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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Se é meu amigo compartilha e vamos ver quantos amigo eu tenho


Faz alguns dias que não tenho tido tempo de sentar-me ao computador para escrever alguma besteira, muito menos, alguma coisa seria.

Não sei se eu estou ficando mais critico com as coisas, pouco provável, ou se estou ficando mesmo sem paciência de escrever.

O que me preocupa é que nesses dias em que não escrevi ninguém perguntou nada, ninguém ligou ninguém nada...... CÉUS, crise de carência não, já bastam as duas que tenho aqui em casa.

Pensando nisso, deu aquela vontade de parar, mas ai uma dúvida surgiu:

E se eu parar e ninguém notar que parei? Será que vou aguentar essa rejeição? É, parece crise de carência mesmo, “ô cutado”.

Para não aumentar essa crise de carência e pior, descobrir que ninguém lê mesmo isso, resolvi escrever de novo.

Esta questão me fez lembrar os carentes das redes sociais que publicam em seus perfis aquela frase: “Se você é meu amigo compartilha e vamos ver quantos amigo eu tenho”.

Isso é a maior oportunidade de se tomar uma “piaba” virtual que eu tenho conhecimento.

Imaginem o “carentão” ou “carentona” como queiram, colocar a frase no perfil e ficar só no ”F5” atualizando a página e nada, ninguém compartilha e depois de uns 500 “F5” ele, ou ela, resolvem arrumar as desculpas.

“Deve ser a rede que está lenta” ou “é o horário, amanhã todo mundo vê”.

No dia seguinte, mal acorda e “pá”, gruda na rede para ver o resultado. Roda daqui rola de lá e quando chega à mensagem vê que só a tia dele, uma senhorinha dos seus oitenta anos, para quem ele, ou ela, deu um computador com a desculpa de “a senhora precisa se atualizar” curtiu o status dele. Vejam bem, curtiu, mas não compartilhou.

Claro, pensa o carentão ou carentona, ela só curtiu porque não sabe compartilhar. Mas ela queria e se dá por feliz afinal de contas o que o carente quer é atenção e pelo menos, aquela senhora deu a atenção.

E o resto dos 2.457 amigos que ele tem no seu perfil, porque não compartilharam sua mensagem?

Sabem por quê? Só de sacanagem, mas não se estresse com isso, fique tranquilo meu carentão ou minha carentona, tomo mundo te ama, mesmo que não diga, deve ser o trânsito, o trabalho ou quem sabe a rede mesmo que está lenta. Tente semana que vem de novo. 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

As calhas, eu e o susto


Isso até parece letra de música, mas não foi bem assim não.

Hoje resolvi limpar as calhas da frente da casa. O problema delas é que junta muita sujeira por causa das folhas e principalmente da rua de terra, a poeira que acumula nelas é muita.

Logo depois do almoço, eu peguei a escada e fui lá com uma escova uma colher para raspar e a mangueira.

A cada trecho que eu fazia uma montanha de sujeira saia e assim fui até o final. Eu acho que a frente da casa tem algo entre seis e sete metros.

Feito isso, resolvi colocar água para terminar a limpeza e foi ai que eu notei que a queda da calha não ajuda o escoamento da água e formam aquelas piscinas no meio do caminho.

Claro que, neto do Seu Chico que sou, resolvi arrancar tudo para tentar colocar a queda certa.

Essa foi umas das ideias de jerico que tive. O calor estava grande, o sol estava pesado e lá estava eu retirando as benditas calhas do lugar para “arrumar”.

Calhas no chão e vamos olhar os suportes. Eles pareciam em ordem, seguiam uma queda, pequena é verdade, mas estavam em queda, então porque a água fazia poças?

Elementar meu caro Watson. As emendas da calha é que eram as responsáveis pelas poças.

E porque você precisou desmontar tudo se era tão fácil perceber isso?

Porque senão eu não seria eu, oras bolas.

Bom então a missão agora é colocar as calhas no lugar só que tentando arrumar as emendas.

Lavei as calhas, arrumei os suportes, alguns até mudei de lugar para aumentar a queda um pouco e fui encaixando tudo de volta.

Pronto. Terminado, calha limpa, colocada, queda mais acentuada, vamos ao teste.

Joguei a água pela calha e ela escorreu direitinho até a saída. Ainda havia algumas poças, mas nada que preocupasse. Vamos então ao teste dois.

Comecei a jogar água no telhado e foi ai que eu descobri porque a água não escorria pela calha na chuva.

O telhado da frente é muito grande, imagino que tenha em torno de oito metros da ponta até o topo e quando a gente joga água lá em cima, ela desce com velocidade, passando da calha.

Por isso ela cai na rua. A calha transbordava porque é pequena e a água passa por cima não porque estava suja.

Pelo menos limpei a calha, peguei um solzinho na careca e passei parte da tarde imaginando o porquê de estar fazendo aquilo.

Agora é esperar a próxima chuva para ver o que acontece.

Depois de um banho, eu resolvi fazer um chimarrão. Não é que deu certo? Até convidei o vizinho para um chimarrão na varanda.

Essa frase, “até convidei o vizinho para um chimarrão da varanda” até parece coisa de velha solteirona, mas não é não.



Ei cara, e o susto, que hora foi?

O susto?

Foi o meu telefone.

Eu comecei a receber uma informação com o nome de Sonia. Como eu entendo para caramba esse meu telefone, fiquei preocupado.

A Sonia não costuma me ligar, ainda mais para o celular.

E como a minha “amada, adorada, querida, estimada sogra” mora com ela me preocupei.

Ai eu liguei para a Sonia e lá estava tudo bem, sem problemas, até conversei com a “amada, adorada, querida, estimada sogra” e ela continua com aquela saúde irritante.

O que aconteceu é que eu, ainda não sei como, coloquei um lembrete no meu telefone sobre o aniversário da Sonia que é amanhã e também não sei como, ele começou a me avisar hoje. 

Certamente eu fiz alguma coisa errada, cabeça de pudim.

Valeu, um beijo para todos em especial para a “amada, adorada, querida, estimada sogra” e antes que eu me esqueça, FELIZ ANIVERSÁRIO SONIA.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Domingo com cara de domingo


Acordei por volta das oito da manhã com a Cylla pedindo para dar a volta matinal.

Abri a porta da frente para ela sair.

A temperatura estava por volta dos 13 graus, o céu estava azul sem nenhuma nuvem no ar.

O sol trazia um calor delicado e gostoso e fiquei parado ali olhando e me aquecendo enquanto ela dava o seu passeio matinal.

