás do próximo.

Mais uma vez, obrigado à Dorinha pelo apoio, ao Janerson e Moacir pela paciência o os ensinamentos. Demoro um pouco mais eu ainda consigo aprender alguma coisa.

E que venha o próximo evento. 


É mais divertido que cansativo.

Quero deixar registrado que o Wagner também foi de grande ajuda e consideração comigo nesse projeto. 

Ele esteve ao meu lado durante toda a sexta-feira, ajudando a carregar coisas, fazendo companhia e claro olhando os cavalos, que ninguém é de ferro não tchê?

Valeu Wagnão, obrigado pela ajuda e pelo apoio. Você é o cara.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O primeiro Carnaval em Canela.


Não sei o que aconteceu com vocês, mas aqui em casa nós pulamos o carnaval.

Entramos em casa na sexta-feira e deveremos sair somente na quarta-feira de cinzas, depois do almoço.

Só sai ontem porque o pessoal do jardim veio plantar as flores e tivemos que comprar umas coisas que faltavam, tipo terra e "titica de galinha". O jardim está ficando legal. Agora é cortar a grama, que deve ser na segunda e instalar as lâmpadas que eu não sei quando vou fazer.

Canela é divertida, se tem carnaval a gente não sabe aonde é porque ninguém fala nada, ninguém passa com fantasia pela rua e as únicas mudanças da rotina foram o vizinho da frente ter recebido uns amigos e o do lado ter feito um churrasco hoje, no mais absolutamente nada mudou.

A televisão aqui, principalmente a aberta só pega um canal, quer dizer pega o mesmo canal umas três vezes no mesmo lugar então é complicado assistir alguma coisa. Eu ainda não sei o porquê da Globo/RBS não liberam o sinal para que as empresas de TV por assinatura possam transmitir o sinal, o resultado é que não vejo essas emissoras há três meses e interessante, não tem feito falta. Já pensou se a moda pega?

As outras redes liberam o sinal. A Gazeta não pega porque além dela não ser uma rede o pessoal de lá acha que não é importante estar com o sinal nas operadoras. Só São Paulo basta porque é de graça e deve bastar mesmo para quem aposta no varejo e em clientes por vezes duvidosos como estratégia de negócio, bom isso agora é problema deles.

Voltando a TV aberta, ontem tentei sintonizar a RBS de Caxias do Sul que é a emissora que cobre a região.

Colocamos a antena interna em várias posições, pensei em consultar o Kama Sutra (adoro o Google) para achar a melhor posição e nada. Ah, vamos colocar um pedaço de Bombril na antena, quem sabe melhora, mas de nada adiantou. A TV da sala definitivamente não pega a RBS e nenhuma que não seja o cabo.

O aparelho do escritório sintonizou a RBS razoavelmente, então vamos lá. Quem sabe depois do Globo Repórter comece a passar o carnaval de São Paulo.

Termina do Globo Repórter e o que entra no ar é o carnaval de Rua de Porto Alegre, nada mais justo, afinal não estou mais em São Paulo e que me desculpem os amigos gaúchos, mas o carnaval daqui está igual ao que era São Paulo há uns quinze anos atrás. Duro de ver. O resultado foi ver mais um filme repetido da TNT até que o sono chegasse.


O programa de índio na tarde de sábado.

O Wagner nos convidou para irmos até o sitio do sogro no interior de Canela. Imaginem, Canela já é uma cidade do interior, como não deve ser o interior de Canela?

A curiosidade me fez aceitar de cara, Dorinha que é muito mais ajuizada que eu disse que não iria, a dor de cabeça ainda estava forte.

Lá fomos nós para o sitio, eu fui com o meu carro porque não caberíamos todos no dele e se a Dora precisasse de mim eu poderia voltar. Levei os garotos comigo, só o João e o Duda.

Eu preciso prestar mais atenção no que a Dora sinaliza com o "acho que eu não vou". Eu deveria ter ficado em casa.

Começou que antes de ir, passamos no centro da cidade porque alguém tinha que pagar uma conta, depois disso passamos na casa de outra pessoa para ver se fulano quer ir, e tudo isso eu seguindo um Palio, com dois moleques dentro do carro.

Bom, então vamos para o sitio?

Os primeiros três quilômetros até que foram tranquilos, parte estrada pavimentada, parte em  chão batido de boa qualidade.

O complicado foram os nove seguintes, morro abaixo, um monte de buraco e pedra. Foi um tal  balança caixão, balança você por nove quilômetros.

