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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

To vendendo a Cheroka


E NÃO É PRA AJUDAR O GENOINO NÃO.......

Se alguém estiver mesmo interessado entre em contato que conversamos.

Porque estou vendendo?

Quero um carro menor, assim a patroa põe menos coisa pra levar quando a gente viaja.

Nela funciona quase tudo.

Só não está funcionando o sobe e desce da antena que deve ter quebrado o cabo e os amortecedores da porta traseira, mas tem um cabo de vassoura pra segurar.

No mais tudo funciona perfeitamente. Tem até o manual do proprietário.

Esse puro sangue 1998 nunca usou gás nos seus 170 mil km. Nunca ferveu e o óleo foi trocado sempre com 2.500 km quando andava em SP e agora com 4 mil porque não pego mais trânsito pesado.

Tenho um histórico de tudo o que foi feito nela nesses seis anos que está comigo.

Claro que em sendo um motor V8 não dá pra chamar de econômico, mas nas estradas aqui da região da serra com  esses sobe e desce, ela tem feito algo na casa dos 7 km por litro, andando na boa. Se você tocar o pé com vontade mesmo chamando a cavalaria ela cai pra 5 km, mas ai depende de cada um. Eu sou tranquilo.

A diferença do consumo de combustível, a gente tira no licenciamento, que neste ano de 2013, não custou mais do que R$ 680,00.

Os bancos são de couro e estão inteiros, o teto foi refeito, o encapamento do volante está novo.

Ela está muito bem. Só acho que está na hora dela, a Cheroka, fazer outra pessoa feliz assim como ela me fez.

Tivemos bons momentos juntos e nos divertimos muito.

Deixei muita gente sentindo cheiro de escapamento, mas a melhor de todas as coisas é quando você está numa estrada de pista simples e mão dupla, e chega numa fila com cinco carros e três caminhões.

Você liga os faróis (de xenon), a seta da esquerda e toca o pé no acelerador. Ela puxa duas marchas pra cima, levanta a cara, solta a cavalaria e começa a trocar as marchas lá em 4.500 giros e tchau todo mundo. Não tem torque como o de um V8. Ai você passa todo mundo, volta para a velocidade de cruzeiro que para o meu conforto é na casa dos 110km e daqui a pouco os carros que ficaram atras dos caminhões começam a te passar de novo. Lá na frente, outro caminhão e você começa tudo outra vez. A viagem fica divertida.

Com ela várias vezes, sai de 20km por hora no final da fila e quando estava no primeiro caminhão da fila (5 carros +3 caminhões) ela estava a 130km por hora e tendo mais uma marcha pra passar. Isso não tem preço.

Eu nunca a levei ao limite. O máximo que fui foi a 183km hora e ela estava a 5500 giros, sendo que o vermelho do motor começa em 6000 indo até 7500. Confesso que tive medo.

Isso sem falar no respeito que aquela frente impõe no retrovisor de quem te vê. Se o motorista for mesmo um motorista e não um daqueles educadores de trânsito, eles não ficam na frente, não importa o carro que tenham. Eles sabem que ali dentro tem um puro sangue.

Sem falar no conforto que ela tem. Você entra, liga o ar condicionado, fecha as janelas, coloca o piloto automático na velocidade que você quer e deixa o resto com ela.

Eu adoro esse carro e pode até ser que eu me arrependa, mas as recordações que tenho dela serão sempre as melhores e desejo, de coração, que o seu próximo dono sinta tanto prazer e alegria com ela como as que eu tive nesse tempo.

Por tudo isso, já vou avisando.

Não adianta vir com tabela fipe nem proposta indecorosa.

Não perca o nosso tempo.

É um  carro que tenho prazer em ter e quero dividir esse prazer com quem gosta desse carro.

Como disse o mecânico dela. Ela vale pelo estado e não pelo ano.

Estou à disposição.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Para a minha irmã caçula

No dia 27 de janeiro, a caçula das minhas três irmãs faz aniversário.

Mais do que desejar felicidades, coisa que eu faço do fundo do meu coração todos os dias quando a incluo em minhas orações de agradecimento, hoje quero falar um pouco pra ela, de como eu a vejo e como eu a sinto.

Mana, veja isso com o coração. Aquele coração que sempre nos uniu nos momentos mais complicados de nossas vidas. Individuais ou conjuntas não importa, o que importa é que sabemos que, independente da distância e de algumas divergências, naturais em duas personalidades fortes como as nossas, nós nunca deixamos de sentir carinho, afeição e preocupação pelo outro.

Essa minha irmã é a de nós quatro a mais intensa. E isso faz com que às vezes não consigamos entender seus desejos e anseios, mas ela sempre foi um guerreira, uma lutadora  e que sempre, sempre acreditou nos seus sonhos e nunca desistiu deles. Algumas vezes a vida cobrou caro essa atitude, porque a vida não é leve pra ninguém e ela, contra tudo e contra todos continuava remando para chegar ao seu objetivo.

Se o mundo tivesse um pouco mais de remadores assim, estaríamos certamente numa condição humana muito melhor.

