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domingo, 20 de janeiro de 2013

A semana em São Paulo


Foram praticamente seis dias, de 10 a 15 de janeiro de 2013 com um monte de coisas para fazermos.

Dia 10, quinta-feira

Depois de uma noite razoável de sono onde tudo era estranho, o quarto apesar de ter sido nosso por mais de 10 anos não era mais o mesmo, sem os móveis, sem o nosso cheiro e a casa toda vazia que produzia um eco a cada som que vinha da rua aumentando ainda mais a sensação de vazio e de que aquele não era mais o nosso lar, acordamos às seis e meia da manhã porque o dia seria corrido.

Tomamos o banho da manhã, nos trocamos e fomos tomar café na Padaria São José, uma das mais tradicionais do bairro. Isso foi uma coisa legal, equilibramos o “PH”.

Depois fomos ao médico da Dorinha para a consulta das 10h da manhã. O consultório dele é na Lapa e nós estávamos na Vila Guilherme, para a nossa sorte janeiro é mês de férias em São Paulo e o trânsito estava razoável.
Conversamos bastante e ele ficou animado com a mudança de comportamento da Dorinha.

Feita a consulta voltamos para a Vila para encomendar os remédios da Dorinha. Isso já era uma e meia da tarde, o tempo em São Paulo voa, fomos procurar um lugar para almoçarmos.

Havia um restaurante na região que gostávamos de ir por causa do chef Joel, mas não sabemos o motivo dele estar fechado, acabamos comendo um prato rápido na galeria do supermercado Sondas.

Voltamos para casa, eu deixei a Dorinha e fui até a fábrica Piccole Belle, onde eu havia trabalhado por uns quatro meses visitar, conversar com o pessoal (recebi mais algumas promessas de quitação de uma dívida, mas sós promessas) e de lá fui encontrar meus amigos do grupo Crazy Peoples.

Essa turma são algumas poucas pessoas e trabalhamos juntos na TV GAZETA e lá nasceu essa amizade e consideração. Encontramos-nos quando possível para sabermos como andam as vidas já que a metade desse pessoal não está mais trabalhando na emissora. Foi bem legal, ficamos juntos até umas onze da noite quando voltei para casa.

Dorinha estava deitada na nossa “cama” vendo um filme no computador, troquei-me e deitei-me ao seu lado, fiz um relato do que havia acontecido e dormirmos.

Dia 11, sexta-feira

Acordamos um pouco mais tarde, levantamos e comemos alguma coisa que havíamos comprado no supermercado no dia anterior. Como nós havíamos levado uma geladeira de isopor, pudemos guardar alguma coisa para um lanche.

Depois do café fui até a imobiliária que está cuidando da venda da nossa casa fazer uma visita e colocar uma pilha neles, conversei também com outra imobiliária da minha confiança para colocar a casa com eles e criar uma certa concorrência saudável.

Feito isso voltei para casa e já tínhamos compromisso de almoçarmos com a Maria José, um dos nossos anjos protetores.

De tarde fui até a casa de uma das minhas irmãs, visitá-los e conversar com o meu cunhado sobre a situação na Picolle Belle da qual ele também é sócio para chegarmos a um termo e eu tentar reaver o dinheiro que coloquei naquela empresa na maior boa fé.

Enquanto eu fui à minha irmã, Dorinha passou a tarde com a irmã dela, jantou com eles e voltou para casa.

Quando voltei para casa, Dorinha estava do mesmo jeito, deitada na “cama” olhando um filme. Foi ai que percebi que o ambiente de São Paulo realmente não faz bem para ela. Em menos de dois dias na cidade já havia desaparecido todo aquele brilho que ela tinha criado em Canela e a apatia começava a tomar conta.

Conversamos um pouco sobre o assunto e dormirmos.

Dia 12, sábado

Dia de visitar Dom José em Sorocaba. Pra variar acordamos atrasados e o café ficou para traz e ainda para complicar, tínhamos que pegar a Tivonne (ela gosta de ser chamada assim) no metrô, ela havia subido de Bertioga para São Paulo somente para nos ver, que gentileza dela. Essa é um dos maiores anjos protetores que temos.

Pegamos a Tivonne, claro, depois dela se atrapalhar um pouco para descer na estação, mas sem isso não seria Tivonne, e fomos para a estrada.

Paramos no Road Shop na Rodovia Castelo Branco, para Dorinha matar a saudades das lojinhas e tomarmos um café.

Chegamos em Sorocaba e Dom José já nos esperava. Como ele está bem disposto, mas magro, com um semblante sereno e tranquilo, a vida está sedo generosa com ele. É um prazer visitar o “velhinho” como eu o chamo.

Conversamos sobre as novidades e para a nossa surpresa, incluindo o velhinho, duas das minhas irmãs apareceram para almoçar conosco, ai sim virou festa.