Chegamos ao sitio.

Chegamos ? Cadê?

É aqui.

Onde?

Aqui à direita.

Mas aqui não tem nada, só uma casa caindo aos pedaços, um monte de tranqueira e um rio.

Então, é aqui o sítio.

Ah, o rio deve ser legal, vou lá ver.

Um córrego na verdade e o que ele mais tinha era borrachudo.

Eu pensando na volta, peguei o telefone para simular uma ligação da Dora e me mandar.

Doce ilusão. Cadê o sinal, nem da Oi nem da Vivo. Nada vive lá a não ser os colonos da região, o mato e os borrachudos.

Quando alguém falou - "vamos embora?" - eu pulei para dentro do carro e fiquei esperando os garotos.

A volta foram os doze quilômetros morro acima no “balança caixão, balança você”.

Foi ou não foi o programa de índio do semestre.

Isso foi no sábado de carnaval.


Domingo o dia amanheceu com chuva e ai meu amigo, a cama cria tentáculos que prendem a gente e não largam você até que a sua bexiga ameace explodir, ou sua cachorra encoste o focinho gelado na sua cara numa tentativa desesperada de te acordar para que você abra a porta para ela.

Dorinha estava num sono gostoso. Ela passou os últimos três dias com aquela dor de cabeça que a pega de vez em quando então quando eu a vi dormindo sossegada achei melhor deixar.

Levei a Cylla para o passeio matinal, enxuguei as patas dela e o pelo que estava meio molhado, aproveitei para aliviar a minha bexiga também e voltamos para o quarto.

O relógio da sala marcava a última das dez badaladas, preguicosamente como a manhã.

Deitei na cama de volta, Dorinha se aconchegou em meus braços e foi a última coisa que eu lembro antes de olhar novamente para o relógio e ver marcado doze horas e trinta e três minutos, que delícia.
Havia parado de chover e o sol ameaça a sair, mas ficou só na vontade. Hoje ele só passou rapidamente e se mandou.

Tomamos café, as churrasqueiras da vizinhança já estavam a pleno vapor e a do nosso vizinho, aquele que faz questão de não cumprimentar, fica pertinho do escritório e quando ele ascende, a fumaça vem direto para o escritório então a gente tem que fechar a porta. Ainda bem que ele não faz isso todos os domingos.

Conversamos um pouco, Dorinha pegou o seu computador para ver se os filmes haviam chegado e eu, olhando os emails ouvindo uma seleção de músicas de raiz. Tonico e Tinoco, Milionário e José Rico, Almir Sater, Rolando Boldrin, Inezita Barroso entre outros.

A música mais o aroma do churrasco acabaram despertando a vontade de ir para a cozinha, e lá fui eu.

Eram umas duas e meia da tarde, nós não estávamos com fome então não havia pressa em fazer a comida.

Abri a geladeira e peguei o que eu tinha deixado para descongelar. Um pacote com carne e duas coxas e duas sobrecoxas de frango num pote plástico.

A carne foi para tirar uma dúvida que surgiu ontem quando descongelei outra porção do mesmo lote. A dúvida virou certeza e foi tudo para o lixo. Aproximadamente setenta reais em carne para o lixo.

Nunca mais compro carne naquele supermercado. De agora em diante só no mercadinho aqui perto de casa.

Voltando ao frango pensei: O que eu vou fazer com isso? Foi ai que veio o “chamado”, da panela de ferro que estava ao lado.

Atenção que receita está ai no meio.

Peguei as peças de frango e temperei-as com azeite, sal, pimenta e um pouco de vinagre balsâmico e reservei. Ai piquei duas cebolas médias e dois dentes de alho. Enquanto isso a panela estava sendo aquecida com uma generosa porção de azeite.

Joguei a cebola e o alho na panela para um refogado e em seguida as peças de frango. Quando elas estavam fritas por fora, joguei um copo de água para que elas cozinhassem.

Quando elas estavam quase prontas, juntei uma xícara de arroz sete grãos e três de água. Uma provadinha no sabor que pediu uma correção de sal e fogo alto até levantar fervura, depois fogo baixo, com muita calma.

Para acompanhar o prato e principalmente o dia, pediam um vinho. Fui até a adega na sala e peguei uma garrafa de Chiante 2008 e vamos esperar o cozimento.

Depois de quarenta e cinco minutos e três quartos da garrafa a comida ficou pronta. Eram quase quatro da tarde quando sentamos para comer.

