Páginas

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O puxadinho para cobrir o auto


Hoje foi o dia de construirmos o tal do puxadinho que acabou virando uma área coberta bem bacana.
Começou cedo. Rogério chegou por volta de 8h da manhã (Repararam que tudo aqui começa às 8h, para as 11h45, volta às 13h30 e para de novo às 17/18 horas?) e finalmente alguém usou a campainha nova que eu coloquei no portão, além da criançada da rua que já se divertiu tocando e saindo correndo (e quem não fez isso na vida que fique bravo). Claro que o material não tinha chegado ainda, na sequência, chega o super André, o cara que é jardineiro, eletricista, pintor, encanador, colocador de armário e claro mestre de obras em puxadinhos alheios. Os dois começaram a medir o terreno e ai começou uma pequena discórdia sobre centímetro pra cá centímetro pra lá e eu só olhando e pensando, será que vai dar certo.

Em pouco tempo o caminhão com o material chegou, os caras descarregaram e Andre e Rogério já tinham aberto dois buracos no chão para colocar as toras de madeira que apoiariam o telhado, no outro lado ele seria escorado na casa mesmo.

Ai Dorinha acordou e me chamou para tomarmos o café da manhã. Aqui não adianta oferecer café, o pessoal só toma em casa. Não há o hábito, pelo menos entre as pessoas com quem eu convivi de tomarem um cafezinho durante o dia e como eu ainda não tenho o material (cuia, bomba e erva) para o chimarrão os caras ficaram na tanga mesmo, levei uma garrafa de água e dois copos e subi para tomar café.

Quando eu voltei, os caras já tinham colocado as três estacas e estavam começando a cortar a madeira para fazer a armação do telhado e antes do meio dia, os caras já tinham terminado o puxadinho para cobrir o auto.

Claro que ainda não terminou, estamos em Canela. Compramos material errado. Compramos mais caibros e menos guias, na verdade compramos uma guia e uma telha a menos que serão resolvidas na segunda quando o André virá cortar a grama.

A cobertura ficou boa, acabou virando um anexo do porão, porque ela cobre a porta e uma das janelas, além disso, há uma área de quase um metro entre o telhado e o muro da casa ao lado que provavelmente virará um canteiro bacana.

Finalizamos os trabalhos com uma ou duas doses de Vidião. 

A massa com cogumelos frescos


Dorinha estava animada hoje depois da crise que ela teve ontem. Quando eu subi após os rapazes terem ido embora ela já tinha arrumado a área de serviço, a cozinha e estava arrumando a sala e eu fui fazer o almoço.

Olhei para os cogumelos e pensei: O que vou fazer com isso?

Coloquei-os em uma panela com água, azeite, sal e um dente de alho para uma fervura. Aproveitei os bifes que ainda tinham em casa, e cortei-os em tiras. Na outra panela a água estava fervendo para cozinhar a massa. Um talharim numero quatro das massas “DÊ”.

Coloquei a carne numa panela para fritar com cebola e alho e juntei a ela os pedaços de cogumelos, completei com molho de soja e juntei ao macarrão.

Não sei se foi por ter ficado pronto às 14h, mas o prato ficou bem gostoso, comemos de lamber os beiços.

Agora, estamos cada um num sofá olhando o resultado e vendo se criamos coragem para tomarmos um banho e irmos para a cama.

Estamos mortos, de novo.

Quando é que isso vai terminar nos perguntamos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Detran - Terceiro capítulo


O CHEVETTE NO DETRAN

Quase estressou. Se estivéssemos em São Paulo, certamente eu estaria estressado.

Hoje o dia foi suave, quer dizer sem caixas.

Começamos levando Chevette até o DETRAN para fazermos a transferência e ai começou a diversão.
Primeiro foi a falta da cópia para comprovar a mudança de sobrenome da Dorinha. A carteira de habilitação com o nome novo não servia, tem que ser a cópia da certidão de casamento. Perfeitamente, voltei pra casa para pegar o documento enquanto a Dorinha enchia os caras de perguntas sobre a placa preta que ela quer colocar no carro. Ano que vem ele completa 30 anos, mas com corpinho de 15.

