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terça-feira, 28 de maio de 2013

O dentista que se tornou padre.


Para muitos isso parecerá um verdadeiro dramalhão mexicano e confesso que não foi fácil, mas hoje podemos nos lembrar disso com tranquilidade e até humor, como vocês verão a seguir.

Dizem os mais antigos que a vocação para ser padre apareceu quando ele ainda era criança e isso já faz tempo, mas vamos começar nossa história no período mais adiante, quando ele, deixando a cidade de Mogi das Cruzes, vai para São Paulo terminar seus estudos. Naquela época Mogi não era essa potência de escolas de nível superior que é hoje.

Trabalhando de dia, estudando à noite, morando em pensão, era sua luta diária.  O cara era um obstinado até que numa dessas noites ele não conseguiu dormir por causa de uma forte dor de dente.
Foi o que bastou para que ele mudasse de medicina para odontologia.

Formado pela USP logo constitui família. Esposa, o primeiro filho, depois mais três meninas, todos em intervalos de quase dois anos. Mais tarde fiquei sabendo por palavras dele que se Deus não tivesse levado minha mãe, certamente seríamos em muito mais irmãos.

Quando tudo parecia caminhar para um futuro tranquilo, filhos crescendo, profissão em alta, planos de uma casa própria, Deus resolve atender o seu chamado.

Calma pessoal, ele não largou tudo e se mandou, até porque não seria aceito, mas Deus, na sua grande sabedoria e visão, começou a mexer os pauzinhos para que ele realizasse seu sonho de criança.

O que nos confunde muitas vezes é a nossa pouca capacidade de enxergar adiante e de entender o que está acontecendo, o certo é que num dia oito de novembro, Deus levou minha mãe para perto Dele. Eu tenho certeza que ela está lá porque aguentar a gente não era fácil.

Nossa vida virou de cabeça para baixo. Fomos morar com uma tia e meu avô e depois de algum tempo, meu pai começou a colocar a cabeça em ordem e foi trazendo os filhos aos poucos para junto dele.

Nossa vida voltava a ter ares de uma vida familiar normal e por mais que a minha mãe fizesse falta, meu pai fazia de tudo dentro do seu alcance para que tivéssemos uma vida normal.

Assim vivemos uns vinte anos.

Ele já tinha netos, e se divertiu muito com todos, mas com o primeiro foi qualquer coisa de especial. Lembro-me do neto puxando um liquidificador pela cozinha achando que era carrinho e meu pai achando a maior graça. Ele dizia. “Agora posso fazer com ele tudo o que eu sempre quis fazer com vocês, mas tinha a obrigação de educar”.

Participou ativamente dos movimentos da igreja da nossa comunidade, deu cursos, fez cursos, sempre envolvido com o seu sonho de criança.

Não sei direito a época que Deus mandou o recado “TÁ NA HORA” e a vida começou a mudar novamente.

Ele entrou para o Mosteiro de São Bento em São Paulo, estudou teologia, fez os votos, tornou-se monge e posteriormente ordenou-se padre.

A cerimônia de ordenação foi muito bonita e pomposa. Realizada na igreja de São Bento no centro de São Paulo, presidida pelo arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns.

Dom Paulo chamou-nos, os filhos e netos, para o altar e disse que na vida sacerdotal dele, aquela era a quarta vez que ele ordenava um padre que com filhos, mas nunca com netos.

Meu pai foi designado para duas unidades do Mosteiro. Passou um período em Jundiaí e foi transferido para Sorocaba onde está até hoje.

Em Sorocaba ele cuida da restauração do Mosteiro e já foi condecorado como cidadão Sorocabano.
Nesse tempo Deus deu vários presentes para ele.

Realizou o casamento de uma filha, batizou outros tantos netos e a cada vez é uma nova emoção.

Porém agora temos a impressão que Deus está dando mais um presente especial. Ele vai realizar o casamento do seu primeiro neto, aquele que puxava o liquidificador pelo fio na cozinha de casa.

O casamento será no começo de julho, na mesma igreja em que ele foi ordenado.


Obrigado Deus pelo pai que você nos deu e obrigado Deus por poder dar a ele todos esses presentes.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

E num futuro distante

Hoje eu recebi um foto publicada na página de um amigo na rede social e a imaginação foi longe.


