Hoje quando acessei a minha página na rede social, vi um recado de uma das minhas irmãs falando sobre o Natal.
Ela dizia que este ano nossa realidade havia mudado de vez. Cada um dos quatros irmãos havia passado o seu Natal em lugares diferentes, com as suas famílias e que aquilo havia despertado nela uma saudades dos antigos Natais em que estávamos todos juntos.
Também disse da vontade de, um dia, fazer um "natalzão" com todos juntos outra vez.
Eu respondi a ela que essa era a nossa nova realidade. A evolução da vida e da espécie, com novos clãs se formando e novas realidades nascendo, e que agora, aqueles Natais, eram apenas gostosas lembranças.
Deveríamos nos sentirmos felizes por podermos ter isso na lembrança e que agora era a vez dos nossos descendentes apreciarem os "nataiszões" tendo-nos como chefes dos clâs, assim como foram nossos pais e avós para nós.
Que ela seja feliz nessa nova jornada e na chefia do seu clã. Certamente estarei presente nele, assim como nos das outras irmãs assim como elas fazem parte do meu. Em nossas lembranças e nossos corações.
Independente de estarmos presentes nessas comemorações, sempre nos amaremos e sempre estaremos disponíveis uns para os outros e creio ser esse o verdadeiro espírito do Natal que nos foi ensinado pelos nossos ascendentes,
Ai alguém pergunta:
E você escreve isso? Porque não ligou e falou pra ela?
Claro que eu tentei ligar, mas ela não estava em casa. Certamente estava resolvendo alguma coisa do seu mais novo clã.
Parabéns minha irmã, pelo seu sentimento e por externa-lo. Eu sempre, alias, nós aqui sempre estaremos disponíveis para você e para o seu clã. A qualquer hora e em qualquer lugar.
Te amamos e FELIZ NATAL, todos os dias do próximo ano.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
E lá se vai 2013
Este foi o nosso primeiro ano, ano aqui em Canela e foi muito bom.
Rolou de tudo.
Tivemos um verão quente no começo do ano, um inverno que parecia não terminar mais e como dizem por aqui, Canela tem duas estações, o inverno e a rodoviária. A piada pode ser sem graça, mas passe um ano aqui que fica fácil entender.
Agora estamos saindo da primavera e entrando no verão. As temperaturas são um exercício de capacidade física. Você começa o dia com 15 graus, vai a 32 e volta pros 15. Pelo menos dormir é bom.
Fora essa característica do tempo, a cidade é gostosa e vale a pena o investimento.
As coisas aqui, como eu já disse algumas vezes, acontecem devagar, muito devagar, mas acontecem.
Eu quase perdi a paciência algumas vezes e a perdi em muitas é verdade, mas o saldo ainda é positivo.
Neste ano que termina eu fiz.
1) arrumei uma ocupação.
2) arrumei duas ocupações.
3) arrumei três ocupações. (percebam que não falei emprego, porque não vi a cor do dinheiro).
Em dado momento cansei de tanta ocupação gratuita e resolvi procurar um emprego, mas não um EMPREGO, um emprego, daquele que não me apertassem demais nem em tempo nem em trabalho e claro que o resultado financeiro seria na mesma proporção. Eu sempre tive consciência disso. Agora eu faria o meu salário. Isso sim era um desafio.
Imaginem para alguém que durante a vida toda sempre trabalhou como empregado, com horários regrados e principalmente salários no dia certo o que seria essa nova aventura.
De qualquer forma, era um desafio que eu gostaria de enfrentar, até pra ver se eu ainda tinha lenha pra queimar ou precisava rever as minhas perspectivas de futuro.
Pessoal preciso confessar uma coisa. Fazia muito tempo que eu não sabia o quanto era difícil para ganhar mil reais num mês. Ralei, ralei e ralei de novo e apenas em um dos últimos 5 meses eu consegui chegar aos mil reais. Tá parecendo meta de executivo de contas de empresa pequena.
Não reclamo não. Tenho meu horário livre e o pessoal da agência é muito, mas muito legal mesmo. Profissionais e determinados.
Depois de arrumar um emprego, resolvi ocupar um pouco mais o tempo já que o trabalho na agência não exigia muito de mim.