Criando duas filhas, às vezes com outras sem apoio ela nunca desanimou ou desistiu. É provável que em muitos momentos tenha sentido vontade de largar tudo e cair no mundo, mas quem não tem momentos assim? Penso até que uma das famosas falas do Capitão Nascimento tenha sido inspirada nela – “missão dada companheiro, é missão cumprida”.

Essa é a minha irmã.

Estava aqui relembrando algumas passagens na nossa vida.

Essa irmã era a única que fazia festa quando eu chegava em casa e não importava se era de um dia de trabalho ou de um final de semana, ela sempre estava com um sorriso aberto e corria para me abraçar. Não sei por que ela fazia isso, mas me dava um grande prazer e uma grande alegria, voltar para casa só pra receber esse carinho.

Ela foi a primeira a me amparar quando voltei do RS para São Paulo. Abriu as portas da sua casa e da sua vida para um estranho, sim porque eu havia ficado cinco anos fora e era um completo estranho, mas com ela não tem tempo ruim. Se você precisar ela vai arrumar um jeito de te ajudar, nem que isso custe caro pra ela. Essa é a minha irmã caçula mais querida.

Lembrei-me também de nossa infância brincando com o sei triciclo no quintal da casa da Tivonne. Você se segurando no banco e eu te empurrando de um lado para outro.  Bons momentos esses.

As farras e as loucuras das viagens para Bertioga.  Hoje o pessoal fala em passar uma temporada na África ou em qualquer lugar do planeta, mas eles não sabem o que era uma viagem para Bertioga. Só quem viveu e sobreviveu entende do que eu estou falando.

Lembrar desses momentos fez a minha alma sorrir. É como se eu estivesse voltando pra casa e lá estava ela, correndo para me dar um abraço.

O aniversário é seu, mas em sua grande generosidade, quem ganhou o presente mais uma vez fui eu.
Obrigado Mana,

Feliz aniversário seja feliz e que a vida seja justa e generosa contigo assim como você é com as pessoas que te rodeiam.


Te amo, pra caramba e você sabe.
Não importa a hora nem a condição.
Precisou me chama que eu vou.



MINHA HOMENAGEM PRA VOCÊ


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

E o barraco vai subindo

Faz tempo que eu não escrevo nada. É que por incrível que possa parecer, a vida agitou em Canela.

Tá certo que não chega nem aos pés do caos de uma cidade grande, mas eu começo a entender o porque as pessoas aqui dizem que não tem tempo pra nada.

Começo acordando por volta das 06h30. Levanto, dou de comer pros cachorros, limpo alguma coisa, geralmente eu guardo a louça que está na máquia e arrumo a mesa do café. Pronto, já são oito da manhã.

Tomo café, depois um banho e to pronto pra sair quando o relógio bate dez da manhã.

Levando em consideração que a cidade fecha para o almoço às 11h30, lá se foi a manhã.

É verdade, não sobra tempo pra nada.

Desculpa dada, vamos o motivo desse texto.

Depois de alguns engasgos e contratempos, parece que o barraco começa a tomar forma de barraco.

A equipe que está instalada no terreno é muito rápida como vocês poderão verificar nas datas das fotos.

O que me diverte é que passo lá pela manhã e no final da tarde e posso garantir pra vocês que está divertido.

Já puxei pedra, carreguei tijolo, amarrei ferro e hoje peguei a colher de pedreiro e ajudei no concreto, bem a estilo vô Chico.

Ajudei!!!!! Tô de sacanagem. Fiz lá uma firula só pra dizer que participei do processo de construção da casa, mas quem pilota tudo é o Seu Ari.

Um senhor que mora em Caxias do Sul mas é catarinense.  Se ele não contasse que era de SC eu não saberia porque o jeitão e o sotaque são daqueles italianos de Caxias, com o "ére" puxado, manja. Muito gente boa.

Eu pergunto tudo e ele com uma paciência de Jó responde, as vezes não entendo nada do que ele fala, mas faço cara de conteúdo e as vezes ele faz aquela cara de paisagem para as minhas perguntas. Estamos nos dando bem.

Como o calor está brabo aqui em Canela, vez por outra eu apareço no final de tarde com uma cervejinha pro pessoal o que rende muito, porque ai eles se animam e vão até escurecer.

Quando eles chegaram no terreno, montaram um barraco simples, mas hoje tem quarto, banheiro, área e tudo mais. Falei pro Ari que não ia ele dizer depois que era um sem teto e se apoderar do espaço. ahahahahhhh

Eu entendo que essa parte é a que vai rápido e a mais vistosa mas para o meu ponto de vista a tocada está bem boa.

Acompanhem as fotos e olhem as datas.

Fazendo as marcações

Eu carreguei uma dessas pedras.

Banheiro Suite

De cima pra baixo:
Banheiro Suite.
Banheiro social
Área de serviço




Vista dos fundos

estruturando para um dia fazer uma garagem

Cozinha e depósito.
Eu carreguei uns dois baldes de pedra nessa fase.

Parte de madeira. Aqui ei não fiz nada, ainda

Vista do nosso banheiro

Vista de frente.