Bom já que o mundo não acabou
mesmo o negócio é continuarmos tocando a vida e pensar como pagar as loucuras
de final de ano. Algumas feitas porque nessa época isso acontece mesmo, outras
porque contávamos com o fim dos tempos e com a Mega da virada e como nada disso
aconteceu para nós, vamos que vamos.
Nosso final de ano foi muito
legal.
Estamos eu e Dorinha em casa já
nos preparando para o nosso café da noite afinal seria apenas mais um dia e
excluídos os fogos de artifícios e o desespero da Cylla querendo pegar todos os
que explodiam o dia estava normal.
A Cylla fica muito, mas muito
louca mesmo. Fica andando pela casa, pelo quintal latindo com o rabo
balançando. É claro para nós que ela não tem medo ela quer brincar com o
barulho. Ela correu tanto que está dormindo desde ontem. Só levanta para comer, ir ao banheiro e volta para a cama.
Então, estávamos nos preparando
para o nosso café quando os nossos vizinhos apareceram para tomar um chimarrão.
Por sorte ou por inteligência deles, eles trouxeram chimarrão pronto.
Eu abri a casa e fomos para a
varanda da frente. Dorinha que estava deitada demorou um pouco mais para
levantar.
Fizemos algumas rodadas de
chimarrão acompanhadas de uma conversa bem divertida e de queijo colonial.
Ai eles nos convidaram para comermos
a lentinha que Rose havia preparado. Confesso que eu não sou muito fã da
lentinha, mas topamos e por volta das 22h30 fomos, eles e nós para a casa deles
comera lentilha.
Chegou meia noite, os fogos
explodiram em maior número nas casas ao lado, a Cylla mais doida ainda,
correndo de um lado para outro, puxando a guia e nós desejando um feliz 2013
regados a um moscatel da Valmarino.
Depois dessa agitação toda fomos
para a lentilha. Cara, que coisa boa. Eu não sei como a Rose preparou, mas
estava uma delícia, leve, saborosa um verdadeiro espetáculo. Acompanhamos o
prato com um Cabert Sauvignon Rose da Peculiare. O resultado foi que repeti
duas vezes.
A conversa rolou gostosa até umas
duas da manhã quando resolvemos voltar para casa combinados de irmos, no dia
seguinte, a São Chico passear e se o tempo estivesse bom fazermos um churrasco à
beira do lago. Rose adora aquele lugar. A gente também gosta, mas ela é um caso
à parte.
Na manhã seguinte, eu levantei
por volta de 9h e segui o meu ritual matinal. Desarmo o alarme e abro a porta
para a Cylla.
Quando abri percebi que São Chico
seria só para passeio. O tempo estava instável. Havia chovido bastante na
madrugada e o chão ainda estava muito molhado. Enquanto eu esperava a Cylla
voltar do seu passeio pelo quintal para enxuga-la, os vizinhos apareceram na
janela e recombinamos o dia.
Por volta de 10h30 saímos de casa
para um passeio em São Chico. As meninas queriam ir até um local chamado ORÁCULO
DOS ANJOS. Então fomos.
Elas entraram para passear no
lugar e eu e o Wagner ficamos “tomando conta da Cylla” do lado de fora tomando
um chimarrão e falando mal da vida dos outros.
Quando elas saíram, entramos no
carro, demos uma volta pela cidade. Chovia fino e estava tudo fechado na cidade
então voltamos para casa já que a fome começava a dar sinais de viria com
vontade.
Chegamos e eu fui pegar algumas
bebidas em casa para começarmos o churrasco de ano novo.
Wagner, o homem, a lenda, o mito
de Erexim, estava como sempre encarregado de pilotar a churrasqueira e eu de
abastecer de cerveja o copo dele e o meu.
Rose foi preparar sua salada de
batatas que como sempre estava irrepreensível e eu Dorinha e Karen ficamos por
ali cortando alguns petiscos para abrandarmos a fome. Nesse meio tempo chegou
Painho. Calma, ele não é baiano não. Painho é gaucho e é o padrinho da Karen. Eu
não sei o nome dele e como todos o chamam de Painho porque eu seria diferente.
O velhinho é uma figuraça, pra lá
de divertido. Sabe aquele cara de bem com a vida? Ele é um deles. Eu quero
envelhecer assim.
E assim passamos o tempo comemos
nos divertimos e rimos muito. No final, Rose apareceu com mais uma surpresa.
Ela fez um doce de pêssego em calda, daqueles que me fez retornar à infância.
Não me lembro se era a minha avó que fazia ou a Tia Jú, na verdade nem sei se
alguém fazia esse doce, mas ao comê-lo, me senti na casa da minha avó em Mogi das
Cruzes numa daquelas tardes de domingo em que todos os netos dela, meus primos,
nos reuniam. Os adultos iam conversar e os primos, todas as crianças, iam para
o quintal brincar (tempo muito bom esse).
E assim foi a nossa despedida de
2012 e nosso primeiro dia de 2013. Vai ser um ano muito bom para nós e para
todos os que amamos, tenho certeza disso.
Feliz 2013 para todos.
Feliz Ano Novo.
ResponderExcluirMSD
Valeu.
ExcluirOI Caius, td bem? Segundo minha mãe quem fazia o doce de pêssego era a Vó Botyra, ela que costumava fazer esses doces em compota. Bjs. Alessandra .
ResponderExcluirEntão o sentimento estava correto apenas a memória estava confusa. Obrigado pela ajuda.
ExcluirLegal, espero que o resto do ano seja tão bom como o seu começo.
ResponderExcluirbjs
Com vocês por perto e torcendo com certeza o nosso ano será muito mais melhor de bão!
ResponderExcluirBeijos cheio de saudades.
A nossa memória afetiva não falha... E ela nos traz momentos de carinho e afeição. O doce de pêssego em compota da sua avó, a torta de legumes da Tia Ju, a despedida com palmas quando iam embora, você se lembra? Fazem parte da sua infância e de toda nossa família. Obrigada por trazer à memória, com carinho, esses momentos ue compartilhamos. Beijos. Saudade.
ResponderExcluirPuxa. O que dizer?
ExcluirEu é quem te agradeço pelas doces lembranças.
Você conseguiu, me emocionei.
Obrigado.
Meu querido e amado irmao FELIZ ANO NOVO pra ti e Dorinha com muita saúde, zilhoes de alegrias diárias e muitas outras historias pra nos contar!! beijo carinhoso na bochecha....
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