Fui fazer um curso de dança gaúcha de salão. Aqui vale uma ressalva. Apesar de eu estar usando tudo na primeira pessoa muitas delas eu fiz com a Dorinha, mas agora tô podendo. Sei que isso vai acabar assim que ela ler o texto, mas pelo menos tive meus momentos de macho alfa.
O trabalho na agência querendo engrenar, algumas coisas acontecendo, mas Canela é assim. Muita calma e muito escorpião no bolso dos empresários, isso sem falar em alguns veículos de comunicação que tem uma atitude do tempo em que o Juarez vendia a quarta capa da primeira edição da Bíblia, mas não importa a cidade é ótima, eu não quero outro lugar pra morar. Eu quero aprender como morar aqui.
O curso de dança foi muito legal. Consegui aprender quatro estilos de dança. A valsa, a vaneira, o vaneirão, o bugio, o xote e a rancheira. Opa são seis e não quatro, que beleza.
Foi muito difícil, todos eles são dois pra lá e dois pra cá, com algumas variações no ritmo mas de fácil marcação; Só o bugio e a rancheira que não são pra mim, porque eu detesto esporte violento. É que eles são muito agitados e preciso de um preparo físico melhor. Agora, você imagina um paulista se metendo a dançar música gaúcha?
É farra na certa.
Teve formatura com direito a certificado e tudo. Baile e os cambau. Tudo dentro da mais autêntica tradição gaúcha. BOM UMA BARBARIDADE TCHE.
Esqueci de falar da pesquisa de campo que fiz para uma empresa aqui de Canela, e eles nem me convidaram para o jantar de entrega dos prêmios. Estremeceu a amizade.
E o ano andando. Tive até a surpresa da pressão alta. É mano, o contagiro foi lá em cima, 19x12.
Acordei completamente tonto. Melhor arrumar essa frase.
Acordei completamente desequilibrado. Ummmmm. Ficou pior.
Ah! Acordei de manhã tentei levantar da cama e o quatro saiu voando e não teve acordo. Eu deitava ele parava, eu sentava na cama ele saia voando. Faz ideia o que foi complicado ir até o banheiro? E acertar o vaso então?
A gente apertado. Sim porque a gente vai ficando velho e cheio de mania. Tem que levantar às 06h30 pra fazer xixi. Não importa se você foi deitar as cinco da manhã, mas voltando a aventura de achar o vaso.
Você apertadinho, tudo rodando em volta e ai você tem que abaixar pra levantar a tampa do vaso. Cara, só de lembrar dá vontade de chorar. O banheiro começou a acelerar numa volta de classificação a lá Ayrton Senna, ia e voltada, esquerda e direita. Não sei o que aconteceu, mas eu me larguei morro abaixo.
"Então tá. Quer sair que saia. Depois eu limpo isso"
Mais tarde, quando o quarto se cansou de correr a minha volta eu me levantei, fui até a cozinha e tirei a pressão. Lembra daqueles 19x12? Então foi quando eu vi.
Imagina pensei eu. Essa merda tá quebrada. Eu não sinto nada.
Mas como não sente cara. Você não tá parando em pé. Tá tudo rodando em volta. Você acha que é o que? Aquela cerveja que você tomou três dias atras? Efeito retroativo?
Pensando melhor, é mais fácil ligar para minha médica particular. Nem sei se ela sabe disso, mas é a minha eleita já há alguns anos.
Deu merda? Fez arte? Passou da conta? Liga pra Sônia que ela te ajuda.
A Soninha é a esposa do presidente "vitalício" da nossa associação.
O nosso clube se chama ACF - Associação dos casados com uma Fontes.
Fundamos essa associação porque só quem é casado com uma Fontes sabe o que é isso. E lá vou eu apanhar de novo, mas hoje to valente.
Soninha ouviu atentamente meu relato e foi deu o seu diagnóstico numa tranquilidade budista.
- "É. Sua pressão tá alta mesmo. Precisamos baixar isso".
A essa altura, Dorinha tinha acordado e como ela nuca me vê doente, quando viu quase enfartou.
- Calma querida. Fica calma que não é nada. É só a pressão que está um pouco alta eu acho.