E foi por causa desses quase 30 anos que a coisa complicou. O DETRAN de São Paulo tem uma norma para carros muito antigos, eu acho que eles resolveram não cadastrar todos os carros no novo sistema só os mais novos, São Paulo tem muito carro; A saída foi uma linha de corte e dali pra traz está tudo bloqueado e é liberado por demanda. Eu faria isso.

Enfim, pelo jeito só eu como despachante não conseguirei resolver, vou ter que contratar outro.

Depois desse baldão de água fria resolvemos passear, fomos visitar alguns amigos como a turma do Gramado Palace e o povo do Le Jardin. Batemos um papão com o pessoal e matamos as saudades.

Essa época é complicada por aqui porque a cidade está cheia de turistas e o pessoal tem muito trabalho e acaba não sobrando tempo para uma conversa, afinal é o NATAL LUZ e é o Natal deles também, mas já armamos alguns encontros nos dias de folga.  

Fomos almoçar no ITA BRASIL um restaurante por quilo legal, mas um restaurante por quilo. Depois fomos visitar um supermercado. Estamos procurando a água BONAFONT aqui na região, mas parece que não tem e a Dorinha resolveu parar numa loja para ver, mas estávamos cansados por causa da frustração do DETRAN e pelo calor que fez aqui hoje. A visita não foi muito legal, temos que ir lá de novo. “TEMOS” eu disse isso? Vocês devem estar pensando que eu fiquei doido, mas nesse caso é temos mesmo. A loja tem um posto avançado da cervejaria Rasen Beer de Gramado, o que tornou a loja um ponto muito interessante.

Depois disso voltamos para casa e eu comecei a pesquisa de como fazer para transferir o Chevette para Canela.

Falei com um de São Paulo e outro de Gramado, os dois me cobraram o mesmo valor, porém o de Gramado vai fazer uma consulta antes para ver o que é e ai sim a gente toma a decisão, já o de SP pede que eu mande as cópias dos documentos para ele para fazer a liberação. “Ai eu te pergunto pra você?”

Em quem acreditar, no de SP ou no de Gramado?

Comentando com a Dorinha, veio uma ideia melhor. Vamos ligar para o DETRAN de SP e ver como é que fazemos isso.

Foi o que fizemos, uma moça muito simpática me atendeu e com ela, tirei todas as minhas dúvidas de como fazer para transferir o carro para Canela.

A ligação não durou mais do que 10 minutos isso de conversa e pronto. Amanhã tiro a cópia dos documentos, mando para SP e daqui a uns 10 dias úteis o Chevette está liberado para a transferência para Canela. Simples assim. Deve ser por isso que a espécie “despachante” esteja em extinção aqui no interior.

Vocês tem ideia da grana que eu vou me dar de caixinha por essa? Tudo bem que vou repartir com a Dorinha que foi a mentora da ideia, mas a gorjeta vai ser polpuda, ah se vai.

Agora, são quase 19h e em Brasília devem estar terminando mais uma edição de A VOZ DO BRASIL eu vou pegar um filminho para ver na TV.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Terça-feira do terror - primeiro episódio


AS PODEROSAS NOEMI E KELI

Essas duas quando aparecem em casa é o TERROR.

Elas chegam as 13h30 e começam a botar uma pilha em mim e na Dorinha e a gente vai indo, vai indo, e quando olhamos estamos os dois, Dorinha e eu destruídos.

Hoje elas, e ai eu incluo a Dorinha, resolveram arrumar as prateleiras de DVD. São pelo menos 2800 filmes que a Dora tem e todos eles estavam em caixas no porão. Vamos ver se alguém adivinha quem foi que “paleteou” as caixas do porão para a sala. Vocês vão precisar de uma única chance. Quando eu parei de contar eu tinha carregado 10 caixas de DVD mais uma mala a qual me livrei com um belo chute de canhota e ela foi parar no meio do quintal. Tudo bem que eu extravazei, mas foram dois trabalhos, o de chutar a mala e ir busca-la.

Além dos DVDs, sobrou carregar caixa de roupa pra cima, container de plástico para colocar sapato. Pra que precisamos de tanto sapato se só conseguimos usar dois de cada vez e mesmo assim nem todos conseguem.

Era caixa disso pra cá caixa vazia pra lá, por favor, pega isso, aproveita e leva isso que quem decretou feriado hoje fui eu. E se depender do meu estado de agora, vai ser feriadão tipo congresso nacional. Só na terça que vem. Não, terça que vêm elas estão de volta, preciso emendar até quarta pelo menos.

