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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Vamos para São Paulo


Hoje dia 07 de janeiro, além do aniversário do meu amigo Joaquim Oliveira (parabéns meu amigo e que a vida seja generosa com você), temos que arrumar as coisas para irmos para São Paulo.

A viagem não é só de passeio. Há muitas coisas que precisamos ver, afinal estamos aqui há dois meses e a nossa saída de lá foi assim meio corrida.

No dia cinco de novembro de dois mil e doze fizemos a mudança, dia seis fechamos a casa e nos mandamos, sem olhar para traz e agora é hora de ver como estão as coisas.

Então hoje começa a correria.

Levar a Cylla para o hotel; passar no banco; agendar as contas a pagar; levar a Dorinha pra arrumar o cabelo; pegar as encomendas; passar no supermercado; pegar a Dorinha; verificar o carro; fazer a mala; segurar a ansiedade; ligar para o pessoal da segurança avisando da viagem; captar as imagens para o filme da casa que a Dorinha quer mostrar para a família; ver se não faltou nada; editar as imagens do filme; tentar dormir um pouco e pegar a estrada.

Nossa ideia e sairmos daqui terça, amanhã, por volta das 06h. Vamos com calma e queremos dormir em Curitiba em torno de 660 quilômetros. Na quarta, saímos de Curitiba e chegaremos a São Paulo se Deus permitir.

São 07h30 da manhã e eu estou acordado desde as 05h. Acho que estou um pouco ansioso, mas isso passa. Assim que começar o dia as coisas se acalmam. Bom, é hora de acordar a Dorinha e levar a Cylla para o passeio matinal, ela está aqui me rodeando e olhando com aquela cara de “abre lá senão vai ser aqui mesmo”.

Depois do passeio da Cylla eu acordei a Dorinha que, pra variar pediu mais cinco minutos enquanto eu preparava o café.

Mesa posta ela aparece na porta da cozinha vestida com o roupão lilás e animada pelo dia.

Tomamos o café e eu comecei a minha maratona, enquanto eu fui levar a Cylla Dorinha se preparou para sair e deu uma ajeitadinha nas coisas.

O pessoal no Hotel recebeu a Cylla muito bem. A Andrea é uma gracinha e o pai dela então uma figuraça. Não me lembro do nome dele, mas pela maneira como ele olhava para a Cylla eu senti que ela ficaria bem, o que tive certeza quando fui busca-la no dia 17. Nós recomendamos a todos que gostam de deixar o cachorro em um hotel. O nome é HOTEL BOM PRA CACHORRO e fica em Gramado.

Voltei para casa e levei a Dorinha para fazer o que ela queria. Enquanto ela ficou por Gramado eu voltei a Canela para continuar a fazer as coisas, passar no banco, ir ao supermercado e claro voltar para pegar a Dorinha.

Fim de tarde tudo pronto para viajar e vamos fazer o filme para mostrar ao pessoal de São Paulo como é e como estamos instalados.

Essa parte eu deixei para a Dorinha que gravou as cenas, depois eu juntei tudo e editei. No final notei que o filme estava com quase 40 minutos de duração. Cara o material tinha virado um longa metragem então fui para a operação tesoura e a parte que gravamos da cidade de Canela ficou toda fora, afinal o objetivo era mostrar nossa casa. Adivinhe se não recebi uma bela critica da Dorinha por conta disso?

Eu preciso confessar uma coisa para você. Eu não anotei as coisas que aconteceram e como a correria foi muito grande e já estamos uma semana adiante eu “si isquici” do que aconteceu, portanto vamos direto para a viagem que eu ainda lembro alguma coisa.

Dorinha vai me “zoar” quando ler isso. Estou até vendo a cara dela com o seguinte texto “Viu, bem que eu falei para você gravar tudo no meu gravador, mas você não quis”.

Vamos que vamos. É terça-feira e o prometido era sairmos cedo, por volta das cinco e meia ou seis horas, mas não deu, a cama estava boa demais e acabamos saindo às oito.

Resolvemos ir pela Rota do Sol e pela BR 101, um caminho que ainda não conhecíamos e todas as pessoas nos diziam que era muito melhor do que ir pela BR 116. Saímos para São Chico onde eu completei o taque de combustível do carro, lá a gasolina é apenas R$ 0,20 mais barata que aqui em Canela e como estamos falando de um pequeno tanque de 90 litros a diferença até que vale o esforço. Mas que de esforço estamos falando já que vamos ter que passar por lá mesmo?

Tanque cheio, bexiga vazia e vamos para a estrada. A RS 020 até a Rota do Sol é muito bonita, passa pelos campos de cima da serra, uma região de criação de gado com muitas colinas e pastos à perder de vista.

Eu poderia falar que com o nascer do dia o orvalho brilhava com o sol, mas ai seria uma grande mentira já que saímos às oito da manhã e estava chovendo, mas mesmo assim a vista era bonita.