Não sei se foi o tempo, o vinho, a fome ou a junção de tudo isso, mas eu achei muito gostoso. 

Foi uma experiência interessante de sabor que começa com o delicado do arroz integral, passava pelo toque de vinagre balsâmico e no final a pimenta aparecida. Tudo sem qualquer agressão destaque maior que os demais. Saiu exatamente como eu havia imaginado.

Depois desse laudo almoço sobrou ir para a rede pensar na vida. Tá bom. Devo ter pensado uns trinta segundos antes de dormir por quase hora e meia.

E a louça? Dorinha minha amada e insubstituível esposa arrumou a cozinha. Eu amo essa mulher.

Agora estamos aqui no escritório com o domingo de carnaval quase terminando, a Cylla pedindo para ir lá fora outra vez, sem nada de interessante na TV, ouvindo a Scalla FM vocal pela infernet. Quem está na faixa dos cinquenta e cinco anos e gosta de uma seleção tranquila de músicas sintonize essa emissora. Ela só existe na infernet,    http://scallafm.com.br/aovivo/vocal/ você vai gostar.

Bom carnaval para quem gosta de pular carnaval, seja como for o seu “pular o carnaval”.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Semana do embaço


Esta semana foi daquelas.

Quase nada andou.

Tudo ficou pela metade ou para semana que vem. Na verdade para a outra semana porque essa que entra é Carnaval e começa na quinta-feira e ai não dá tempo para quase nada então vamos começar a pensar só em março.

Falo isso porque já estamos no dia 18 e como o mês de fevereiro é pequeno, vamos falar em março.
E assim já se passaram dois dos doze meses do ano.

Ai começa a correria porque o pessoal tem que fazer em dez o que deveria ser feito em doze, ai ninguém tem tempo, fica todo mundo estressado esperando que chegue logo o final do ano para poder empurrar com a barriga de vinte de dezembro até depois do carnaval.

Meu pai já havia me prevenido. "No interior a velocidade é outra. Se você esquecer disso vai ficar louco"

As vezes eu esqueço e quero as coisas resolvidas logo e pronto "SE ESTRESSO", mas deixa isso pra lá, não vai mudar mesmo. Eu é que tenho que me adaptar. Não dá pra ir a um baile funk e querer dançar rock. Melhor mudar de assunto antes que eu "SE ESTRESSE" de novo.


Essa semana um novo visitante apareceu pelo nosso terreno.

Como já havíamos sidos prevenidos pelos vizinhos, essa semana fomos apresentados ao senhor Gambá. Isso mesmo, um gambá velhinho veio passear durante a tarde aqui pelo terreno.

A gente imaginou que ele fosse velho porque a pelagem dele era rala, mas pode ser que seja pelo verão. De qualquer forma o cara não era pequeno não. Era do tamanho de um gato grande e não estava nem ai para o que acontecia em volta.

Ele subiu no muro do vizinho e ficou ali olhando as coisas. A Cylla ficou maluca querendo ver o cara de perto, mas não deixamos. Ela latia, corria de um lado para outro alucinada como que dizendo “me deixa ir lá, deixa”.

O gambá nem se preocupou com ela. Ou ele é surdo ou sabe que cachorros não são páreo para ele de qualquer forma ficamos olhando à distância. A última coisa que queríamos era que o Senhor Gambá se irritasse ou se sentisse ameaçado. Já pensou?

Foi ai que descobrimos que nessa época eles vêm passear por aqui, principalmente à noite. Isso explica porque às vezes a Cylla fia alucinada querendo ir lá ao fundo do terreno à noite. Por sorte nunca deixamos. Além do Senhor Gambá, alguns porcos espinhos se utilizam do terreno como caminho. Agora é que a Cylla não desce mais para o quintal depois que escurece.

Nosso canteiro continua do mesmo jeito. As flores ainda não chegaram. Vamos ver se elas chegam até o final da semana e o pessoal termina de plantar.

Uma coisa eu sei. Semana que vem no máximo na próxima estaremos rindo desse me mau humor porque tudo estará em ordem.

É isso ai pessoal, abraços.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dando um tapa no jardim


 Faz uma semana que acertamos com um jardineiro, irmão do nosso vizinho para arrumarmos o jardim e o pátio (quintal) aqui de casa.

Os caras começaram a trabalhar na segunda, tirando o mato que se instalou na frente e arrumando lugar para as flores que chegarão somente semana que vem.