NUMA DESSAS EDIÇÕES ELETRÔNICAS DE INFORMAÇÃO NO FUTURO.

Hoje, dia 27 de maio de 2635, exploradores anunciaram a descoberta de um sítio arqueológico no planeta terra, localizado no hemisfério sul  (23º32.0S - 46º37.0W) que era conhecida como São Paulo, uma das maiores cidades do começo do século 21.

As primeiras pesquisas informam que os restos foram encontrados num evento que era  chamado de congestionamento, muito comum naquela época.

Em alguns casulos,  chamados de veículos, foram encontrados vestígios de vida humana o que indica terem sido surpreendidos por um evento de grandes proporções. Uma chuva inesperada ou um forte calor, eventos muito frequentes naquela época de descontrole total.

Os selos de inspeção ambiental encontrado em alguns desses casulos, movidos a motor de combustão interna, serão utilizados na identificação dos vestígios o que facilitará a cobrança dos descendentes de eventuais taxas deixadas em aberto para ampliação da pesquisa.

Os restos desse sítio serão levados para a sede do governo central e serão incluídos nas exposições interplanetárias sobre a gente humana.

É minha gente, algumas coisas nunca mudarão, nem aqui nem em qualquer lugar do universo.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Até aonde iremos com isso?



Quando eu morava em São Paulo, eu já sentia a presença maligna do efeito da “mídia sangrenta para dar audiência”.

É aquela coisa que a gente não percebe, mas que no fundo gosta. A de saber que sempre tem alguém em pior situação ou que está sofrendo mais que a gente. Parece que é uma coisa para nos confortar, não sei direito.

Eu assumo a minha parcela, pois hoje, ao ler os jornais dos grandes centros, ver os telejornais na TV, agradeço por ter saído desses centros, então não sou diferente dos demais.

O que tem me impressionado é como está difícil a gente achar uma boa notícia hoje em dia. Será que elas estão deixando de acontecer ou será que é mesmo o efeito do “desgraça vende mais”?

Hoje, 24 de mais de 2013, abrindo o site do G1 o que tem desgraça na primeira página, é qualquer coisa de impressionar.

Mortes, incêndios, estupros, Renan na presidência, bolsas em queda e mais uma série de coisas que só servem para nos levar cada vez mais para baixo, diminuindo cada vez mais a nossa autoestima o que acabará levando os menos favorecidos a terem maior desrespeito pela condição humana, que acabará levando a mais barbáries que diminuirá ainda mais a autoestima, que levará a mais barbáries até que não haja mais uma pessoa que se importe com o descaso e o desrespeito pela pessoa.

Uma vez passeando pela Av. Paulista, fui abordado por um militante do Greenpeace sobre um abaixo assinado para salvarmos o planeta.

Naquela época, eu olhei para o militante e disse:

Olhe à sua volta. Veja essa quantidade de pessoas e prédios.

Você acha mesmo que isso que este animal chamado homem está fazendo está correto?

E você acha mesmo que ele tem capacidade de acabar com o planeta?

Lamento informar que ele, o homem, por mais inteligente que possa ser ainda não conseguiu ver que o que ele faz com ele e com o planeta só o levará à sua própria extinção. O planeta vai sobreviver, quem não vai sobreviver é o homem.

E é o mesmo conceito do “desgraça vende”, o de acharmos que o problema está sempre com o outro e que nós nunca somos responsáveis.

A mídia é sim responsável por objetivar somente seus lucros e sua fatia de mercado. Meus amigos, vocês estão matando quem os sustenta.

Num país como o nosso em que por interesses maiores, a população não tem acesso à educação de qualidade, a mídia de massa acabou sendo a grande disseminadora da informação e cada vez que ela se preocupa em divulgar com o maior destaque possível as desgraças ela torna seu consumidor cada vez mais irracional e com menor valor social.

Já que, infelizmente, a educação não pode vir do berço caberá às mídias de grande massa este papel, gostem elas ou não.

E aos senhores jornalistas que se apoiam na máxima “o povo tem direito à verdade” com a qual concordo, sejam um pouco mais críticos e inteligentes na hora de divulgarem essa verdade. Tratem com carinho e respeito seus leitores.