Nossa velocidade de cruzeiro estava em torno de 100 quilômetros por hora, no piloto automático. O motor V8 do carro segura muito bem essa velocidade na subida além de trabalhar em torno de 1950 giros.

Na Rota do Sol, estrada que nos levaria até a BR 101 o ritmo foi o mesmo até chegarmos à descida da serra, a qual não me lembro do nome (depois de uma rápida consulta ao tio Google, descobri que a Rota do Sol é a RS 453 e o nome da serra que descemos é a Serra do Pinto), que tem uma vista muito bonita entre montanhas muito altas que acabam fazendo a gente tomar a noção do que verdadeiramente somos. Um monte de nada. Dorinha que dormiu parte da descida acabou vendo só alguma coisa.

Chegamos à BR 101 e tome chuva. A estrada é boa, pista dupla, asfalto novo, mas com muitos veículos pesados (caminhões), mas o trânsito estava indo bem. Até nos trechos em que ela ainda não está duplicada como em Tubarão ou Laguna, esperem que vou olhar no Google de novo para ver aonde é que é, um instante, por favor.

Lamento gente, procurei, mas não achei, mas também não importa, aquele lugar que tem aquela ponte enorme vai levar ainda alguns anos para ser duplicado.

Voltando ao assunto. Até esses trechos em que ela não está duplicada, o trânsito andava bem, mais lento, mas quase sem parar.

E assim fomos até chegarmos à capital paranaense, claro com algumas “uma” parada no caminho. Lá fomos para o IBIS do Centro da Cidade.  Eu estava tão cansado pela viagem e pela tensão da estrada que me atirei na cama. Eram quatro da tarde e eu dormi até umas seis e meia.

Tomei um banho para tirar a “nhaca” e fui buscar um sanduba para comermos porque a Dorinha também não queria sair, digo também porque eu estava pagando para ficar no hotel, mas entre eu e ela, que seja eu a trocar e sair para procurar alguma coisa para comermos.

Achei uma padaria bem legal na esquina do hotel que foi a salvação. Comprei três sanduiches, dois doces e dois refrigerantes para fazermos um piquenique no quarto.

Quando eu cheguei da rua, Dorinha estava animada. “Aqui a velocidade da infernet é ótima, estou baixando todos os filmes”. Arrumei o piquenique e comemos.

Ela ainda ficou mais algum tempo no computador, eu porém, apaguei até a manhã seguinte.

Na quarta-feira acordamos por volta de sete da manhã, tomamos nosso café e pegamos a estrada para São Paulo.

Chegamos na casa sem pressa por volta das três da tarde e fomos montar o nosso acampamento na casa vazia.

Quem tem amigo não morre pagão diz o ditado e é uma verdade. Nossa vizinha a poderosa, vitaminada, absoluta e ligeirinha Elaine fez uma arrumação na casa limpando as dependências, deixando-a cheirosa para a nossa chegada. Obrigado pela ajuda.

Depois do acampamento montado. É meu amigo, montar acampamento para quem não está acostumado não é fácil não.

Imagine você ter que encher um colchão de ar de casal e um de solteiro com uma daquelas bombinhas manuais que depois de alguns movimentos, você tem vontade de chorar de tão pesadas que ficam. Faça isso depois de ter passado quase que o dia todo sentado ao volante.

Por uma graça Divina a Verônica nos convidou para uma pizza na casa dela o que prontamente aceitamos já que onde estávamos não havia mais nada a não ser os cômodos e preparar algo para comer estava completamente fora de cogitação e claro a principal de todas as vontades. A de rever a dupla caminhante e peregrina NERON. Os caras já andaram mais de 1.500 quilômetros a pé pela Europa. É o caminho do Tiago da Costela que sai da Espanha, o que sai de Portugal e sei lá mais de onde. Sei que, deu sopa lá estão os dois de mochila caminhando a pé pela Europa, mas essa história ficará muito mais legal se você pedir para que eles a contarem.

Chegamos na casa deles e fomos recebidos pela Pipoca. Pipoca é como eu chamo a Zara, a cachorrinha bichon frise (essa colei do Google direto) que eles tem e quando a gente chega, ela late e pula sem parar até o Nelson dar uma bronca. Entendeu por que o "Pipoca"?

Verônica veio abrir o portão para nós e assim começamos há matar um pouco as saudades dos que amamos.

Depois da pizza, a "Santa Verônica" nos ofereceu um colchão de espuma que estava sobrando e foi a nossa sorte porque quando chegamos em casa de volta, o colchão de casal havia se esvaziado. Não sei se eu não fechei a válvula direito ou se ele está furado. Sei que estava vazio e assim ficou porque eu o dobrei e coloquei no canto. Foi a nossa sorte. OBRIGADO NERON. Vocês salvaram o nosso dia.

Agora é tentar ter uma boa noite de sono porque amanhã começa a correria.

Mais uma vez nosso muito obrigado aos amigos que nos ajudaram nessa.

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