Sem brincadeira, acho que hoje eu desmontei umas 20 caixas que carreguei.

Meu consolo foi no final do dia poder sentar-me na varanda, abrir uma polar geladinha e recitar o segundo mandamento: NÃO PRONUNCIAR SEU NOME EM VÃO. Vocês não tem ideia de como aquela latinha de cerveja desceu acariciando as minhas papilas gustativas, depois aquela sensação de frescor pela garganta. (chega esse texto tá muito sensível para meu gosto). A cerveja estava ótima, pronto.

Mas o porão que agora passa a ser chamado de subsolo, não sei bem porque, porque ele está no nível do terreno, a casa é que está mais alta, mas não estou mais a fim de discutir, está bem mais apresentável o que não muda absolutamente nada já que aquilo é um porão. Deixa pra lá, vou abrir mais uma polar, botar os pés pra cima e chorar de dor.

O fogão à lenha

Ele chegou e está instalado em nossa cozinha. Ele é bonitinho, todo novinho, mas eu me sinto como pai de primeira viagem, não que eu tenha sido pai, eu tive sorte, mas imagino que a sensação deve ser alguma coisa parecida, guardada as proporções.

Você olha para aquilo, aquilo olha pra você, ele não vem com manual de instrução, todo mundo em volta que já teve diz que é ótimo, que você vai gostar e que você pega o jeito fácil, mas você não tem a menor ideia do que fazer.

É assim que eu me sinto. É parecido com ser pai da primeira vez?

Por enquanto ele será um porta coisas meio caro, mas isso há de mudar.


O Detran - segundo capítulo


O DETRAN.

Ontem falei que hoje de manhã iria ao DETRAN ver como fazer para transferir os nossos carros para Canela.

Bom, 7h50 da manhã e me mandei para lá. Os trabalhos aqui começam às 8h e eu moro do outro lado da cidade.

Cheguei por volta das 7h54, tinha um circular na minha frente que me atrasou um pouco. Na fila de atendimento, três pessoas na minha frente.

Oito horas em ponto os funcionários abriram as portas. E novamente eu nem sentei e fui atendido.
Entreguei os documentos que eles haviam me pedido e sentei para esperar. Detalhe tive que tirar outra cópia da carteira de habilitação porque ela tem que ser no tamanho original, maior não serve. Coisas de DETRAN.

Enquanto eu ia tirar a cópia, a moça que me atendeu tratava dos papeis. Quando voltei com a cópia entreguei a ela e ela disse, se o senhor quiser, pode colocar o carro no Box para a vistoria. O relógio da parede marcavam 8h17.

Levei o Jeep para vistoria. Um rapaz muito atencioso tirou o decalque do numero do chassi, bateu umas duas fotos e perguntou: A parte de iluminação está em ordem? Respondi que sim e se ele queria conferir. Não é necessário. A gente percebe o carro pelo estado de conservação. Agradeci e voltei para a recepção. O relógio marcava 8h28.

Ele me chamou às 8h35 com duas folhas na mão. Uma delas era a autorização para a confecção das novas placas com a tarjeta de Canela e a outra eram as taxas para a transferência.

Ele ainda me instruiu-me esperar os documentos chegarem em casa antes de trocar as placas e segundo ele isso deve demorar uma semana mais ou menos.

Passei na loja de placas aonde eu tinha tirado a cópia da habilitação e por R$ 80,00 fiz as novas placas do JEEP que continuam com os mesmos números, mas a tarjeta agora é de Canela.

Por volta de 9h10 eu já estava em casa de volta, tomando um café com a Dorinha. A despesa ficará por volta de R$ 370,00 já com as placas. E como atuei de despachante para mim mesmo, me dei R$ 70,00 como pagamento e mais R$ 30,00 de caixinha por ter sido eficiente. Poderia ter me dado mais, mas ando economizando um pouco.

Amanhã será a vez do Chevette.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A segunda, segunda feira.


Já estamos aqui há quinze dias!

Dia 26.11.12, são 8h e o dia começou bom hoje. Estamos com uma linda manhã com o ar gelado para os meus atuais padrões. O termômetro lá fora marca 10 graus. Tenho certeza que o povo daqui diz que dá pra sair de bermuda na rua, mas, para mim ainda é um pouco além da conta.