- O que?
- Pressão alta?
- Já tirou a pressão?
- Cadê o aparelho?
- Ligou pra Sônia?
Lendo assim passa até uma certa tranquilidade, mas imaginem essas frases, todas ditas em menos de dois segundos e repetidas umas cinco vezes. E o quarto rodando. Que beleza.
Depois de acalmar a Dorinha e ela constatar que a minha pressão estava mesmo como estava, fomos até uma farmácia buscar os remédios que minha médica receitou. Por sorte eles não precisavam de receita, porque ela fica a mais de mil quilômetros a minha casa.
Remédios comprados, de volta pra casa, tomei a medicação conforme orientação e depois eu descobri que um deles era um diurético.
Meu amigo. Minha amiga. Você tem noção do que é você tomar um copo de água e urinar três? Eu tenho.
E assim passei a semana. Tomando remédio, medindo a pressão três vezes ao dia, cortando o sal, o açucar, o amido e claro, fazendo muito xixi.
Agora e esperar para ver se ela se estabiliza. Se sim ótimo, senão, vamos averiguar com mais detalhes o que está acontecendo.
Já sei. Já sei. Já ouvi um monte de coisas. Para com isso, faz aquilo, procura isso. Calma povo. Estamos em Canela.
Aqui o pessoal tira férias no dia 20 de dezembro e só volta no meio de janeiro, então é melhor se aguentar até lá.
E agora a melhor de todas as notícias.
Nossa casa finalmente começou. O super Cid está lá marcando o terreno e cavando os buracos dos alicerces.
Ela vai ficar bonita, bem alta, como a gente queria. Acho até que futuramente Dorinha vai ter o porão que ela queria.
A vida aqui em Canela é assim. São quase nove horas da noite, no horário de verão é verdade e o dia ainda está claro. Os turistas passeiam pela cidade, os comerciantes faturam um pouco e tudo vai andando como sempre.
É como eu digo. Eu moro aonde o mundo quer passar férias.
E que venha 2014 e para que ele seja diferente para você, não é o ano que tem mudar, é você.
Eu vou tentar fazer a minha parte.
Agora vou tomar meu copinho de leite desnatado e comer minhas duas bolachinhas.
Até pessoal.
Rolou de tudo.
Tivemos um verão quente no começo do ano, um inverno que parecia não terminar mais e como dizem por aqui, Canela tem duas estações, o inverno e a rodoviária. A piada pode ser sem graça, mas passe um ano aqui que fica fácil entender.
Agora estamos saindo da primavera e entrando no verão. As temperaturas são um exercício de capacidade física. Você começa o dia com 15 graus, vai a 32 e volta pros 15. Pelo menos dormir é bom.
Fora essa característica do tempo, a cidade é gostosa e vale a pena o investimento.
As coisas aqui, como eu já disse algumas vezes, acontecem devagar, muito devagar, mas acontecem.
Eu quase perdi a paciência algumas vezes e a perdi em muitas é verdade, mas o saldo ainda é positivo.
Neste ano que termina eu fiz.
1) arrumei uma ocupação.
2) arrumei duas ocupações.
3) arrumei três ocupações. (percebam que não falei emprego, porque não vi a cor do dinheiro).
Em dado momento cansei de tanta ocupação gratuita e resolvi procurar um emprego, mas não um EMPREGO, um emprego, daquele que não me apertassem demais nem em tempo nem em trabalho e claro que o resultado financeiro seria na mesma proporção. Eu sempre tive consciência disso. Agora eu faria o meu salário. Isso sim era um desafio.
Imaginem para alguém que durante a vida toda sempre trabalhou como empregado, com horários regrados e principalmente salários no dia certo o que seria essa nova aventura.
De qualquer forma, era um desafio que eu gostaria de enfrentar, até pra ver se eu ainda tinha lenha pra queimar ou precisava rever as minhas perspectivas de futuro.
Pessoal preciso confessar uma coisa. Fazia muito tempo que eu não sabia o quanto era difícil para ganhar mil reais num mês. Ralei, ralei e ralei de novo e apenas em um dos últimos 5 meses eu consegui chegar aos mil reais. Tá parecendo meta de executivo de contas de empresa pequena.