Depois disso, ouvindo o rádio descobri sobre a tragédia que aconteceu em Santa Maria, região central do estado do Rio Grande do Sul. Não há como ficar triste com isso.

Dorinha acordou um pouco mais tarde.

Preparamos e tomamos café por volta das onze horas.

Resolvemos ir até o nosso quintal dar uma olhada e descobrimos que algumas árvores estão com frutas. Vimos o limão, a bergamota, a figueira e a fruta do conde, além disso, achamos um pé de café no fundo do quintal, até ninho de passarinho achamos entre as árvores.

Foi muito gostoso passear por entre as árvores. Falando assim até parece que temos um bosque inglês no fundo de casa, mas para nós é mesmo. Morávamos em uma casa grande, mas que não tinha um centímetro de terra natural em seu quintal e aqui, imaginem, temos árvores frutíferas no quintal. Isso mesmo, com “s” no final, é no plural.

Dorinha achou um chuchu e resolveu planta-lo perto de uma cerca. Não sei o que vai acontecer, mas ele tá lá.

Resolvi fazer uma torta de aveia, daquelas que minha mãe fazia. Colei a receita de uma irmã minha e lá fui eu para a cozinha.

Mais tarde, por volta das duas e meia da tarde, já que eu estava com a mão na massa resolvi fazer o almoço. Nada de mais, um arroz integral no óleo de coco e um picadinho com creme de leite na panela de ferro.

Dorinha estava no quintal olhando as plantas junto com o Gustavo, um dos filhos do vizinho que adora ficar aqui em casa e ele acabou almoçando aqui conosco.

O guri é uma figura, cheio de contar histórias e a gente vai dando corta ele vai ampliando, vai inventando e vai acreditando no que fala coisa de criança. Eu me divirto com ele.

Depois do almoço e já com a louça no lugar fui para a rede, mas não deu muito certo. Como a Dorinha tinha ido pro quarto, o Gustavo não tinha com quem ficar então ele foi lá conversar comigo.

Ficamos conversando e ele dizendo que era o dono da casa que eu moro, mas que não tinha problema, eu poderia ficar aqui que ele deixava, mas ele tinha que poder vir à hora que ele quisesse e eu concordando com tudo.

E assim passamos a tarde.

Foi ou não foi um domingão com cara de domingão.

Dá para notar que ainda estamos em lua de mel com a cidade, com a casa e com as pessoas e estamos aproveitando muito bem isso porque sabemos que ali na frente, quando as coisas começam a se tornar naturais e muito do que estamos achando maravilhoso agora, serão coisas comuns. A minha esperança é que essa lua de mel de agora, consiga criar lembranças fortes o suficiente para lá na frente quando olhar uma fruta no pé não seja mais uma grande novidade, eu possa relembrar desses momentos e fazer com que o prazer em ver as coisas continue.

Hoje é aniversário da minha irmã caçula. Parabéns mana que a vida seja gentil com você. Torço pela sua felicidade e você sabe, precisando, sabe aonde me achar.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Morar no interior


Hoje tivemos mais uma experiência de como é a vida no interior e numa cidade com pouco mais de quarenta mil habitantes é diferente das cidades grandes.

Saímos de casa por volta das duas da tarde para, buscarmos umas roupas que a Dorinha havia mandado para a costureira arrumar, depois passar numa vídeo locadora nova, irmos ao banco, buscar um dinheirinho, passarmos no correio para buscar uma concorrência e no posto de saúde para sabermos da possibilidade de continuarmos o tratamento da Dorinha pelo SUS e foi ai a grande surpresa.

Fomos até o posto e conversamos com os atendentes, muito gentil e atencioso, marcou a primeira entrevista da Dorinha para quarta-feira que vem isso mesmo, menos de uma semana.

Em seguida nos orientou a irmos até a secretaria de saúde do município para regularizar a situação do nosso cartão do SUS que era de São Paulo.

Lá chegando, fomos atendidos por uma moça tão gentil como o cara do posto de saúde e ao explicarmos a nossa situação ela simplesmente pediu a carteira antiga para verificar no sistema.

Passado alguns minutos, isso mesmo, minutos, ela voltou dizendo que a carteira que tínhamos era provisória, mas que ela já havia encontrado o número certo e só precisamos atualizar o endereço.

Eu falei que infelizmente eu não tinha nenhum comprovante ali comigo e se a nossa palavra bastaria para a atualização. Ela sorriu e pediu o nosso endereço e em menos de 10 minutos após a nossa entrada na Secretaria de Saúde, estávamos saindo com a nova e definitiva carteira do SUS.

Igualzinho a São Paulo onde eu tive que pedir para o Zi, que tem amigos no posto de saúde tirar a carteirinha para nós porque ele poderia fazê-lo na fila dos idosos. É eu fiz isso sim, não é correto mas se estamos na chuva não é para queremos ficar secos.

Acreditamos que a entrevista na próxima semana seja da mesma forma, tranquila e sem estresse.

Depois disso fomos aos Correios buscar uma correspondência que precisava de assinatura e como no dia da entrega não havia ninguém em casa, o carteiro deixou um formulário para buscarmos no correio. Pra variar eu não havia levado o formulário que ele tinha deixado em casa, e não é que o atendente revirou tudo lá até encontrar o documento!

E não era nada demais, era apenas mais uma conta para pagar que eu já havia puxado uma segunda via pela “infernet”.

Passamos no banco e numa sexta-feira, três e meia da tarde sabem quantas pessoas havia na fila do caixa eletrônico na minha frente? Duas! Isso mesmo, duas pessoas. Saquei o dinheiro que precisávamos e aproveitei para falar com a gerente para transferir a nossa conta para cá.

Ela me disse que os melhores dias para ir ao banco são terça, quarta ou quinta-feira, por volta de onze e meia da manhã.

Fico imaginando que nesse horário só eu estarei no banco. Falei que voltaria semana que vem e ela disse que semana que vem fica um pouco mais cheio porque começam a ser pagos os aposentados. Ah, esses aposentados que não fazem nada e tem como diversão ir ao banco.

Eu disse que voltaria após o carnaval então não na semana do carnaval, mas na seguinte em que a vida do banco voltaria ao normal.

Ela concordou e eu fui embora.

Nosso carro estava estacionado do outro lado da rua e a Dorinha havia ido ver as lojas daquele quarteirão.

Eu tranquilamente sentei dentro do carro e fiquei esperando até ela voltar, o que não demorou muito.

Feito isso, voltamos para casa e os garotos do vizinho estavam na frente de casa e perguntaram se poderiam vir brincar no nosso quintal. É que a casa deles não tem um quintal do tamanho do nosso e claro, a grama do vizinho é sempre mais verde e aqui sempre tem uma balinha para eles.

