Hoje
dia 07 de janeiro, além do aniversário do meu amigo Joaquim Oliveira (parabéns meu amigo e que a vida seja generosa com você), temos que
arrumar as coisas para irmos para São Paulo.
A
viagem não é só de passeio. Há muitas coisas que precisamos ver, afinal estamos
aqui há dois meses e a nossa saída de lá foi assim meio corrida.
No
dia cinco de novembro de dois mil e doze fizemos a mudança, dia seis fechamos a
casa e nos mandamos, sem olhar para traz e agora é hora de ver como estão as
coisas.
Então
hoje começa a correria.
Levar
a Cylla para o hotel; passar no banco; agendar as contas a pagar; levar a
Dorinha pra arrumar o cabelo; pegar as encomendas; passar no supermercado;
pegar a Dorinha; verificar o carro; fazer a mala; segurar a ansiedade; ligar
para o pessoal da segurança avisando da viagem; captar as imagens para o filme
da casa que a Dorinha quer mostrar para a família; ver se não faltou nada; editar
as imagens do filme; tentar dormir um pouco e pegar a estrada.
Nossa
ideia e sairmos daqui terça, amanhã, por volta das 06h. Vamos com calma e
queremos dormir em Curitiba em torno de 660 quilômetros. Na quarta, saímos de
Curitiba e chegaremos a São Paulo se Deus permitir.
São
07h30 da manhã e eu estou acordado desde as 05h. Acho que estou um pouco
ansioso, mas isso passa. Assim que começar o dia as coisas se acalmam. Bom, é
hora de acordar a Dorinha e levar a Cylla para o passeio matinal, ela está aqui
me rodeando e olhando com aquela cara de “abre lá senão vai ser aqui mesmo”.
Depois
do passeio da Cylla eu acordei a Dorinha que, pra variar pediu mais cinco
minutos enquanto eu preparava o café.
Mesa
posta ela aparece na porta da cozinha vestida com o roupão lilás e animada pelo
dia.
Tomamos
o café e eu comecei a minha maratona, enquanto eu fui levar a Cylla Dorinha se
preparou para sair e deu uma ajeitadinha nas coisas.
O
pessoal no Hotel recebeu a Cylla muito bem. A Andrea é uma gracinha e o pai
dela então uma figuraça. Não me lembro do nome dele, mas pela maneira como ele
olhava para a Cylla eu senti que ela ficaria bem, o que tive certeza quando fui
busca-la no dia 17. Nós recomendamos a todos que gostam de deixar o cachorro em
um hotel. O nome é HOTEL BOM PRA CACHORRO e fica em Gramado.
Voltei
para casa e levei a Dorinha para fazer o que ela queria. Enquanto ela ficou por
Gramado eu voltei a Canela para continuar a fazer as coisas, passar no banco,
ir ao supermercado e claro voltar para pegar a Dorinha.
Fim
de tarde tudo pronto para viajar e vamos fazer o filme para mostrar ao pessoal
de São Paulo como é e como estamos instalados.
Essa
parte eu deixei para a Dorinha que gravou as cenas, depois eu juntei tudo e
editei. No final notei que o filme estava com quase 40 minutos de duração. Cara
o material tinha virado um longa metragem então fui para a operação tesoura e a
parte que gravamos da cidade de Canela ficou toda fora, afinal o objetivo era
mostrar nossa casa. Adivinhe se não recebi uma bela critica da Dorinha por
conta disso?
Eu
preciso confessar uma coisa para você. Eu não anotei as coisas que aconteceram
e como a correria foi muito grande e já estamos uma semana adiante eu “si
isquici” do que aconteceu, portanto vamos direto para a viagem que eu ainda
lembro alguma coisa.
Dorinha
vai me “zoar” quando ler isso. Estou até vendo a cara dela com o seguinte texto
“Viu, bem que eu falei para você gravar tudo no meu gravador, mas você não
quis”.
Vamos
que vamos. É terça-feira e o prometido era sairmos cedo, por volta das cinco e
meia ou seis horas, mas não deu, a cama estava boa demais e acabamos saindo às
oito.
Resolvemos
ir pela Rota do Sol e pela BR 101, um caminho que ainda não conhecíamos e todas
as pessoas nos diziam que era muito melhor do que ir pela BR 116. Saímos para
São Chico onde eu completei o taque de combustível do carro, lá a gasolina é
apenas R$ 0,20 mais barata que aqui em Canela e como estamos falando de um
pequeno tanque de 90 litros a diferença até que vale o esforço. Mas que de
esforço estamos falando já que vamos ter que passar por lá mesmo?
Tanque
cheio, bexiga vazia e vamos para a estrada. A RS 020 até a Rota do Sol é muito
bonita, passa pelos campos de cima da serra, uma região de criação de gado com
muitas colinas e pastos à perder de vista.
Eu
poderia falar que com o nascer do dia o orvalho brilhava com o sol, mas ai
seria uma grande mentira já que saímos às oito da manhã e estava chovendo, mas
mesmo assim a vista era bonita.