Não reclamo não. Tenho meu horário livre e o pessoal da agência é muito, mas muito legal mesmo. Profissionais e determinados.
Depois de arrumar um emprego, resolvi ocupar um pouco mais o tempo já que o trabalho na agência não exigia muito de mim.
Fui fazer um curso de dança gaúcha de salão. Aqui vale uma ressalva. Apesar de eu estar usando tudo na primeira pessoa muitas delas eu fiz com a Dorinha, mas agora tô podendo. Sei que isso vai acabar assim que ela ler o texto, mas pelo menos tive meus momentos de macho alfa.
O trabalho na agência querendo engrenar, algumas coisas acontecendo, mas Canela é assim. Muita calma e muito escorpião no bolso dos empresários, isso sem falar em alguns veículos de comunicação que tem uma atitude do tempo em que o Juarez vendia a quarta capa da primeira edição da Bíblia, mas não importa a cidade é ótima, eu não quero outro lugar pra morar. Eu quero aprender como morar aqui.
O curso de dança foi muito legal. Consegui aprender quatro estilos de dança. A valsa, a vaneira, o vaneirão, o bugio, o xote e a rancheira. Opa são seis e não quatro, que beleza.
Foi muito difícil, todos eles são dois pra lá e dois pra cá, com algumas variações no ritmo mas de fácil marcação; Só o bugio e a rancheira que não são pra mim, porque eu detesto esporte violento. É que eles são muito agitados e preciso de um preparo físico melhor. Agora, você imagina um paulista se metendo a dançar música gaúcha?
É farra na certa.
Teve formatura com direito a certificado e tudo. Baile e os cambau. Tudo dentro da mais autêntica tradição gaúcha. BOM UMA BARBARIDADE TCHE.
Esqueci de falar da pesquisa de campo que fiz para uma empresa aqui de Canela, e eles nem me convidaram para o jantar de entrega dos prêmios. Estremeceu a amizade.
E o ano andando. Tive até a surpresa da pressão alta. É mano, o contagiro foi lá em cima, 19x12.
Acordei completamente tonto. Melhor arrumar essa frase.
Acordei completamente desequilibrado. Ummmmm. Ficou pior.
Ah! Acordei de manhã tentei levantar da cama e o quatro saiu voando e não teve acordo. Eu deitava ele parava, eu sentava na cama ele saia voando. Faz ideia o que foi complicado ir até o banheiro? E acertar o vaso então?
A gente apertado. Sim porque a gente vai ficando velho e cheio de mania. Tem que levantar às 06h30 pra fazer xixi. Não importa se você foi deitar as cinco da manhã, mas voltando a aventura de achar o vaso.
Você apertadinho, tudo rodando em volta e ai você tem que abaixar pra levantar a tampa do vaso. Cara, só de lembrar dá vontade de chorar. O banheiro começou a acelerar numa volta de classificação a lá Ayrton Senna, ia e voltada, esquerda e direita. Não sei o que aconteceu, mas eu me larguei morro abaixo.
"Então tá. Quer sair que saia. Depois eu limpo isso"
Mais tarde, quando o quarto se cansou de correr a minha volta eu me levantei, fui até a cozinha e tirei a pressão. Lembra daqueles 19x12? Então foi quando eu vi.
Imagina pensei eu. Essa merda tá quebrada. Eu não sinto nada.
Mas como não sente cara. Você não tá parando em pé. Tá tudo rodando em volta. Você acha que é o que? Aquela cerveja que você tomou três dias atras? Efeito retroativo?
Pensando melhor, é mais fácil ligar para minha médica particular. Nem sei se ela sabe disso, mas é a minha eleita já há alguns anos.
Deu merda? Fez arte? Passou da conta? Liga pra Sônia que ela te ajuda.
A Soninha é a esposa do presidente "vitalício" da nossa associação.
O nosso clube se chama ACF - Associação dos casados com uma Fontes.
Fundamos essa associação porque só quem é casado com uma Fontes sabe o que é isso. E lá vou eu apanhar de novo, mas hoje to valente.
Soninha ouviu atentamente meu relato e foi deu o seu diagnóstico numa tranquilidade budista.