Eles entraram e fomos para o fundo jogar bola e isso foi até quase anoitecer quando a mãe deles os chamou para o terrível e detestável banho de final de dia. Foi um resmungo geral, mas eles foram embora. Eu me solidarizei com eles e disse que também não queria tomar banho, mas a Dorinha que estava na escada acompanhando o jogo de bola não deu mole não, me pegou pela orelha e na frente dos meninos me levou para o banheiro e ai não teve jeito a não ser tomar banho também. Foi divertido.

É meus amigos, a vida no interior é terrível.

O primeiro apagão


Ontem tivemos o nosso primeiro apagão.

Depois de uma ventania em que víamos as árvores se dobrando, um forte estouro na esquina apagou todas as luzes da nossa quadra.

A chuva estava forte com a ventania que trazia a água por todos os lados, parecia até aquele banheiro que eu troquei a torneira e me molhei todo.

Ficamos olhando na varanda da casa para ver se nada sairia voando ou se nada aterrissaria em nossa casa.

Relaxem por favor, estou enfeitando um pouco mais do que verdadeiramente aconteceu para criar um clima. Fiquem tranquilos que não foi bem assim.

A Cylla andava de um lado para o outro e latia como querendo enfrentar os trovões. Ela adora pegar trovões e tenham certeza que as vezes dá vontade de joga-la para ver se ela pega, mas fica só na vontade.

Nós estávamos sentados olhando a chuva, os raios iluminando o céu e principalmente ouvindo o barulho da chuva batendo nas árvores. É um som interessante, bem parecido com aquele que ouvimos quando o mar arrebenta n a praia, só faltava o aroma do sal e iodo no ar para nos sentirmos na praia.

Por sorte a chuva parou, mas a luz não voltou então, ficamos ali sentados observando a escuridão e a nossa vista se acostumando àquela luminosidade fraca.

O céu foi se abrindo e em meio às nuvens, ela surgiu. A lua estava linda, quase toda cheia ela iluminando o nosso quintal e a rua.

E nada da luz voltar.

Resolvemos que tomaríamos um copo de leite ali mesmo, olhando para a lua já que estava mais claro que dentro de casa, que não tem lua.

A temperatura havia baixado rapidamente dos quase 30 graus para pouco mais de 20 graus.

Aquecemos o leite no fogão, colocamos um pouco de café, um sanduiche para cada um e nos sentamos na varanda para o café ao luar.

Trouxe também o prato da Cylla, ela está acostumada a comer quando nós comemos.

E ali ficamos conversando, comendo e olhando a lua e nada de luz.

De repente, uma corrente de ar mais frio nos fez levantar e voltarmos para dentro de casa e enquanto tentávamos guardas as coisas ela voltou, a energia elétrica. Ai a vida ficou mais fácil com tudo claro.

Foi uma experiência interessante e muito gostosa.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

E o calor continua a nos castigar


Fico aqui pensando se é assim no calor e o pessoal não fala dele para quem é de fora, como será o frio que eles vivem dizendo que é intenso. Dá ou não dá certa preocupação essa questão?

Vejo as pessoas na rua em pleno verão de 30 graus cortando lenha e guardando, eu pergunto o porquê e me respondem que é para aproveitar que estão secas e será mais fácil fazer fogo no inverno. Que medo!

Tomara que nosso aquecedor a gás de conta do recado.

Quando chegarmos lá e eu digo para vocês.

Vocês se lembram das torneiras e do ralo que eu tive que instalar antes de ontem?

Vocês podem não lembrar, mas meu corpo ainda lembra. Minhas pernas estão doendo como se eu tivesse corrido uma maratona. Definitivamente estou fora de forma física porque a forma de bola continua. Estou mais para uma pera do que para uma bola. Preciso pensar em mudar isso logo, vai que aparece outra torneira pra trocar.

Ontem nossos vizinhos finalmente conheceram o porão da nossa casa. Ficamos lá tomando uma cerveja e comendo uns pastéis que eles trouxeram. Foi legal, lá a temperatura é mais baixa que aqui em cima então a gente se sente no ar condicionado. Imaginem o que deve virar aquilo no inverno.

Por qual motivo estou tão preocupado com esse inverno?

Não sei mesmo deve ser uma frescureite. 

Ei, nada de dizer "coisa de gaúcho". Eu tenho amigos aqui, monstro!

Hoje tá muito quente mesmo, não dá vontade de fazer nada. Eu estou aqui no escritório olhando para as árvores lá fora e nenhuma folha se mexe. Não tem uma brisa. Dorinha está no sofá ao lado arrumando os dados no computador dela e a Cylla está deitada aos meus pés dormindo no que ela acha ser o lugar mais fresco.

Nossos termômetros aqui em casa estão beirando os trinta graus e eu com as pernas doendo.

Acho que vou largar tudo isso aqui e me mandar para a minha rede, abrir uma lata de cerveja esperar o dia terminar e torcer por uma chuva ou pelo menos uma refrescada.

Sei que isso me fará falta e eu sentirei saudades a partir do final de março, mas até lá vou reclamar muito desse calor.

Abraços.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Eu as torneiras dos banheiros e o ralo.


Nossa semana após a ida para São Paulo começou intensa. Deve ter sido a agitação da viagem que nos fez acordar esses dois últimos dias com vontade de fazer tudo.

A primeira decisão foi a de pensarmos em fazer ginástica. Estou de sacanagem, imaginem se a gente está tão louca assim. Perco o leitor, mas não perco a frase.

Na segunda pela primeira vez eu e a Dorinha saímos para resolvermos algumas coisas pela cidade. Fomos ao centro.

Enquanto eu deixava o carro para lavar, fomos até o banco para fazermos as mudanças das nossas contas, mas não deu certo, tinham mais de três pessoas na fila e iria demorar. Resolvemos deixar para outro dia.

Depois fomos até uma costureira levar umas roupas da Dorinha para uns ajustes e na volta passamos nas lojas para procurarmos um aparelho de Raclete. Interessante estarmos numa região que vende o frio como ponto alto e quase ninguém saber o que é Raclete.

Acabamos achando o aparelho em Gramado então pessoal, agora podemos fazer um Raclete aqui em casa sem ter que pedir o aparelho empresado para a cunhada. Fique tranquila cunhada nós não a convidávamos só por causa do aparelho. Você está sempre convidada.

A Dorinha adorou o passeio. Disse que a cidade parece Santana, tudo em uma rua só.

Depois disso fomos ao supermercado refazer nossa dispensa que havia sido degradada pela ida a São Paulo.