A Cylla está aqui no escritório deitada numa almofada dormindo, pela janela eu olho o sol batendo nas árvores lá fora. Putz, o lixo, preciso por o lixo na rua. Aqui eles passam só duas vezes por semana e ninguém sabe qual o horário. A semana que passou, nosso quintal ficou cheio de tanta porcaria.

A varanda da frente da casa está uma delícia, o sol começa a bater esquentando o dia. O céu está naquele azul que a gente só vê no interior, sem nenhuma nuvem no céu. Um verdadeiro espetáculo da natureza

Estou aqui esperando o cara da TV à cabo. Aquele que era para vir na sexta de manhã, depois mudou para sexta à tarde e no final do dia, quando eu liguei pra lá me disseram que ele não tinha vindo porque não conseguiu achar o endereço e não tinha nenhum telefone para contato. Eu pensei em retrucar mas de que iria adiantar, ele não viria mesmo e remarquei para hoje de manhã. Vamos torcer para que ele apareça senão que ligue avisando pelo menos.

Dorinha ainda está dormindo o que faz ela muito bem.

Vocês se lembram de eu ter comentado ontem do novo sumidouro que criamos no quarto dos armários e que as caixas estavam começando a nos pegar agarrando os nossos pés?

Então, atacamos o problema enchendo o quarto de SBP e trancando a porta antes de irmos dormir. Parece ter dado resultado. Não ouvimos nenhum barulho à noite e hoje pela manhã quando entrei no quarto elas, as caixas, estavam todas quietas e nenhuma agarrou meu pé. Será que daria certo com os cogumelos da Elza (perdão mais uma vez se o nome é com “s”)?

Dorinha levantou por volta das 9h e fomos tomar café. Eu, me sentindo muito importante, contei a ela que já havia colocado o lixo na rua e que não perderia mais o caminhão. Ela me olhou com aquela cara e disse: “Mas hoje é segunda, o lixeiro passa às terças”.  Caímos os dois na risada e lá fui eu recolher o lixo. Só falta eu esquecer amanhã.

Por volta das 11h chegaram o pessoal da TV a cabo. Sim, agora temos um pacote de canais à cabo com HD e tudo. Claro que eu fiz o pacote mais simples e vou esperar o pessoal me ligando oferecendo promoções. Se a gente vai direto no que a gente quer, não sobra nada para negociar. “To virando briminha. Gosta du desconto”.

Os caras entendiam menos de TV que eu, imagine. Queriam colocar a antena num lugar da casa que faria a casa virar um unicórnio, depois queriam colocar na moldura do telhado, furando a calha. Ainda bem que eu estava por perto. Sugeri um lugar próximo ao portão lateral a mais ou menos 2 metros de altura. Os caras falaram é, mas acho que aqui não vai ter sinal bom porque está muito baixo.  Falei tudo bem, coloca ai se não der certo a gente acha outro lugar.

Depois foi para passar o cabo até os aparelhos. Os caras queriam fazer um furo no meio da parede para passar o fio. “NEM A PAU JUVENAL”, vamos pensar um pouco e mostrei pra eles um caminho que deixou a instalação belezinha e não fez nada na casa. Aproveitamos os buracos que já existiam.
Ah, o sinal da antena ficou calibrado em 99,9%, um espetáculo (sou ou não sou o cara?) não fosse eles terem terminado às 12h30 e o pessoal poder liberar o sinal somente depois das 13h30 quanto voltariam do intervalo. Eu já estou me acostumando com isso e nem esquentei.
Ai eu fui ajudar a Dorinha que estava empenhada em limpar o “new sumidouro”. Quando cheguei ao quarto ela tinha dado um tapa legal, dava até pra entrar e chegar à janela. Fiquei orgulhoso de ver. Fora isso as máquinas de lavar e secar roupa a toda força, lavando tudo o que aparecia dentro das caixas.
Ainda pegamos mais unas seis caixas no porão e arrumamos. É moçada, tá ficando com a nossa cara. Mas o divertido foi que quando a Dorinha cansou ela fechou a porta do quarto e colocou numa folha grudada “FERIADO”.
Eu olhei e perguntei o que era aquilo e ela respondeu que só abriria a porta novamente no  próximo feriado. Tá ficando espirituosa a menina.