Ela deve ser divulgada sim e sempre, o que eu creio que ela não precise é ter destaque maior que uma boa ação. Sejam ponderados, mantenham o bom senso e vocês formarão gerações cada vez melhores como pessoas e como consumidores.

Hoje eu vivo numa cidade de quarenta mil habitantes aproximadamente. É claro que as desgraças também acontecem aqui, mas ainda sinto nas pessoas, que se cumprimentam pelo nome, a vontade de fazer o melhor para todos. A individualidade ainda não impera aqui na região.

Aqui ainda podemos viver com certo grau de tranquilidade e felicidade e quando olho as notícias dos grandes centros, me pergunto quanto tempo ainda teremos dessa tranquilidade e felicidade, quanto tempo?

domingo, 19 de maio de 2013

O aniversário do velhinho.



Hoje, dezenove de maio, meu pai completa 81 anos.

Para quem achava que não chegaria aos sessenta (ele achava), até que o resultado não é dos piores.
Tem até uma passagem interessante, que ele conta. Certa vez estávamos conversando e isso não faz muito tempo, e ele estava reclamando que agora teria que tomar remédio para pressão, começar a controlar o diabetes e essas coisas.

Eu disse a ele. “Poxa pai, você está com setenta e tantos anos e não quer ter nada? Quero eu chegar a essa idade reclamando só disso”. Agora sei que ele conta isso pra todo mundo e dá risada.

Continue reclamando disso velhinho que a coisa está ótima.

O que eu quero falar dele não é isso.

Semana passada eu falei sobre o dia das mães e o que a TIVONNE representava nas nossas vidas, pois hoje quero falar dele.

Da mesma forma que eu pedi para vocês realizarem aquela situação, vou colocar um novo modelo e tentem imaginar-se nessa situação.

Imaginem-se com trinta e cinco anos de idade, a vida começando a decolar, planejando a compra da casa com a esposa, quatro filhos entre três e nove anos, resolvendo abraçar a profissão e de repente, sem o menor aviso, a base de tudo a esposa resolve ir tomar café com São Pedro.

Simples assim. Um dia tudo bem no outro fui.

Em alguns momentos da minha vida eu tentei me colocar nesta situação para tentar imaginar o que poderia ter sido para ele. Confesso que o mais perto que consegui chegar foi ai pelos quarenta anos de idade (cinco a mais que ele) tentar imaginar perder a minha esposa.

Eu disse tudo isso não para emocionar, muito menos para criar uma imagem de cara legal e bacana. Falo isso apenas para tentar expressar um pouco o orgulho que eu tenho de ser seu filho e de poder te chamar de amigo.

Lembro-me perfeitamente quando passamos da relação de pai de filho para amigos confidentes e isso me deixa muito feliz. Consegui conquistar o respeito de homem pelo meu pai, um cara que mesmo com todos os seus defeitos, é um grande exemplo para eu seguir.

Você me ensinou muitas coisas boas.

Você me mostrou que eu devo lutar pelo que eu acredito e que devo me manter fiel aos meus princípios, mesmo que isso possa no primeiro momento me custar um pouco mais caro, porque daqui a pouco a recompensa virá.

Você me ensinou e sempre me incentivou a ir atrás da minha felicidade e por mais diferente que ela possa ser dos seus padrões de felicidade, você nunca a questionou.

Você me mostrou o caminho correto, me deu a base e permitiu que eu cometesse os meus erros para aprender, mas sempre esteve e está por perto caso eu precise de um porto seguro e isso meu amigo, não tem preço.

Você me criou muito bem. Aprendi com suas virtudes e com seus erros e isso me tornou e torna um cara melhor a cada dia.

Não tenho a menor vergonha em imitá-lo nas coisas que eu acho boas.

Você foi e ainda é um cara muito valente, principalmente quando acredita nas coisas e nisso eu também me espelho muito.

Adoro conversar sobre as nossas divergências e a maneira diferente de encararmos os problemas, creio que assim ambos aprendemos mais um pouco.

Adoro ver a sua evolução como pessoa, tornando-se mais ouvinte que falante, sendo mais ponderado, agindo mais com o coração do que com a razão.

Você falou para mim certa vez, que você me admirava pela minha paciência e racionalidade com as situações. Isso me encheu de orgulho e de responsabilidade e agora eu poso dizer a você que você também está muito mais paciente e racional que antes.