Voltamos para casa e chamei a Porto Seguro para fazermos o Chevette pegar. Ele estava parado há quase um mês e como a bateria dele já tinha uns cinco anos, ela também se foi. Os caras vieram, colocaram o aparelho deles e depois de umas duas ou três tentativas ele pegou. Sai com ele para trocar a bateria e aproveitei também para trocar o óleo, afinal aquele já tinha mais de um ano dentro do motor e ainda não tinha rodado cinco mil quilômetros.

Feito isso, aproveitei para passar numa loja de material de construção para comprar duas torneiras, um pedaço de cano para emendar na calha e mais algumas coisas que ainda não sei bem pra que servirão.
As torneiras são para os banheiros. Dorinha não aguentava mais as que estavam na casa e hoje, terça-feira eu resolvi trocar as danadas.

Comecei com a do banheiro dos fundos. Se desse algum problema eu simplesmente fecharia a porta e escreveria INTERDITADO – DESCULPEM O TRANSTORNO.

Foi um pouco complicado para retirar a torneira antiga porque as conexões estavam muito apertadas. 

Depois que eu coloquei a torneira nova, descobri porque elas estavam assim tão apertadas.

Estavam apertadas porque vazavam. Foi legal o banho de torneira que eu tomei, da cintura para baixo, quando eu abri o registro. Lavou tudinho, até o que não precisava. Falei umas duas ou três palavras obcenas até fechar o registro. Claro que a Cylla veio conferir o que havia acontecido e também se molhou. Mais duas ou três palavrinhas daquelas.

Ai chegou a Dorinha para ver o que estava acontecendo. A cara dela ao ver-me molhado enxugando a Cylla disse tudo. Desta vez não falei aquelas palavrinhas, mas pensei. Olhamo-nos eu expliquei o que havia acontecido e ela com aquela cara de quem queria rir, mas estava prestando a atenção até que eu não aguentei e comecei a rir do que tinha acontecido e ai foi uma gargalhada geral, até a Cylla entrou na história latindo e claro, pisando no molhado.

Enxugado piso e a Cylla, não nessa ordem, tive que sair para comprar os reparos do encanamento. Por sorte o mercado que tem aqui perto de casa tem de tudo e lá encontrei o que precisava. Por via das dúvidas, comprei para o outro banheiro também. Seguro morreu de velho.

Troquei o cano que ia da parede até a torneira e pronto, tudo resolvido, naquele banheiro. Hora de ir para o banheiro principal. O que será que estava me esperando lá?

Que baile foi tirar a torneira do banheiro de dentro. O espaço que eu tinha para trabalhar era muito pequeno então eu tinha que me apoiar em um pé, segurar o corpo com a cabeça para poder ver aonde eu colocava as ferramentas. Uma linda cena.

Pronto, tirei a torneira, coloquei a nova, troquei o cano da água na parede e coloquei a pia no lugar e vamos para o teste.

O resultado foi exatamente esse que vocês estão imaginando. TINHA VAZAMENTO. Só que não era na entrada da água e sim na saída. No movimentar a pia acabei soltando o parafuso do ralo que gerou o vazamento. Claro que por mais que eu apertasse não consegui fazer o vazamento parar então lá fui eu ao mercado comprar um ralo para colocar no lugar daquele que eu havia tirado.

Lá no mercado, descobri que o produto que estava disponível era um pouco menor do que o que eu tinha em mãos. Aquilo foi assustador. Será que eu ficaria sem a pia do banheiro ou será que aquele menor serviria?

Olhei o preço do ralo novo. R$1,96 – Isso mesmo, um real e noventa e seis centavos ai pensei: Acho que vale a pena arriscar. Até tirar o carro da garagem, procurar outra loja de material, acho que um real e noventa e seis centavos valem isso.

Comprei o produto e voltei para casa. Hoje para variar estava calor e eu aproveitei para comprar alguns sorvetes, para nós e para os vizinhos. O Wagner e os garotos estavam construindo uma casa na árvore. Entreguei os sorvetes para os meninos e entrei para apreciar o meu com a Dorinha.

Essa pausa foi para aumentar o suspense do ralo. Espero que tenha dado certo.

Depois do sorvete lá fui eu ficar num pé só, com a cabeça na parede segurando o meu corpo para colocar o ralo na pia.

Coloquei o ralo no lugar, prendi o cano de saída da água, fiz até uma curva para simular um sifão, ficou bacana e ai reparei que o cano havia escapado da parede. Por sorte para colocar o cano de volta não precisava de tanto malabarismo.

Pronto, vamos ao teste de água. Abrir o registro do banheiro e depois a torneira da pia. "UBEBA"  tudo funcionando e sem vazamento.

Enxuguei o banheiro, recolhi as ferramentas e pronto, me senti orgulhoso mais uma vez. Obrigado Vô Chico por mais essa. Acho que eu economizei mais uns cem reais nessa brincadeira. Nessa tocada vou ficar rico só de economizar e me dar as caixinhas pelo trabalho bem feito.

É isso pessoal.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Três dias para voltar para casa

Saímos de São Paulo na terça-feira e chegamos em casa na quinta-feira de manhã.

A viagem de volta foi diferente, voltamos pela BR 116 porque queríamos passar em Lages e apesar dos caminhões a estrada é mais tranquila e mais leve de andar que a BR 101, só não dá para marcar que os caminhões passam por cima mesmo.

Curitiba
Nosso plano era de dormirmos em Curitiba e na manhã seguinte, sairmos cedo para chegarmos em casa.

Adivinhem. Acordamos depois das oito da manhã e mesmo com aquela incerteza de quem é acordado de repente, conseguimos sair antes das dez e com o propósito de passarmos em Lages e seguirmos para a nossa casa. Eu não via a hora de deitar na minha cama.

Logo no começo da viagem percebi que não conseguiria completar o meu projeto. Eu não iria dormir em casa. Após os primeiros cento e cinquenta quilômetros eu estava me sentindo como se tivesse dirigido oitocentos. Fizemos uma parada naquelas centrais de apoio ao usuário para relaxar um pouco e voltamos para a estrada.

Casa do Usuário BR 116 Paraná
Esses lugares são interessantes. Lá tem toaletes, água gelada, sem gelo, café e um lugar para descansar além da segurança do pessoal que atende a rodovia. Na BR 116 até a divisa com o Rio Grande do Sul esses locais estão próximos aos pedágios. Depois que a gente entra no Rio Grande do Sul eu não vi mais nenhum, pode ser que eu não tenha prestado a atenção, mas eu não vi mais, só uns postes com telefone mais nada.