- "É. Sua pressão tá alta mesmo. Precisamos baixar isso".
A essa altura, Dorinha tinha acordado e como ela nuca me vê doente, quando viu quase enfartou.
- Calma querida. Fica calma que não é nada. É só a pressão que está um pouco alta eu acho.
- O que?
- Pressão alta?
- Já tirou a pressão?
- Cadê o aparelho?
- Ligou pra Sônia?
Lendo assim passa até uma certa tranquilidade, mas imaginem essas frases, todas ditas em menos de dois segundos e repetidas umas cinco vezes. E o quarto rodando. Que beleza.
Depois de acalmar a Dorinha e ela constatar que a minha pressão estava mesmo como estava, fomos até uma farmácia buscar os remédios que minha médica receitou. Por sorte eles não precisavam de receita, porque ela fica a mais de mil quilômetros a minha casa.
Remédios comprados, de volta pra casa, tomei a medicação conforme orientação e depois eu descobri que um deles era um diurético.
Meu amigo. Minha amiga. Você tem noção do que é você tomar um copo de água e urinar três? Eu tenho.
E assim passei a semana. Tomando remédio, medindo a pressão três vezes ao dia, cortando o sal, o açucar, o amido e claro, fazendo muito xixi.
Agora e esperar para ver se ela se estabiliza. Se sim ótimo, senão, vamos averiguar com mais detalhes o que está acontecendo.
Já sei. Já sei. Já ouvi um monte de coisas. Para com isso, faz aquilo, procura isso. Calma povo. Estamos em Canela.
Aqui o pessoal tira férias no dia 20 de dezembro e só volta no meio de janeiro, então é melhor se aguentar até lá.
E agora a melhor de todas as notícias.
Nossa casa finalmente começou. O super Cid está lá marcando o terreno e cavando os buracos dos alicerces.
Ela vai ficar bonita, bem alta, como a gente queria. Acho até que futuramente Dorinha vai ter o porão que ela queria.
A vida aqui em Canela é assim. São quase nove horas da noite, no horário de verão é verdade e o dia ainda está claro. Os turistas passeiam pela cidade, os comerciantes faturam um pouco e tudo vai andando como sempre.
É como eu digo. Eu moro aonde o mundo quer passar férias.
E que venha 2014 e para que ele seja diferente para você, não é o ano que tem mudar, é você.
Eu vou tentar fazer a minha parte.
Agora vou tomar meu copinho de leite desnatado e comer minhas duas bolachinhas.
Até pessoal.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Aniversário do Luquinha
Hoje, 18 de dezembro, o Lucas completa mais um ano.
Esse cara tem uma capacidade impressionante de fazer sorrir quem está à sua volta. Lembro-me das reuniões de família. A primeira coisa que se pergunta é, "cadê o Lucas".
E não é só pela simpatia que ele cativa todos. É também pela grande bondade que a gente vê emanar do seu coração. Sempre atencioso, gentil e generoso.
Eu sei que ele tem defeitos, claro que tem, mas hoje é o aniversário dele e vamos falar só das coisas boas. Os defeitos, quando aparecerem, devem ser tratados em particular.
Lembro-me da época em que você nasceu, um pouco antes e um pouco depois.
Lembro-me de chamar a sua mãe para o salão da casa e colocar música para você ouvir. Led Zeppelin, Deep Purple e Uriah Heep, Elis Regina, Milton Nascimento e você meu amigo, acabou gostando de pagode. "AONDE FOI QUE EU ERREI?" Fico me perguntando.
Lembro de ter ido ao hospital quando você nasceu. Alias, você sabia que eu fui o único a apostar que você seria um menino?
Todas as informações mostravam que você seria Isabela, mas eu não. Apostei até o o fim que seria um "pingulim" e com isso ganhei o bolão sozinho.
Depois que visitei sua mãe, você e seu pai no hospital, me mandei para Bertioga para avisar o vô Chico que o primeiro bisneto dele havia nascido. Cara, foi um final de tarde insano.