Eu poderia ficar aqui falando um monte de coisas boas sobre você.

Você não acredita?

É verdade, você tem um monte de coisas boas e pode ficar orgulhoso disso, mas não vou falar para você não se envaidecer demais.

E hoje, quando você completa seus oitenta e um anos eu posso dizer com toda a tranquilidade que você é se torna um ser humano melhor a cada dia.

Desejo do fundo do meu coração que você continue firme na sua busca pela sua felicidade e estarei sempre torcendo pelo sucesso da sua alma. E meu amigo, seja feliz porque é isso que importa e tenho certeza que é isso que Deus quer de e para nós.

É um grande orgulho pra mim poder te chamar de pai e uma honra poder te chamar de amigo.

Te amo pai.

Conte comigo sempre que precisar e quiser.

Feliz aniversário velhinho.


Em tempo: Dorinha manda um beijão pra você e te considera pai dela também.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

O meu dia das mães



Interessante o que aconteceu agora. Acho que comecei esse texto umas dez vezes e sempre empacava e as coisas não saiam.

Talvez isso tenha acontecido porque tentar expressar o que essa pessoa representa na minha vida seja bastante complicado.

Imaginem vocês o seguinte.

Uma jovem, solteira, com aproximadamente 30 anos de idade, larga todo o seu futuro na vida para cuidar de quatro crianças, a maior com nove anos e a menor com três.

Essas crianças são filhos da sua irmã mais velha que falecera vitima de um ataque cardíaco fulminante e no meio daquele caos as crianças acabam ficando com ela por um tempo e ela assume toda a responsabilidade.

Pensem em um dia vocês serem completamente livres para fazer qualquer coisa e no dia seguinte, terem a responsabilidade de quatro crianças.

Realizaram?

Deve ser bem fácil. Eu sinceramente não consigo me imaginar segurando um rojão desses, nem agora com cinquenta e cinco anos e muito menos aos trinta.

Pois é, mas essa pessoa segurou, e segurou muito bem.

É verdade que a minha mãe verdadeira conseguiu me passar os valores básicos da vida, afinal eu tinha nove anos, mas a TIVONNE ajudou muito na conclusão desse processo com todos os acertos e erros que todo pai e mãe cometem.

Claro que ela teve apoio. Meu avô ajudou muito a segurar a onda e meu pai, quando conseguiu botar a vida no rumo outra vez também assumiu a responsabilidade dele, mas hoje a homenagem é pra ela e eu me pergunto sempre.

O que teria sido daquelas quatro crianças se naquele momento, naquele instante a TIVONNE não tivesse segurado a bronca?

Ela, sem qualquer responsabilidade sobre aquilo assumiu tudo.

Eu sou um cara de muita, mas muita sorte mesmo porque tive uma mãe que me amou de montão enquanto pode e outra que me amou mais ainda porque queria e quer.

Hoje ela está com mais de setenta anos, ainda lúcida, esperta e com aquele coração enorme que só dentro daquele peito é que cabe.

O mais gostoso de tudo é que eu posso considera-la minha mãe por opção, e não por qualquer imposição da natureza.

Os meus sobrinhos a tratam por avó e que ela nunca fique em dúvida quanto a ser nossa mãe e avó deles. Não sei quantos estaríamos aqui se ela, nos idos de 1967 não tivesse assumido a bronca.

Eu agradeço todos os dias Deus e Nossa Senhora terem me dado essa opção na vida e agradeço a você TIVONNE por ter permitido que eu fizesse parte disso tudo.

E tudo o que eu puder fazer para te agradecer ainda será pouco perto do que você fez por mim.

Feliz dia das mães TIVONNE e mais uma vez meu muito obrigado.




Domingo tomarei uma cervejinha bem gelada brindando à sua saúde, como aquelas que tomamos em Bertioga.

Te amo.



Mais um dia duro na vida de aposentado

Hoje foi feriado aqui em Canela.

Confesso que não sei bem direito do que. Procurei na "infernet" achei um monte de coisas que aconteceram no dia de hoje, até que é dia da Europa, mas nada que falasse o porque daqui ser feriado.

Isso não importa muito.