Na
Rota do Sol, estrada que nos levaria até a BR 101 o ritmo foi o mesmo até
chegarmos à descida da serra, a qual não me lembro do nome (depois de uma
rápida consulta ao tio Google, descobri que a Rota do Sol é a RS 453 e o nome
da serra que descemos é a Serra do Pinto), que tem uma vista muito bonita entre
montanhas muito altas que acabam fazendo a gente tomar a noção do que
verdadeiramente somos. Um monte de nada. Dorinha que dormiu parte da descida
acabou vendo só alguma coisa.
Chegamos
à BR 101 e tome chuva. A estrada é boa, pista dupla, asfalto novo, mas com
muitos veículos pesados (caminhões), mas o trânsito estava indo bem. Até nos
trechos em que ela ainda não está duplicada como em Tubarão ou Laguna, esperem
que vou olhar no Google de novo para ver aonde é que é, um instante, por favor.
Lamento
gente, procurei, mas não achei, mas também não importa, aquele lugar que tem
aquela ponte enorme vai levar ainda alguns anos para ser duplicado.
Voltando
ao assunto. Até esses trechos em que ela não está duplicada, o trânsito andava
bem, mais lento, mas quase sem parar.
E
assim fomos até chegarmos à capital paranaense, claro com algumas “uma” parada
no caminho. Lá fomos para o IBIS do Centro da Cidade. Eu estava tão cansado pela viagem e pela
tensão da estrada que me atirei na cama. Eram quatro da tarde e eu dormi até
umas seis e meia.
Tomei
um banho para tirar a “nhaca” e fui buscar um sanduba para comermos porque a
Dorinha também não queria sair, digo também porque eu estava pagando para ficar
no hotel, mas entre eu e ela, que seja eu a trocar e sair para procurar
alguma coisa para comermos.
Achei
uma padaria bem legal na esquina do hotel que foi a salvação. Comprei três
sanduiches, dois doces e dois refrigerantes para fazermos um piquenique no quarto.
Quando
eu cheguei da rua, Dorinha estava animada. “Aqui a velocidade da infernet é
ótima, estou baixando todos os filmes”. Arrumei o piquenique e comemos.
Ela
ainda ficou mais algum tempo no computador, eu porém, apaguei até a manhã
seguinte.
Na
quarta-feira acordamos por volta de sete da manhã, tomamos nosso café e pegamos
a estrada para São Paulo.
Chegamos
na casa sem pressa por volta das três da tarde e fomos montar o nosso
acampamento na casa vazia.
Quem
tem amigo não morre pagão diz o ditado e é uma verdade. Nossa vizinha a
poderosa, vitaminada, absoluta e ligeirinha Elaine fez uma arrumação na casa
limpando as dependências, deixando-a cheirosa para a nossa chegada. Obrigado
pela ajuda.
Depois
do acampamento montado. É meu amigo, montar acampamento para quem não está
acostumado não é fácil não.
Imagine
você ter que encher um colchão de ar de casal e um de solteiro com uma daquelas
bombinhas manuais que depois de alguns movimentos, você tem vontade de chorar de tão pesadas
que ficam. Faça isso depois de ter passado quase que o dia todo sentado ao
volante.
Por
uma graça Divina a Verônica nos convidou para uma pizza na casa dela o que prontamente
aceitamos já que onde estávamos não havia mais nada a não ser os cômodos e preparar
algo para comer estava completamente fora de cogitação e claro a principal de
todas as vontades. A de rever a dupla caminhante e peregrina NERON. Os caras já
andaram mais de 1.500 quilômetros a pé pela Europa. É o caminho do Tiago da
Costela que sai da Espanha, o que sai de Portugal e sei lá mais de onde. Sei
que, deu sopa lá estão os dois de mochila caminhando a pé pela Europa, mas essa
história ficará muito mais legal se você pedir para que eles a contarem.
Chegamos
na casa deles e fomos recebidos pela Pipoca. Pipoca é como eu chamo a Zara, a
cachorrinha bichon frise (essa colei do Google direto) que eles tem e quando a gente chega, ela late e pula sem parar até o Nelson dar uma bronca. Entendeu por que o "Pipoca"?
Verônica
veio abrir o portão para nós e assim começamos há matar um pouco as saudades dos que amamos.
Depois
da pizza, a "Santa Verônica" nos ofereceu um colchão de espuma que estava sobrando e foi a nossa sorte porque quando chegamos em casa de volta, o colchão
de casal havia se esvaziado. Não sei se eu não fechei a válvula direito ou se
ele está furado. Sei que estava vazio e assim ficou porque eu o dobrei e
coloquei no canto. Foi a nossa sorte. OBRIGADO NERON. Vocês salvaram o nosso dia.
Agora
é tentar ter uma boa noite de sono porque amanhã começa a correria.
Mais
uma vez nosso muito obrigado aos amigos que nos ajudaram nessa.
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