A gente sai pagando R$ 1,50 em São Paulo, Curitiba ele sobre para R$1,80, em Santa Catarina vai aos R$3,60 e chegamos aqui pagando R$ 6,00, sem falar no pedágio da região de Canela que está apenas R$ 7,90 e não aceita o SEM PARAR, mas também não faz diferença porque sempre só tem uma cabine de atendimento. Essa administradora, Brita Rodovias,  é a mais legal de todas.
Para fazermos a conta correta seria necessário contarmos a quantidade de pedágios em cada um dos trechos. Eu acho que em São Paulo e no Paraná, tem mais praças, mas não tenho certeza, portanto os valores valem apenas como informação não como reclamação. 

O resumo da ópera é que para irmos e voltarmos a São Paulo são em torno de R$ 135,00 de pedágios.

Voltando a estada, a parada não mudou muita coisa. Eu estava cansado. Eu não, nós estávamos porque a Dorinha começou a fazer aquela cara de mau humor e reclamar da perna que doía e essas coisas típicas de quem está com o saquinho na lua, e eu também não estava atrás, rosnando para tudo e todos. Essa minha mulher é uma santa porque tem horas que nem eu me aguento.

O acidente
Nossa decisão de ficarmos em Lages veio por um acidente na estrada em que dois carros bateram. Um Gol virou uma Kombi na traseira de um Corsa que virou sei lá o que. Houve feridos porque as ambulâncias estavam indo e vindo, por sorte estávamos longe e só conseguíamos ver as luzes (antes que algum engraçadinho fale alguma coisa, eu vi os carros quando passei pelo acidente, certo?). Eu não gosto dessas coisas. Ficamos ali por mais de uma hora, tempo suficiente para puxar conversa com os motoristas dos carros e caminhões próximos.

Lages
Chegamos a Lages por volta das cinco da tarde, estávamos em frangalhos. Fizemos o check-in no hotel, subimos, tomei um banho e cai na cama. Fui acordar por volta da meia noite e mesmo Lages sendo uma cidade grande àquela hora não tinha mais nada aberto. O jeito foi abrir as duas embalagens de suco de frutas que havia no frigobar e voltar para a cama.

Na manhã seguinte acordamos mais dispostos. Foi uma ótima decisão a de termos parados em Lages.

Uma coisa muito interessante aconteceu nessa manhã e serviu para mostrar o quanto estávamos desgastados com a viagem.

Estava tudo calmo até que a Dorinha disse que o ar condicionado do carro estava fazendo a perna dela doer e se eu poderia desliga-lo. Eu o fiz e que abri a janela para entrar o ar afinal estava um dia ensolarado. Ela achou que eu fui bruto ao desligar o ar e abrir a janela e calou-se. Eu achei que ela estava dormindo e diminui a velocidade e baixei a música para não incomoda-la. Só quando havia passado quase uma hora ela me disse que estava acordada o tempo todo e me disse o que aconteceu. Conversamos a respeito e ficou esclarecido que o que houve tinha sido um mal entendido e ai a viagem transcorreu tranquila.

Ainda paramos numa fábrica de queijo em Vacaria para compramos um pedaço de parmesão que é uma delicia. O nome da fábrica é RASIP e lá descobrimos que os caras não fazem só queijo não.  Fazem suco de maça, azeites de oliva e mais algumas coisas. Claro que isso tudo tem nos supermercados, mas e o prazer de dizer, “comprei direto na fábrica”.

Tertulha
Chegamos em nossa casa logo após o almoço. Viemos para Rota do Sol, para conhecermos uma nova estrada e economizarmos alguns reais de pedágios. A estrada está uma droga, cheia de buracos e muitas obras, mas a paisagem era linda. Paramos para almoçarmos em São Chico, no restaurante Tertulha. Eram perto de duas da tarde, mas ainda havia almoço. Comprei um queijo colonial que só tem lá e fomos para Canela. Minha cama estava cada vez mais perto.

Chegando em casa
Nossa casa estava toda em ordem, com muita poeira na frente por causa do tempo seco e da rua de terra, mas tudo legal. Os vizinhos vieram nos receber e aproveitamos para entregar as encomendas.

Os garotos haviam nos pedido para comprarmos DOLLY para eles experimentarem. Aqui em Canela e Gramado não tem.


VIAJAR EM BOM, MAS CHEGAR EM CASA  É MUITO MELHOR.


Carro cheio
Foi o tempo de colocar as coisas em casa, tempo grande esse porque o carro estava cheio e fui buscar a Cylla nossa cachorrinha.

Estávamos com saudades dela também. Ela estava ótima, feliz e correndo de um lado para outro. Parece que foi muito bem tratada por lá. Eu recomendo para o pessoal daqui de Canela e Gramado, Hotel Bom Pra Cachorro.

Peguei-a no Hotel e voltei para casa.

Quando cheguei, Dorinha tinha colocado todas as coisas no lugar e estava se preparando para descansar e eu também. Eu tava moído.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A galinha caipira no fogão à lenha


Domingão, o dia estava meio friozinho e o pessoal da casa ao lado, convidaram-nos para comermos uma galinha caipira feita em fogão à lenha, convite que aceitei prontamente.

Desci até o nosso porão, escolhi duas garrafas de vinho e fomos até a casa do vizinho para apreciar a galinha.

Meu amigo, que visão maravilhosa daquela panela de ferro borbulhante, sobre o fogão à lenha. O aroma que dominava no ambiente também era um item à parte.

Eu havia levado uma garrafa de vinho colonial que eu havia comprado do Celso em Nova Pádua e uma garrafa da Valmarino, reserva da família 2005 de Pinto Bandeira. Essas duas localidades fazem parte da região produtora de vinhos da Serra Gaúcha. É meu amigo, os vinhos da Serra Gaúcha não são somente os produzidos no Vale dos Vinhedos.

Voltando à galinha, o pessoal foi colocando a comida na mesa e quando olhei havia além da galinha massa, arroz, feijão, pão, moranga caramelada e a tradicional salada de batatas da Rose.

Foi uma tarde maravilhosa, matamos as duas garrafas de vinho e nos divertimos com as histórias do Painho e o traje do Wagner. O chinelinho tava de doer os dentes de bonito.

Desculpa cara, mas a Karen me pediu para colocar isso no blog. Se acerte com ela depois meu amigo, fui intimado a fazer isso, lamento.

Depois fomos arrumar a cozinha, lavar a louça e voltamos para casa. O Dudu e o Guga tinham vindo com a Dorinha, a Cylla e a Nina, cachorrinha deles para deixa-la correr um pouco no nosso quintal.