Começamos o dia por volta das onze da manhã. A cama parecia um polvo marinho monstruoso, daqueles com 16 patas todas com tentáculos que grudavam na gente não nos deixando sair. Até a Cylla que religiosamente me chama todas as manhãs para fazer as necessidades, hoje resolveu deixar passar.

O dia começava a esquentar, tudo bem que se não começar a esquentar até as onze da manhã não vai esquentar mais, mas o sol aquecia delicadamente a temperatura, fazendo com que a preguiça tomasse conta do corpo, ainda mais sendo feriado.

Resolvemos tomar café fora, então montamos a mesa de café na varanda dos fundos. Imaginem, todos almoçando e nós tomando café.

  Depois disso, resolvemos levar a televisão que estava no escritório para o quarto já que tudo indica que com esse frio que vem por ai, lá será o lugar mais frequentado da casa.
Feito isso, por volta das quatro e meia da tarde, bateu uma fominha. Fomos para a cozinha e resolvemos que hoje seria dia de comermos, recheio de pimentão.

É isso mesmo, fizemos uma mistura de arroz com carne moída e mandamos para baixo. De sobremesa foi o velho e bom romeu e julieta. Tava uma delícia, não por ter sido eu quem fez, mas estava bom mesmo.


Depois ficamos vendo o por do sol na varanda dos fundos, começamos a fechar a casa e agora, vamos estrear a TV do quarto com um filminho sob as cobertas.
Fui moçada, até mais.


Em tempo:

Eu li quando era menor e agora eu tenho um exemplar no fundo do quintal do MEU PÉ DE LARANJA LIMA.

DICAS PARA TRANSAR NA 3ª IDADE


1. Use seus óculos. Certifique-se de que sua companhia esteja realmente na cama.

2.Ajuste o despertador para tocar em três minutos, só para caso de você adormecer durante a performance


3.
Acerte com a iluminação: Apague todas as luzes! 

4.
Deixe seu celular programado para o número da 
“ EMERGÊNCIA MÉDICA ” 

5.
Escreva em sua mão o nome da pessoa que está com você na cama, no caso de não se lembrar.

6.
Fixe bem sua dentadura para que ela não acabe caindo debaixo da cama.

7.
Tenha DORFLEX à mão. Isto, para o caso de você cumprir a performance! 

8.
Faça o quanto de barulho quiser. Os vizinhos também são surdos...

9.
Se tudo der certo, telefone para seus amigos para contar  as boas novas.

10.
Nunca, jamais, pense em repetir a dose.

11.
Não se esqueça de levar 02 travesseiros para coloca-los sob os joelhos, para não forçar a artrose. 

12
. Se for usar camisinha, avise antes ao  piupiu que não se trata de touca para dormir, senão ele pode se confundir.     

13. Ah! O mais importante, não se esqueça de tirar a parte de baixo do pijama, mas fique com uma camiseta para não pegar gripe.

(Estas dicas foram escritas em letras grandes para auxiliarem na sua leitura) .



Essas eu recebi por e-mail do meu amigo Joaquim.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

E o Chevette agora é de Canela




Vocês se lembram da saga do CHEVETTE no DETRAN para conseguirmos transferir as placas para Canela.

Estávamos nessa função desde dezembro de 2012 quando demos entrada na documentação.

Depois que os dados vieram de São Paulo, houve aquele problema do número do motor que havia sido roubado aqui no Rio Grande do Sul então o DETRAN daqui precisava de uma confirmação de que não era o mesmo motor para fazer a transferência.

Quando estivemos em São Paulo da última vez, descobrimos que o DETRAN de São Paulo já não tem mais o documento físico que comprava o número do motor e por tanto, não poderia ajudar. Teríamos que levar o carro para São Paulo, para fazer uma nova vistoria e ai sim seria emitido um documento com o número do motor impresso.

Começamos a procurar nos guardados da Dorinha, alguma coisa que tivesse o número do motor do carro e que fosse anterior ao ano de 1997 e acreditem, achamos não um mais dois documentos em que constava o número do motor do carro.

Eram duas vistorias feitas pela empresa Poro Seguro, uma de 1995 e outra de 1996 onde aparecia o número do motor.

Levamos os documentos para o DETRAN e eles foram aceitos como comprovação de que o carro tinha esse motor antes do ocorrido em 1997.