Fomos a um restaurante ali perto do Mosteiro de nome Aspásia (eu adoro esse Google, a gente acha tudo nele) e lá ficamos até que o estabelecimento fechasse. Foi um almoço bem gostoso. Minhas irmãs voltaram para São Paulo já que as filhas tinham compromissos e nós voltamos para o Mosteiro para levar o meu pai.

A Tivonne depois de alguns, "será que devo ficar, será que devo ir", acabou indo com a Cristina de volta para São Paulo, mas essa é a nossa Tivonne que amamos.

De volta ao mosteiro, mostramos para o meu pai o filme que fizemos da casa e voltamos para São Paulo.

A volta foi sob uma chuva pesada e que não permitia velocidade maior do que oitenta quilômetros por hora, isso que o nosso carro é grande e pesado, imagino como estava a vida dos que estavam nos carros pequenos. Chegamos em casa por volta das sete da noite.

Mas que casa? Aquilo era um acampamento.

Não tinha nada para comer, nada para beber já que o gelo havia derretido, porém um cardápio jogado na varanda salvou a noite, pedimos uma pizza e um refrigerante e fomos dormir.


Dia 13 – domingo

Dorinha foi à feira ver seus amigos e eu fui buscar o meu som que estava na casa do Dema.

Depois disso fomos almoçar na casa da Verônica, vale destacar que Dorinha voltou da feira com apenas 80 DVDs.

Na casa da Verônica encontramos a Fernandinha, mãe do Nelson. Essa senhorinha é uma portuguesa com mais de 78 anos e que tem uma vitalidade e um prazer de viver como poucas vezes eu vi. Sempre animada, cheirosa e de muito bom humor, Fernandinha está sempre pronta para uma festa.

No almoço tivemos um Chester preparado pela “maga da culinária” Verônica que estava um espetáculo. Acompanhando o “frangão”, como eles o chamam, tínhamos arroz branco e um espinafre refogado, para acompanhar, Nelsinho havia escolhido um vinho português (agora nem o Google ajuda) que eu não me lembro do nome, mas estava perfeito.

Ficamos conversando com eles até umas quatro da tarde quando fomos visitar a mãe da Dora que mora com a Sonia e o Mauro.

Chegamos ao apartamento deles e fomos recebidos com sorrisos e abraços pelos donos da casa. A sogra estava se preparando para nos receber, soubemos que ela não havia passado muito bem naquela manhã, motivo pelo qual ela não havia comparecido ao almoço na Verônica, mas isso não importa mais, o que importa é que ela apareceu disposta, bem vestida e sorrindo e era isso que queríamos ver.
Mostramos o filme para eles, contamos da nossa saga com mais detalhes, rimos bastante e assim passamos o final da tarde.

Voltamos para o nosso acampamento com uma sensação boa de termos visto toda a nossa família.

Dia 14 - segunda-feira

Dia de tampar os buracos de pregos e parafusos na casa para melhorar um pouco o aspecto do imóvel. É verdade que nós não o pintamos, mas pelo menos os buracos nós tampamos.

Fomos almoçar de novo na Maria José (essa mulher já tem um lugar garantido em nossas orações) e mais tare fomos à farmácia buscar os remédios da Dorinha e até Santana.

De tarde fui visitar a minha irmã caçula que não esteve no almoço no domingo e assim passou a segunda-feira.

Dia 15 - terça-feira

Dia de tentar colocar todas as coisas dentro do carro e voltamos para casa, claro que depois do café da manhã oferecido pela Maria José. Essa mulher não é um espetáculo?

Eu comecei o quebra cabeça de colocar as coisas dentro do carro enquanto a Dorinha terminava de arrumar as coisas e quanto mais eu colocava, mas aparecia coisa.

Aquele nosso carro é um coração de mãe mesmo. Coube tudo dentro dele. É verdade que havia coisas até no chão do carro na nossa frente, mas veio tudo e ainda com um pequeno espaço para eu ver através do espelho retrovisor interno.

Ainda deu tempo de encontrar mais alguns vizinhos da rua e conversar um pouco.

Tudo arrumado, casa fechada, carro carregado vamos para a estrada. Eram dez horas da manhã quando partimos de volta para a nossa casa.

Foi corrido, mas muito boa muito instrutiva e muito produtiva essa nossa visita a São Paulo.

6 comentários:

  1. Que gostoso Caius ter noticias tuas, da tuas irmas, de teu pai, da tua tia, da Dorinha!! E a Sila?? beijao com muitas, muitas saudades, fica com Deus!

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    1. A Cylla está muito bem, feliz da vida correndo pelo quintal.
      Vocês precisam aparecer por aqui.

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  2. Só faltou vir para Mogi, da próxima vez passe por aqui, bjsss

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    1. pois é, faltou mesmo mas da próxima vez iremos com mais calma e certamente passaremos por ai pra ver vocês.

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  3. Foi divertio. Voltem sempre.
    bjs
    Sogra (a de São Paulo)

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    1. foi mesmo, muito cansativo mas foi divertido. Valeu. obrigado.

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