Quando cheguei em casa estava uma verdadeira farra, os garotos correndo pelo quintal com as duas cachorras atrás deles. É divertido ver crianças brincarem, principalmente quando são dos outros e nós não temos tanta responsabilidade assim sobre elas.

Acreditem, até bola joguei com os garotos. Mais tarde, o tempo fechou e começou uma garoa, foi quando entramos e fomos assistir a um filme na TV. Estava parecendo aqueles velhos e bons sábados sobrinho que eu fazia com os nossos sobrinhos em São Paulo.

Rolou o desenho do Madagascar três, com direito a salgadinho e tudo mais.

No final da tarde chegaram em casa Karen, Wagner e Rose para o chimarrão e aqui ficaram até umas dez da noite.

Foi um ótimo domingo, mas começo a prever problemas para fazermos uma dieta por aqui. Teremos, eu e Dorinha, que sermos um pouco mais radicais para conseguirmos algum resultado.

domingo, 20 de janeiro de 2013

A semana em São Paulo


Foram praticamente seis dias, de 10 a 15 de janeiro de 2013 com um monte de coisas para fazermos.

Dia 10, quinta-feira

Depois de uma noite razoável de sono onde tudo era estranho, o quarto apesar de ter sido nosso por mais de 10 anos não era mais o mesmo, sem os móveis, sem o nosso cheiro e a casa toda vazia que produzia um eco a cada som que vinha da rua aumentando ainda mais a sensação de vazio e de que aquele não era mais o nosso lar, acordamos às seis e meia da manhã porque o dia seria corrido.

Tomamos o banho da manhã, nos trocamos e fomos tomar café na Padaria São José, uma das mais tradicionais do bairro. Isso foi uma coisa legal, equilibramos o “PH”.

Depois fomos ao médico da Dorinha para a consulta das 10h da manhã. O consultório dele é na Lapa e nós estávamos na Vila Guilherme, para a nossa sorte janeiro é mês de férias em São Paulo e o trânsito estava razoável.
Conversamos bastante e ele ficou animado com a mudança de comportamento da Dorinha.

Feita a consulta voltamos para a Vila para encomendar os remédios da Dorinha. Isso já era uma e meia da tarde, o tempo em São Paulo voa, fomos procurar um lugar para almoçarmos.

Havia um restaurante na região que gostávamos de ir por causa do chef Joel, mas não sabemos o motivo dele estar fechado, acabamos comendo um prato rápido na galeria do supermercado Sondas.

Voltamos para casa, eu deixei a Dorinha e fui até a fábrica Piccole Belle, onde eu havia trabalhado por uns quatro meses visitar, conversar com o pessoal (recebi mais algumas promessas de quitação de uma dívida, mas sós promessas) e de lá fui encontrar meus amigos do grupo Crazy Peoples.

Essa turma são algumas poucas pessoas e trabalhamos juntos na TV GAZETA e lá nasceu essa amizade e consideração. Encontramos-nos quando possível para sabermos como andam as vidas já que a metade desse pessoal não está mais trabalhando na emissora. Foi bem legal, ficamos juntos até umas onze da noite quando voltei para casa.

Dorinha estava deitada na nossa “cama” vendo um filme no computador, troquei-me e deitei-me ao seu lado, fiz um relato do que havia acontecido e dormirmos.

Dia 11, sexta-feira

Acordamos um pouco mais tarde, levantamos e comemos alguma coisa que havíamos comprado no supermercado no dia anterior. Como nós havíamos levado uma geladeira de isopor, pudemos guardar alguma coisa para um lanche.

Depois do café fui até a imobiliária que está cuidando da venda da nossa casa fazer uma visita e colocar uma pilha neles, conversei também com outra imobiliária da minha confiança para colocar a casa com eles e criar uma certa concorrência saudável.

Feito isso voltei para casa e já tínhamos compromisso de almoçarmos com a Maria José, um dos nossos anjos protetores.

De tarde fui até a casa de uma das minhas irmãs, visitá-los e conversar com o meu cunhado sobre a situação na Picolle Belle da qual ele também é sócio para chegarmos a um termo e eu tentar reaver o dinheiro que coloquei naquela empresa na maior boa fé.

Enquanto eu fui à minha irmã, Dorinha passou a tarde com a irmã dela, jantou com eles e voltou para casa.

Quando voltei para casa, Dorinha estava do mesmo jeito, deitada na “cama” olhando um filme. Foi ai que percebi que o ambiente de São Paulo realmente não faz bem para ela. Em menos de dois dias na cidade já havia desaparecido todo aquele brilho que ela tinha criado em Canela e a apatia começava a tomar conta.

Conversamos um pouco sobre o assunto e dormirmos.

Dia 12, sábado

Dia de visitar Dom José em Sorocaba. Pra variar acordamos atrasados e o café ficou para traz e ainda para complicar, tínhamos que pegar a Tivonne (ela gosta de ser chamada assim) no metrô, ela havia subido de Bertioga para São Paulo somente para nos ver, que gentileza dela. Essa é um dos maiores anjos protetores que temos.

Pegamos a Tivonne, claro, depois dela se atrapalhar um pouco para descer na estação, mas sem isso não seria Tivonne, e fomos para a estrada.

Paramos no Road Shop na Rodovia Castelo Branco, para Dorinha matar a saudades das lojinhas e tomarmos um café.

Chegamos em Sorocaba e Dom José já nos esperava. Como ele está bem disposto, mas magro, com um semblante sereno e tranquilo, a vida está sedo generosa com ele. É um prazer visitar o “velhinho” como eu o chamo.

Conversamos sobre as novidades e para a nossa surpresa, incluindo o velhinho, duas das minhas irmãs apareceram para almoçar conosco, ai sim virou festa.

Fomos a um restaurante ali perto do Mosteiro de nome Aspásia (eu adoro esse Google, a gente acha tudo nele) e lá ficamos até que o estabelecimento fechasse. Foi um almoço bem gostoso. Minhas irmãs voltaram para São Paulo já que as filhas tinham compromissos e nós voltamos para o Mosteiro para levar o meu pai.

A Tivonne depois de alguns, "será que devo ficar, será que devo ir", acabou indo com a Cristina de volta para São Paulo, mas essa é a nossa Tivonne que amamos.

De volta ao mosteiro, mostramos para o meu pai o filme que fizemos da casa e voltamos para São Paulo.

A volta foi sob uma chuva pesada e que não permitia velocidade maior do que oitenta quilômetros por hora, isso que o nosso carro é grande e pesado, imagino como estava a vida dos que estavam nos carros pequenos. Chegamos em casa por volta das sete da noite.

