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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

As calhas, eu e o susto


Isso até parece letra de música, mas não foi bem assim não.

Hoje resolvi limpar as calhas da frente da casa. O problema delas é que junta muita sujeira por causa das folhas e principalmente da rua de terra, a poeira que acumula nelas é muita.

Logo depois do almoço, eu peguei a escada e fui lá com uma escova uma colher para raspar e a mangueira.

A cada trecho que eu fazia uma montanha de sujeira saia e assim fui até o final. Eu acho que a frente da casa tem algo entre seis e sete metros.

Feito isso, resolvi colocar água para terminar a limpeza e foi ai que eu notei que a queda da calha não ajuda o escoamento da água e formam aquelas piscinas no meio do caminho.

Claro que, neto do Seu Chico que sou, resolvi arrancar tudo para tentar colocar a queda certa.

Essa foi umas das ideias de jerico que tive. O calor estava grande, o sol estava pesado e lá estava eu retirando as benditas calhas do lugar para “arrumar”.

Calhas no chão e vamos olhar os suportes. Eles pareciam em ordem, seguiam uma queda, pequena é verdade, mas estavam em queda, então porque a água fazia poças?

Elementar meu caro Watson. As emendas da calha é que eram as responsáveis pelas poças.

E porque você precisou desmontar tudo se era tão fácil perceber isso?

Porque senão eu não seria eu, oras bolas.

Bom então a missão agora é colocar as calhas no lugar só que tentando arrumar as emendas.

Lavei as calhas, arrumei os suportes, alguns até mudei de lugar para aumentar a queda um pouco e fui encaixando tudo de volta.

Pronto. Terminado, calha limpa, colocada, queda mais acentuada, vamos ao teste.

Joguei a água pela calha e ela escorreu direitinho até a saída. Ainda havia algumas poças, mas nada que preocupasse. Vamos então ao teste dois.

Comecei a jogar água no telhado e foi ai que eu descobri porque a água não escorria pela calha na chuva.

O telhado da frente é muito grande, imagino que tenha em torno de oito metros da ponta até o topo e quando a gente joga água lá em cima, ela desce com velocidade, passando da calha.

Por isso ela cai na rua. A calha transbordava porque é pequena e a água passa por cima não porque estava suja.

Pelo menos limpei a calha, peguei um solzinho na careca e passei parte da tarde imaginando o porquê de estar fazendo aquilo.

Agora é esperar a próxima chuva para ver o que acontece.

Depois de um banho, eu resolvi fazer um chimarrão. Não é que deu certo? Até convidei o vizinho para um chimarrão na varanda.

Essa frase, “até convidei o vizinho para um chimarrão da varanda” até parece coisa de velha solteirona, mas não é não.



Ei cara, e o susto, que hora foi?

O susto?

Foi o meu telefone.

Eu comecei a receber uma informação com o nome de Sonia. Como eu entendo para caramba esse meu telefone, fiquei preocupado.

A Sonia não costuma me ligar, ainda mais para o celular.

E como a minha “amada, adorada, querida, estimada sogra” mora com ela me preocupei.

Ai eu liguei para a Sonia e lá estava tudo bem, sem problemas, até conversei com a “amada, adorada, querida, estimada sogra” e ela continua com aquela saúde irritante.

O que aconteceu é que eu, ainda não sei como, coloquei um lembrete no meu telefone sobre o aniversário da Sonia que é amanhã e também não sei como, ele começou a me avisar hoje. 

Certamente eu fiz alguma coisa errada, cabeça de pudim.

Valeu, um beijo para todos em especial para a “amada, adorada, querida, estimada sogra” e antes que eu me esqueça, FELIZ ANIVERSÁRIO SONIA.

2 comentários:

  1. Obrigada! Sorte minha que recebi "Feliz Aniversário" a mais
    Sonia
    obs sua sogra continua bem.

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