Eu e o Vô Chico, detonamos o que restava de um garrafão de vinho doce. Claro que ele muito mais vivido que eu soube segura, mas eu meu querido, amarrei um porre como poucos na vida. Ainda hoje eu me lembro da cena de eu ditado na cama e o quarto rodando, rodando, mas não importa. Eu estava comemorando o nascimento do meu primeiro sobrinho e laro que o Vô Chico também.
É verdade que eu não convivi muito com você, mas o pouco tempo que passamos juntos, você demonstrou uma grande alegria e principalmente uma grande capacidade de mediar,e um bom senso como poucas vezes eu vi.
Feliz Aniversário Cara.
Continue sendo feliz e continue fazendo feliz os que estão à sua volta.
Olha só o que eu achei nos meus arquivos........
AHHHHH MULEKE
sábado, 14 de dezembro de 2013
Coisas que acontecem aqui em Canela
Algumas coisas que acontecem nessa cidade são realmente de te fazer pensar e chegam a espantar.
A primeira é a total falta de comprometimento que as pessoas aqui tem pela relação profissional.
CASO 01
A primeira vem de uma moça que fazia a limpeza aqui em casa. De um momento para outro ela simplesmente parou de vir, sem dar qualquer explicação, desapareceu. Nós ligávamos tentando termos alguma notícia, saber o que havia acontecido e não tínhamos retorno.
Um belo dia, ela chega na porta de casa, com uma conversa de que esteve doente, que ficou estressada mas que isso não iria acontecer de novo.
Claro que a aceitamos, afinal ela nunca havia feito uma coisa dessas e não havia o porque de penaliza-la mais ainda.
Vale lembrar que nesse tempo em que ela esteve aqui conosco, acabamos negociando um jogo de sala que ela gostava. Trocamos por trabalho, assim ficava bom pra todos.
Voltando aos dias atuais, acertada a questão das faltas, ela apareceu mais duas semanas e simplesmente sumiu novamente e sem dar qualquer explicação.
Resolvemos que não poderíamos continuar nessa dependência, afinal nos programávamos para recebe-la em casa e ela não aparecia.
Conseguimos falar com ela por telefone e marcamos para que ela viesse aqui para acertamos tudo e ela nos pagar o que ainda faltava do jogo de sala. Era em torno de 40% do valor total. Ai eu pergunto:
Você veio?
Ela também não. Estamos até agora esperando que ela apareça por aqui para acertarmos o que está pendente.
CASO 02
Quando adotamos a Prys, houve um grande desconforto com a Cylla pela presença dela e isso causou um grande estresse aqui dentro de casa. A coisa chegou a tal ponto que eu queria me livrar das duas cachorras e até ofereci dinheiro para quem as levasse.
Sabíamos, eu e Dorinha que isso não aconteceria. Houve até um interessado de uma cidade no litoral, mas acabou não rolando. Não consegui é a verdade.
Com esses problemas todos, resolvemos contratar um adestrador, para mudar alguns comportamentos nas cachorras e nos ensinar algumas coisas já que estava claro que estava tudo errado.
O cara muito legal, veio aqui em casa umas quatro vezes, eu acho, à R$ 50,00 por vinda. Ai do nada ele falta três dias sem dar a menor satisfação.
Aparece depois de quinze dias, com uma cara lavada, dizendo que ficou mal da coluna e por isso não apareceu.
Eu perguntei se o problema de coluna afetou os dedos também.
Ele perguntou o porque.
Sim, porque você poderia ter ligado avisando, afinal eu fiquei aqui à tua disposição, te esperando.
Resultado: Ele perdeu o cliente e eu resolvi por conta própria o problema com as cachorras. Agora as duas passam os dias no pátio e só entram em casa para dormir. Pronto. Acabaram-se os problemas. As duas estão amigas, até dividem a casinha e quando entram em casa, estão tão cansadas que vão direto pra cama.
CASO 03
O da nossa casa.
Eu fiz tudo o que eles pediram e até mais, mas nada de começar.
Semana passada eu tive uma conversa com eles sobre o assunto e me garantiram que na terça dia 10 a obra começaria.
Na quarta, dia 11, chegou o primeiro caminhão com cimento, tijolos e alguns canos. Depois veio o das pedras, mas os caras para juntar tudo isso e começar a levantar as paredes, nada. Claro que eu fui até lá, de novo e ai me disseram que agora seria dia 16 de dezembro, portanto com 23 dias de atraso conforme a cláusula do contrato. Isso se eles cumprirem dessa vez.