Mas que casa? Aquilo era um acampamento.

Não tinha nada para comer, nada para beber já que o gelo havia derretido, porém um cardápio jogado na varanda salvou a noite, pedimos uma pizza e um refrigerante e fomos dormir.


Dia 13 – domingo

Dorinha foi à feira ver seus amigos e eu fui buscar o meu som que estava na casa do Dema.

Depois disso fomos almoçar na casa da Verônica, vale destacar que Dorinha voltou da feira com apenas 80 DVDs.

Na casa da Verônica encontramos a Fernandinha, mãe do Nelson. Essa senhorinha é uma portuguesa com mais de 78 anos e que tem uma vitalidade e um prazer de viver como poucas vezes eu vi. Sempre animada, cheirosa e de muito bom humor, Fernandinha está sempre pronta para uma festa.

No almoço tivemos um Chester preparado pela “maga da culinária” Verônica que estava um espetáculo. Acompanhando o “frangão”, como eles o chamam, tínhamos arroz branco e um espinafre refogado, para acompanhar, Nelsinho havia escolhido um vinho português (agora nem o Google ajuda) que eu não me lembro do nome, mas estava perfeito.

Ficamos conversando com eles até umas quatro da tarde quando fomos visitar a mãe da Dora que mora com a Sonia e o Mauro.

Chegamos ao apartamento deles e fomos recebidos com sorrisos e abraços pelos donos da casa. A sogra estava se preparando para nos receber, soubemos que ela não havia passado muito bem naquela manhã, motivo pelo qual ela não havia comparecido ao almoço na Verônica, mas isso não importa mais, o que importa é que ela apareceu disposta, bem vestida e sorrindo e era isso que queríamos ver.
Mostramos o filme para eles, contamos da nossa saga com mais detalhes, rimos bastante e assim passamos o final da tarde.

Voltamos para o nosso acampamento com uma sensação boa de termos visto toda a nossa família.

Dia 14 - segunda-feira

Dia de tampar os buracos de pregos e parafusos na casa para melhorar um pouco o aspecto do imóvel. É verdade que nós não o pintamos, mas pelo menos os buracos nós tampamos.

Fomos almoçar de novo na Maria José (essa mulher já tem um lugar garantido em nossas orações) e mais tare fomos à farmácia buscar os remédios da Dorinha e até Santana.

De tarde fui visitar a minha irmã caçula que não esteve no almoço no domingo e assim passou a segunda-feira.

Dia 15 - terça-feira

Dia de tentar colocar todas as coisas dentro do carro e voltamos para casa, claro que depois do café da manhã oferecido pela Maria José. Essa mulher não é um espetáculo?

Eu comecei o quebra cabeça de colocar as coisas dentro do carro enquanto a Dorinha terminava de arrumar as coisas e quanto mais eu colocava, mas aparecia coisa.

Aquele nosso carro é um coração de mãe mesmo. Coube tudo dentro dele. É verdade que havia coisas até no chão do carro na nossa frente, mas veio tudo e ainda com um pequeno espaço para eu ver através do espelho retrovisor interno.

Ainda deu tempo de encontrar mais alguns vizinhos da rua e conversar um pouco.

Tudo arrumado, casa fechada, carro carregado vamos para a estrada. Eram dez horas da manhã quando partimos de volta para a nossa casa.

Foi corrido, mas muito boa muito instrutiva e muito produtiva essa nossa visita a São Paulo.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Vamos para São Paulo


Hoje dia 07 de janeiro, além do aniversário do meu amigo Joaquim Oliveira (parabéns meu amigo e que a vida seja generosa com você), temos que arrumar as coisas para irmos para São Paulo.

A viagem não é só de passeio. Há muitas coisas que precisamos ver, afinal estamos aqui há dois meses e a nossa saída de lá foi assim meio corrida.

No dia cinco de novembro de dois mil e doze fizemos a mudança, dia seis fechamos a casa e nos mandamos, sem olhar para traz e agora é hora de ver como estão as coisas.

Então hoje começa a correria.

Levar a Cylla para o hotel; passar no banco; agendar as contas a pagar; levar a Dorinha pra arrumar o cabelo; pegar as encomendas; passar no supermercado; pegar a Dorinha; verificar o carro; fazer a mala; segurar a ansiedade; ligar para o pessoal da segurança avisando da viagem; captar as imagens para o filme da casa que a Dorinha quer mostrar para a família; ver se não faltou nada; editar as imagens do filme; tentar dormir um pouco e pegar a estrada.

Nossa ideia e sairmos daqui terça, amanhã, por volta das 06h. Vamos com calma e queremos dormir em Curitiba em torno de 660 quilômetros. Na quarta, saímos de Curitiba e chegaremos a São Paulo se Deus permitir.

São 07h30 da manhã e eu estou acordado desde as 05h. Acho que estou um pouco ansioso, mas isso passa. Assim que começar o dia as coisas se acalmam. Bom, é hora de acordar a Dorinha e levar a Cylla para o passeio matinal, ela está aqui me rodeando e olhando com aquela cara de “abre lá senão vai ser aqui mesmo”.

Depois do passeio da Cylla eu acordei a Dorinha que, pra variar pediu mais cinco minutos enquanto eu preparava o café.

Mesa posta ela aparece na porta da cozinha vestida com o roupão lilás e animada pelo dia.

Tomamos o café e eu comecei a minha maratona, enquanto eu fui levar a Cylla Dorinha se preparou para sair e deu uma ajeitadinha nas coisas.

O pessoal no Hotel recebeu a Cylla muito bem. A Andrea é uma gracinha e o pai dela então uma figuraça. Não me lembro do nome dele, mas pela maneira como ele olhava para a Cylla eu senti que ela ficaria bem, o que tive certeza quando fui busca-la no dia 17. Nós recomendamos a todos que gostam de deixar o cachorro em um hotel. O nome é HOTEL BOM PRA CACHORRO e fica em Gramado.

Voltei para casa e levei a Dorinha para fazer o que ela queria. Enquanto ela ficou por Gramado eu voltei a Canela para continuar a fazer as coisas, passar no banco, ir ao supermercado e claro voltar para pegar a Dorinha.

Fim de tarde tudo pronto para viajar e vamos fazer o filme para mostrar ao pessoal de São Paulo como é e como estamos instalados.

Essa parte eu deixei para a Dorinha que gravou as cenas, depois eu juntei tudo e editei. No final notei que o filme estava com quase 40 minutos de duração. Cara o material tinha virado um longa metragem então fui para a operação tesoura e a parte que gravamos da cidade de Canela ficou toda fora, afinal o objetivo era mostrar nossa casa. Adivinhe se não recebi uma bela critica da Dorinha por conta disso?

