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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Três dias para voltar para casa

Saímos de São Paulo na terça-feira e chegamos em casa na quinta-feira de manhã.

A viagem de volta foi diferente, voltamos pela BR 116 porque queríamos passar em Lages e apesar dos caminhões a estrada é mais tranquila e mais leve de andar que a BR 101, só não dá para marcar que os caminhões passam por cima mesmo.

Curitiba
Nosso plano era de dormirmos em Curitiba e na manhã seguinte, sairmos cedo para chegarmos em casa.

Adivinhem. Acordamos depois das oito da manhã e mesmo com aquela incerteza de quem é acordado de repente, conseguimos sair antes das dez e com o propósito de passarmos em Lages e seguirmos para a nossa casa. Eu não via a hora de deitar na minha cama.

Logo no começo da viagem percebi que não conseguiria completar o meu projeto. Eu não iria dormir em casa. Após os primeiros cento e cinquenta quilômetros eu estava me sentindo como se tivesse dirigido oitocentos. Fizemos uma parada naquelas centrais de apoio ao usuário para relaxar um pouco e voltamos para a estrada.

Casa do Usuário BR 116 Paraná
Esses lugares são interessantes. Lá tem toaletes, água gelada, sem gelo, café e um lugar para descansar além da segurança do pessoal que atende a rodovia. Na BR 116 até a divisa com o Rio Grande do Sul esses locais estão próximos aos pedágios. Depois que a gente entra no Rio Grande do Sul eu não vi mais nenhum, pode ser que eu não tenha prestado a atenção, mas eu não vi mais, só uns postes com telefone mais nada.

A gente sai pagando R$ 1,50 em São Paulo, Curitiba ele sobre para R$1,80, em Santa Catarina vai aos R$3,60 e chegamos aqui pagando R$ 6,00, sem falar no pedágio da região de Canela que está apenas R$ 7,90 e não aceita o SEM PARAR, mas também não faz diferença porque sempre só tem uma cabine de atendimento. Essa administradora, Brita Rodovias,  é a mais legal de todas.
Para fazermos a conta correta seria necessário contarmos a quantidade de pedágios em cada um dos trechos. Eu acho que em São Paulo e no Paraná, tem mais praças, mas não tenho certeza, portanto os valores valem apenas como informação não como reclamação. 

O resumo da ópera é que para irmos e voltarmos a São Paulo são em torno de R$ 135,00 de pedágios.

Voltando a estada, a parada não mudou muita coisa. Eu estava cansado. Eu não, nós estávamos porque a Dorinha começou a fazer aquela cara de mau humor e reclamar da perna que doía e essas coisas típicas de quem está com o saquinho na lua, e eu também não estava atrás, rosnando para tudo e todos. Essa minha mulher é uma santa porque tem horas que nem eu me aguento.

O acidente
Nossa decisão de ficarmos em Lages veio por um acidente na estrada em que dois carros bateram. Um Gol virou uma Kombi na traseira de um Corsa que virou sei lá o que. Houve feridos porque as ambulâncias estavam indo e vindo, por sorte estávamos longe e só conseguíamos ver as luzes (antes que algum engraçadinho fale alguma coisa, eu vi os carros quando passei pelo acidente, certo?). Eu não gosto dessas coisas. Ficamos ali por mais de uma hora, tempo suficiente para puxar conversa com os motoristas dos carros e caminhões próximos.

Lages
Chegamos a Lages por volta das cinco da tarde, estávamos em frangalhos. Fizemos o check-in no hotel, subimos, tomei um banho e cai na cama. Fui acordar por volta da meia noite e mesmo Lages sendo uma cidade grande àquela hora não tinha mais nada aberto. O jeito foi abrir as duas embalagens de suco de frutas que havia no frigobar e voltar para a cama.

Na manhã seguinte acordamos mais dispostos. Foi uma ótima decisão a de termos parados em Lages.

Uma coisa muito interessante aconteceu nessa manhã e serviu para mostrar o quanto estávamos desgastados com a viagem.

Estava tudo calmo até que a Dorinha disse que o ar condicionado do carro estava fazendo a perna dela doer e se eu poderia desliga-lo. Eu o fiz e que abri a janela para entrar o ar afinal estava um dia ensolarado. Ela achou que eu fui bruto ao desligar o ar e abrir a janela e calou-se. Eu achei que ela estava dormindo e diminui a velocidade e baixei a música para não incomoda-la. Só quando havia passado quase uma hora ela me disse que estava acordada o tempo todo e me disse o que aconteceu. Conversamos a respeito e ficou esclarecido que o que houve tinha sido um mal entendido e ai a viagem transcorreu tranquila.

Ainda paramos numa fábrica de queijo em Vacaria para compramos um pedaço de parmesão que é uma delicia. O nome da fábrica é RASIP e lá descobrimos que os caras não fazem só queijo não.  Fazem suco de maça, azeites de oliva e mais algumas coisas. Claro que isso tudo tem nos supermercados, mas e o prazer de dizer, “comprei direto na fábrica”.

Tertulha
Chegamos em nossa casa logo após o almoço. Viemos para Rota do Sol, para conhecermos uma nova estrada e economizarmos alguns reais de pedágios. A estrada está uma droga, cheia de buracos e muitas obras, mas a paisagem era linda. Paramos para almoçarmos em São Chico, no restaurante Tertulha. Eram perto de duas da tarde, mas ainda havia almoço. Comprei um queijo colonial que só tem lá e fomos para Canela. Minha cama estava cada vez mais perto.

Chegando em casa
Nossa casa estava toda em ordem, com muita poeira na frente por causa do tempo seco e da rua de terra, mas tudo legal. Os vizinhos vieram nos receber e aproveitamos para entregar as encomendas.

Os garotos haviam nos pedido para comprarmos DOLLY para eles experimentarem. Aqui em Canela e Gramado não tem.


VIAJAR EM BOM, MAS CHEGAR EM CASA  É MUITO MELHOR.


Carro cheio
Foi o tempo de colocar as coisas em casa, tempo grande esse porque o carro estava cheio e fui buscar a Cylla nossa cachorrinha.

Estávamos com saudades dela também. Ela estava ótima, feliz e correndo de um lado para outro. Parece que foi muito bem tratada por lá. Eu recomendo para o pessoal daqui de Canela e Gramado, Hotel Bom Pra Cachorro.

Peguei-a no Hotel e voltei para casa.

Quando cheguei, Dorinha tinha colocado todas as coisas no lugar e estava se preparando para descansar e eu também. Eu tava moído.

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