O mais legal é que eles vão trabalhar duas semanas e ai param para as festas de final de ano e só voltam em 2014.
Eu estou tão feliz com isso que ninguém pode imaginar.
Eu quero só ver o que eu vou receber em troca pelo atraso do início. Sim porque eu tenho certeza que se eu tivesse atrasado qualquer parcela do pagamento, certamente a obra estaria parada e eu seria acionado judicialmente, mas como são eles, tudo bem.
CASO 04 e último. Sei que vocês devem estar de saco cheio. Eu estou....
Semana passada nós fizemos a castração da Prys. Foi uma cirurgia muito bem feita aparentemente. As coisas devem ter mudado muito, porque eu me lembro que a Cylla teve um corte com uns 10 cm e teve que ficar de cinta e tudo mais. Já a Prys, tem um corte pequeno, levou apenas dois pontos e mais nada.
Mas o caso foi para pagar. Acreditem. Eu tive que ir umas quatro vezes ao veterinário para conseguir pagar. Eles simplesmente não estavam, ou não podiam atender. Eu quase desisti. É que a veterinária é muito gente boa, porque se fosse outro qualquer, eu tinha largado dizendo: Sabes aonde eu moro, quando quiser receber apareça.
É, tenho muito o que aprender ainda sobre o jeito de viver aqui.
Fiquem tranquilo que a vida aqui não é feita só de coisas chatas e incomodações não. Tem coisa muito boa no dia a dia. É só um mal humor passageiro.
Abraços.
A primeira é a total falta de comprometimento que as pessoas aqui tem pela relação profissional.
CASO 01
A primeira vem de uma moça que fazia a limpeza aqui em casa. De um momento para outro ela simplesmente parou de vir, sem dar qualquer explicação, desapareceu. Nós ligávamos tentando termos alguma notícia, saber o que havia acontecido e não tínhamos retorno.
Um belo dia, ela chega na porta de casa, com uma conversa de que esteve doente, que ficou estressada mas que isso não iria acontecer de novo.
Claro que a aceitamos, afinal ela nunca havia feito uma coisa dessas e não havia o porque de penaliza-la mais ainda.
Vale lembrar que nesse tempo em que ela esteve aqui conosco, acabamos negociando um jogo de sala que ela gostava. Trocamos por trabalho, assim ficava bom pra todos.
Voltando aos dias atuais, acertada a questão das faltas, ela apareceu mais duas semanas e simplesmente sumiu novamente e sem dar qualquer explicação.
Resolvemos que não poderíamos continuar nessa dependência, afinal nos programávamos para recebe-la em casa e ela não aparecia.
Conseguimos falar com ela por telefone e marcamos para que ela viesse aqui para acertamos tudo e ela nos pagar o que ainda faltava do jogo de sala. Era em torno de 40% do valor total. Ai eu pergunto:
Você veio?
Ela também não. Estamos até agora esperando que ela apareça por aqui para acertarmos o que está pendente.
CASO 02
Quando adotamos a Prys, houve um grande desconforto com a Cylla pela presença dela e isso causou um grande estresse aqui dentro de casa. A coisa chegou a tal ponto que eu queria me livrar das duas cachorras e até ofereci dinheiro para quem as levasse.
Sabíamos, eu e Dorinha que isso não aconteceria. Houve até um interessado de uma cidade no litoral, mas acabou não rolando. Não consegui é a verdade.
Com esses problemas todos, resolvemos contratar um adestrador, para mudar alguns comportamentos nas cachorras e nos ensinar algumas coisas já que estava claro que estava tudo errado.
O cara muito legal, veio aqui em casa umas quatro vezes, eu acho, à R$ 50,00 por vinda. Ai do nada ele falta três dias sem dar a menor satisfação.
Aparece depois de quinze dias, com uma cara lavada, dizendo que ficou mal da coluna e por isso não apareceu.
Eu perguntei se o problema de coluna afetou os dedos também.
Ele perguntou o porque.