Eu preciso confessar uma coisa para você. Eu não anotei as coisas que aconteceram e como a correria foi muito grande e já estamos uma semana adiante eu “si isquici” do que aconteceu, portanto vamos direto para a viagem que eu ainda lembro alguma coisa.

Dorinha vai me “zoar” quando ler isso. Estou até vendo a cara dela com o seguinte texto “Viu, bem que eu falei para você gravar tudo no meu gravador, mas você não quis”.

Vamos que vamos. É terça-feira e o prometido era sairmos cedo, por volta das cinco e meia ou seis horas, mas não deu, a cama estava boa demais e acabamos saindo às oito.

Resolvemos ir pela Rota do Sol e pela BR 101, um caminho que ainda não conhecíamos e todas as pessoas nos diziam que era muito melhor do que ir pela BR 116. Saímos para São Chico onde eu completei o taque de combustível do carro, lá a gasolina é apenas R$ 0,20 mais barata que aqui em Canela e como estamos falando de um pequeno tanque de 90 litros a diferença até que vale o esforço. Mas que de esforço estamos falando já que vamos ter que passar por lá mesmo?

Tanque cheio, bexiga vazia e vamos para a estrada. A RS 020 até a Rota do Sol é muito bonita, passa pelos campos de cima da serra, uma região de criação de gado com muitas colinas e pastos à perder de vista.

Eu poderia falar que com o nascer do dia o orvalho brilhava com o sol, mas ai seria uma grande mentira já que saímos às oito da manhã e estava chovendo, mas mesmo assim a vista era bonita.

Nossa velocidade de cruzeiro estava em torno de 100 quilômetros por hora, no piloto automático. O motor V8 do carro segura muito bem essa velocidade na subida além de trabalhar em torno de 1950 giros.

Na Rota do Sol, estrada que nos levaria até a BR 101 o ritmo foi o mesmo até chegarmos à descida da serra, a qual não me lembro do nome (depois de uma rápida consulta ao tio Google, descobri que a Rota do Sol é a RS 453 e o nome da serra que descemos é a Serra do Pinto), que tem uma vista muito bonita entre montanhas muito altas que acabam fazendo a gente tomar a noção do que verdadeiramente somos. Um monte de nada. Dorinha que dormiu parte da descida acabou vendo só alguma coisa.

Chegamos à BR 101 e tome chuva. A estrada é boa, pista dupla, asfalto novo, mas com muitos veículos pesados (caminhões), mas o trânsito estava indo bem. Até nos trechos em que ela ainda não está duplicada como em Tubarão ou Laguna, esperem que vou olhar no Google de novo para ver aonde é que é, um instante, por favor.

Lamento gente, procurei, mas não achei, mas também não importa, aquele lugar que tem aquela ponte enorme vai levar ainda alguns anos para ser duplicado.

Voltando ao assunto. Até esses trechos em que ela não está duplicada, o trânsito andava bem, mais lento, mas quase sem parar.

E assim fomos até chegarmos à capital paranaense, claro com algumas “uma” parada no caminho. Lá fomos para o IBIS do Centro da Cidade.  Eu estava tão cansado pela viagem e pela tensão da estrada que me atirei na cama. Eram quatro da tarde e eu dormi até umas seis e meia.

Tomei um banho para tirar a “nhaca” e fui buscar um sanduba para comermos porque a Dorinha também não queria sair, digo também porque eu estava pagando para ficar no hotel, mas entre eu e ela, que seja eu a trocar e sair para procurar alguma coisa para comermos.

Achei uma padaria bem legal na esquina do hotel que foi a salvação. Comprei três sanduiches, dois doces e dois refrigerantes para fazermos um piquenique no quarto.

Quando eu cheguei da rua, Dorinha estava animada. “Aqui a velocidade da infernet é ótima, estou baixando todos os filmes”. Arrumei o piquenique e comemos.

Ela ainda ficou mais algum tempo no computador, eu porém, apaguei até a manhã seguinte.

Na quarta-feira acordamos por volta de sete da manhã, tomamos nosso café e pegamos a estrada para São Paulo.

Chegamos na casa sem pressa por volta das três da tarde e fomos montar o nosso acampamento na casa vazia.

Quem tem amigo não morre pagão diz o ditado e é uma verdade. Nossa vizinha a poderosa, vitaminada, absoluta e ligeirinha Elaine fez uma arrumação na casa limpando as dependências, deixando-a cheirosa para a nossa chegada. Obrigado pela ajuda.

Depois do acampamento montado. É meu amigo, montar acampamento para quem não está acostumado não é fácil não.

Imagine você ter que encher um colchão de ar de casal e um de solteiro com uma daquelas bombinhas manuais que depois de alguns movimentos, você tem vontade de chorar de tão pesadas que ficam. Faça isso depois de ter passado quase que o dia todo sentado ao volante.

Por uma graça Divina a Verônica nos convidou para uma pizza na casa dela o que prontamente aceitamos já que onde estávamos não havia mais nada a não ser os cômodos e preparar algo para comer estava completamente fora de cogitação e claro a principal de todas as vontades. A de rever a dupla caminhante e peregrina NERON. Os caras já andaram mais de 1.500 quilômetros a pé pela Europa. É o caminho do Tiago da Costela que sai da Espanha, o que sai de Portugal e sei lá mais de onde. Sei que, deu sopa lá estão os dois de mochila caminhando a pé pela Europa, mas essa história ficará muito mais legal se você pedir para que eles a contarem.

Chegamos na casa deles e fomos recebidos pela Pipoca. Pipoca é como eu chamo a Zara, a cachorrinha bichon frise (essa colei do Google direto) que eles tem e quando a gente chega, ela late e pula sem parar até o Nelson dar uma bronca. Entendeu por que o "Pipoca"?

Verônica veio abrir o portão para nós e assim começamos há matar um pouco as saudades dos que amamos.

Depois da pizza, a "Santa Verônica" nos ofereceu um colchão de espuma que estava sobrando e foi a nossa sorte porque quando chegamos em casa de volta, o colchão de casal havia se esvaziado. Não sei se eu não fechei a válvula direito ou se ele está furado. Sei que estava vazio e assim ficou porque eu o dobrei e coloquei no canto. Foi a nossa sorte. OBRIGADO NERON. Vocês salvaram o nosso dia.

Agora é tentar ter uma boa noite de sono porque amanhã começa a correria.

Mais uma vez nosso muito obrigado aos amigos que nos ajudaram nessa.