Claro que eu não poderia ficar de fora e além de alguns palpites, (sou filho de Dom José) resolvi botar a mão na massa, quer dizer na terra.

Quando os rapazes começaram a trabalhar a terra, achamos muitas pedras que devem ter sido largadas na época da construção da casa. São pedras naturais aqui da região que eles chamavam de laje.

Os rapazes trouxeram pelo menos dez carrinhos, daqueles de mão, com terra dos fundos para nivelar o terreno da frente e mesmo assim parece que precisaremos de mais terra. Ainda bem que o quintal é grande senão, teríamos que cavar um poço.

Até eu entender que “um pedaço de laje” era o tipo de pedra natural e não um lixo deixado pelo homem levou algum tempo, mas ainda bem que consigo aprender alguma coisa.

Eu fui pegando alguns pedaços dessa pedra, que não pesa muito, acho que o granito é mais pesado, e fui fazendo um arranjo bem no meio do canteiro que eles estavam fazendo.

Eu gostei do arranjo que fiz e para finalizar, coloquei a Minha Sogra em cima dele e ladeada pelo Zeca Veira e pelo Sapo Sapozo, todos cuidados do nosso portão.

Perguntei para os rapazes e eles prontamente acharam legal, então eu que não sou bobo, fui perguntar para a Dorinha e ela também gostou. Fez algumas sugestões (senão não seria a Dorinha), mas aprovou as mudanças. Dieison plantou alguma suculentas junto às pedras e pronto, estava feito o local da Minha Sogra.

Agora vamos esperar até semana que vem quando chegam as flores para colocarmos no canteiro, nesse meio tempo vamos colocar uma iluminação nas árvores e na Minha Sogra. Se ficarem como estou imaginando será bacana.

Vale destacar que Minha Sogra é um nome próprio assim como o Zeca Veira, não tem nada haver com a “querida, amada, saudável e adorada”, mãe da minha esposa.

Além do jardim o Dieison (eta nome complicado de falar, chama-lo de Ronaldinho é muito mais fácil) arrumou todas as plantas que trouxemos de São Paulo, trocou a terra e arrumou os vasos na varanda, até aquela Dama da Noite que tínhamos em vaso desde dois mil quando mudamos para São Paulo ganhou um lugar no jardim. Agora ela vai pra frente.

Quando terminarmos o jardim da frente, vamos cuidar dos fundos, das árvores e vamos plantar a muda de pitangueira que trouxemos de São Paulo.

Eu fiquei com a missão de regar as plantas todas as manhãs e todas as tardes, pelo menos nesse começo até que elas se firmem novamente nos vasos e na terra, por isso todas as manhãs, lá vou eu de regador em punho molhar as plantas.

Na minha última contagem foram de sete regadores para molhar tudo.

Ai vem a pergunta que todos estão fazendo: “Porque você não faz isso com uma mangueira?”

A resposta é simples: Porque no jardim da frente não tem nenhuma torneira. A torneira mais próxima que tem fica na entrada lateral da casa e que não tem comunicação com o jardim da frente. Mas isso está para ser resolvido. Já estou planejando uma extensão daquela torneira até o jardim da frente, afinal eu não quero ficar carregando regador pra lá e pra cá.

Aproveitando que estamos falando em regar plantas, São Padro resolveu dar-nos uma mão. Ontem, sábado, ele resolveu mandar um pouco de água para nós.

Estava na hora, porque havia duas semanas em que não víamos uma gota de água mandada por ele.


As plantas estavam secas e o ar também estava muito seco. Só para termos uma ideia, quinta e sexta-feira, passamos o dia todo dentro do escritório com o ar condicionado ligado porque estava insuportável sair à rua.

Detalhe: A calha, aquela que eu desmontei e montei de volta, lembram? Se comportou bem com a chuva. 

Hoje, o dia amanheceu nublado e não está com cara de que vá abrir, as plantas estão com as folhas abertas e felizes pela chuva de ontem, até uma neblina apareceu logo de manhã.

Havíamos pensado em irmos até Porto Alegre no parque da Redenção ver a feira de artesanato que acontece lá todos os domingos, mas Dorinha ainda não levantou e já são mais de dez da manhã. Ontem ela ficou vendo filme e foi dormir tarde. Eu me lembro de ter olhado no relógio a última vez às duas da manhã e ela ainda não estava na cama. Só dava para ver a iluminação causada pela tela do computador no escritório.

É isso pessoal, bom domingo.