Está feito. Taxas pagas, placas prontas é esperar chegarem os novos documentos e providenciar o lacre da placa.

Final feliz e tudo “arresorvido”.

E o frio de Canela se apresentou para nós



Esta foi a noite mais fria desde que mudamos para Canela.

Como havia sido previsto pelos institutos de clima e tempo, os caras abriram as portas do frízer, mudaram o polo sul para o alto da serra. Foi nervosa a noite, para quem teve que enfrenta-la.

Começou com o dia em que a temperatura passou, em poucos momentos, dos dois dígitos. Nosso fogãozinho à lenha passou o dia azulando a chapa.

Eram oito e meia da noite quando fui pela última vez na varanda, levar a Cylla para as necessidades dela e olhei o termômetro que marca exatos oito graus.

Dentro de casa a temperatura estava bem mais agradável, na casa dos 18 graus. Precisávamos andar de agasalho, mas nada assim muito pesado.

Eu sei que eram nove e meia da noite e eu tratei de me enfiar debaixo das cobertas. E claro eu debaixo do cobertor quentinho não deu outra. Foi só engatar marcha pra frente e acelerar no ronco. Dorinha ainda ficou um pouco mais tempo acordada, mas eu entreguei-me aos deleites de Morfeu.

Claro que indo dormir cedo, você acorda cedo. Questão de lógica.
Erma quatro e meia da manhã quando o aviso de “você precisa ir ao banheiro”, aconteceu e ai, não tem jeito porque esse aviso é a última linha de defesa, a bexiga já está do tamanho de uma melancia e a gente é obrigado a levantar.

Quando eu coloquei os pés pra fora da cama, senti a temperatura. Parecia que eu tinha colocado os pés num balde de água gelada.

Tratei de pegar o roupão e fui ao banheiro. Na volta ainda tive tempo para olhar o termômetro que temos no corredor. O danado marcava onze graus.

Voltei para a cama que ainda estava quentinha e me cobri de ficar só os olhos pra fora e pronto, já estava novamente me preparando para o concerto em ré maior.

Acordei por volta das seis e meia completamente sem sono, porque será?

Rola daqui, rola dali e criei coragem para levantar. Agasalhei-me e fui olhar o termômetro. Ele ainda continuava nos onze graus. Não, ele não está quebrado porque agora ele marca 18 graus e claro que eu o coloquei na geladeira para ver se ele abaixava.

Minha curiosidade estava em ver o tempo lá fora.

Olhando pela claraboia que temos na sala, o dia parecia bonito, com céu azul e o sol dando as caras.
Sai e fui direto ao termômetro que temos na entrada da casa. Ele marca quatro graus. Isso mesmo, quatro graus de temperatura. Estava mais frio que dentro da geladeira.

Quando eu olhei para o telhado da casa em frente, ele estava branco. Havia geado levemente, mas dava para ver o branco. Infelizmente não tem foto porque quando eu voltei para pegar a máquina, o sol bateu no telhado e lá se foi a geada embora.

É um barato olhar para as casas e vê-las todas com as chaminés funcionando. Aquele cheiro típico de lenha que fica no ar frio da manhã é uma delícia.

E tudo isso me deu vontade de ascender o nosso fogão.

QUE BAILE QUE EU TOMEI DELE.  Acho que o cara não estava afim ou sei lá o que, sei que quando eu consegui fazê pegar fogo, já estava na hora de eu sair, isso sem contar no susto que eu levei. Imaginem. Cara malandro da cidade tipo urbano esperto achou de jogar um pouco de álcool para ajudar a pegar fogo.

Lembrem-se que sou urbano esperto, o fogo estava apagado. A festa foi quando joguei o fósforo que mesmo à distância, fez um barulhão doido, subiu labareda por cima do fogão, saiu fogo pela porta, até a tampa de limpeza da chaminé ele arrancou, mas foi só susto mesmo.

Dorinha que acordou com o barulho veio ver o que havia acontecido e segundo ela, eu estava com aquela cara de cachorro quando faz arte e depois de tudo contado rimos um monte, ela voltou para a cama e eu larguei de mão o fogão porque tinha que sair.

É isso pessoal, esse foi o nosso primeiro dia de frio aqui em Canela.