Sim, porque você poderia ter ligado avisando, afinal eu fiquei aqui à tua disposição, te esperando.
Resultado: Ele perdeu o cliente e eu resolvi por conta própria o problema com as cachorras. Agora as duas passam os dias no pátio e só entram em casa para dormir. Pronto. Acabaram-se os problemas. As duas estão amigas, até dividem a casinha e quando entram em casa, estão tão cansadas que vão direto pra cama.
CASO 03
O da nossa casa.
Eu fiz tudo o que eles pediram e até mais, mas nada de começar.
Semana passada eu tive uma conversa com eles sobre o assunto e me garantiram que na terça dia 10 a obra começaria.
Na quarta, dia 11, chegou o primeiro caminhão com cimento, tijolos e alguns canos. Depois veio o das pedras, mas os caras para juntar tudo isso e começar a levantar as paredes, nada. Claro que eu fui até lá, de novo e ai me disseram que agora seria dia 16 de dezembro, portanto com 23 dias de atraso conforme a cláusula do contrato. Isso se eles cumprirem dessa vez.
O mais legal é que eles vão trabalhar duas semanas e ai param para as festas de final de ano e só voltam em 2014.
Eu estou tão feliz com isso que ninguém pode imaginar.
Eu quero só ver o que eu vou receber em troca pelo atraso do início. Sim porque eu tenho certeza que se eu tivesse atrasado qualquer parcela do pagamento, certamente a obra estaria parada e eu seria acionado judicialmente, mas como são eles, tudo bem.
CASO 04 e último. Sei que vocês devem estar de saco cheio. Eu estou....
Semana passada nós fizemos a castração da Prys. Foi uma cirurgia muito bem feita aparentemente. As coisas devem ter mudado muito, porque eu me lembro que a Cylla teve um corte com uns 10 cm e teve que ficar de cinta e tudo mais. Já a Prys, tem um corte pequeno, levou apenas dois pontos e mais nada.
Mas o caso foi para pagar. Acreditem. Eu tive que ir umas quatro vezes ao veterinário para conseguir pagar. Eles simplesmente não estavam, ou não podiam atender. Eu quase desisti. É que a veterinária é muito gente boa, porque se fosse outro qualquer, eu tinha largado dizendo: Sabes aonde eu moro, quando quiser receber apareça.
É, tenho muito o que aprender ainda sobre o jeito de viver aqui.
Fiquem tranquilo que a vida aqui não é feita só de coisas chatas e incomodações não. Tem coisa muito boa no dia a dia. É só um mal humor passageiro.
Abraços.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Curso de Dança
Ontem, 07 de dezembro, foi o baile de encerramento do curso de danças gaúchas de salão do Clube Serrano, do qual participamos, Dorinha e eu.
A festa foi muito bonita, embalada por um dos melhores conjuntos de música gaúcha do estado, OS MIRINS, mas ali foi o encerramento de uma experiência muito, mas muito interessante mesmo.
Foram dois meses de encontros aos domingos para aprendermos as danças de salão., a saber: Marcha, Polca, Contrpasso, Chamara, Veneira, Vaneirão, Xote (enlaçado e figurado), Bugio, Milonga, Valsa e Rancheira.
Foi uma experiência bem interessante, única eu diria, para os "estrengeiros" como nós e valeu à pena, ou como estão dizendo por ai, valeu a galinha toda.
Obrigado a todos pela acolhida, pelo carinho e pela paciência.
Estes são os resumos do que foi essa experiência.
A festa foi muito bonita, embalada por um dos melhores conjuntos de música gaúcha do estado, OS MIRINS, mas ali foi o encerramento de uma experiência muito, mas muito interessante mesmo.
Foram dois meses de encontros aos domingos para aprendermos as danças de salão., a saber: Marcha, Polca, Contrpasso, Chamara, Veneira, Vaneirão, Xote (enlaçado e figurado), Bugio, Milonga, Valsa e Rancheira.
Foi uma experiência bem interessante, única eu diria, para os "estrengeiros" como nós e valeu à pena, ou como estão dizendo por ai, valeu a galinha toda.
Obrigado a todos pela acolhida, pelo carinho e pela paciência.
Estes são os resumos do que foi essa experiência.
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