Nesse meio tempo, esquentamos o “soborô dontê” e mandamos pro buxo. Estava bom demais, só não ter que fazer nem buscar já é uma delicia.

Isso já eram umas 14h30 e eu fui testar a nossa nova TV à Cabo da “OI”. Funcionou tudo na boa e por enquanto não há o que reclamar. Tem até aqueles canais de música que a gente gosta.

Terminado a tarde assistindo a um filme O SÓCIO com a Whoopi Goldberg de 1996, muito legalsinho.
Terminou o filme, voltei pra TV e estava passando o TROPA DE ELITE. Dorinha me mandou desligar porque ela não aguenta mais esse filme de tanto que passou na TV, então vim pra cá conversar com vocês.

Daqui a pouco vamos tomar um café e ir pra cama. Hoje a noite está um pouco mais quente que ontem e amanhã é dia de ir ao DETRAN, ver como fazer para transferir a placa dos carros para cá. Não estamos a fim de mandar os carros para SP para licenciar. Vamos ver o que acontece. Depois eu conto essa aventura.

“Olha o cara, já tá fazendo chamada para o próximo episódio.  Tá muito metido esse cara, tá se achando”.

domingo, 25 de novembro de 2012

A primeira visita.


Hoje, domingo 25 de novembro de 2012, recebemos a nossa primeira visita na casa nova.

Vieram almoçar conosco, o Janerson e sua mãe a poderosa Elza (me desculpe se é com “s”).

Fui busca-los na rodoviária de Canela, é que eles são de outra cidade, são de Gramado. O pessoal aqui é muito legal, o Janerson me ligou às 12h20 dizendo que estavam pegando o ônibus e que por volta de 12h45 estariam na rodoviária. Eu como bom paulista que sou, assim que ele ligou sai de casa, apressado, não quero deixar o pessoal esperando, vai que eu pego um trânsito pelo caminho.

AI MALUCO ACORDA. VOCÊ ESTÁ EM CANELA. TRÂNSITO AQUI? VOCÊ BEBEU? TÁ DOIDO. Resultado. Cheguei à rodoviária às 12h23 e fiquei lá, olhando para a plataforma vazia até às 12h45 quando eles chegaram. Será que agora eu aprendo? A adaptação não é fácil, mas nem sempre dolorosa.

Enquanto eu ia até a rodoviária, Dorinha continuava a operação “onde o padre passa”. Explicando: Resolvemos arrumar uma parte da casa, levando para o quarto dos guarda roupas as caixas que estavam espalhadas pela casa e o que temíamos aconteceu. O quarto virou a versão canelense do sumidouro de São Paulo, com um agravante, aqui, as caixas tem personalidade, elas prendem a gente pelo pé quando queremos entrar no quarto. É verdade, Dorinha teve que ir lá um dado momento e tropeçou numa caixa e a mesma coisa aconteceu comigo.

Bom, os convidados chegaram e lá fomos nós mostrar a casa só “onde o padre passa”. Feito isso, chamei todos para a cozinha afinal eu tinha que preparar o almoço.  Os gaúchos estavam desconfiados. Onde já se viu bife em micro ondas? Dava pra ver na cara deles o tamanho da interrogação.

Conversa daqui, Vidião da li, uma Polar para quebrar o gelo, mais um Vidião e mandei o arroz pro fogo. Nada demais, era o arroz integral com grãos feito no óleo de coco. Eles não conheciam e acho que a Elza (me desculpe de novo se for com “s”) gostou.

Preparei os bifes e quando o arroz estava quase pronto, Toquei o bicho no micro ondas. É super difícil. Você limpa bem a carne, tira a gordura e os “neuvos”, coloca num refratário, joga milho se soja em cima, umas cebolas em rodelas, alho picado, coloca papel filme em cima, faz uns furos e coloca no micro ondas. A bem da verdade o bife não frita, ele cozinha no molho, mas eu acho que fica bom. Quem quiser que experimente. Se gostar faça de novo, se não gostar, simplesmente esqueça.

Utilize 57 segundos para cada 100 gramas de carne em potência máxima (preciosismo idiota). Toca lá quatro bifes com um dedo de grossura cada por 7 minutos e pronto, é a mesma coisa.

Com tudo pronto à mesa, resolvi abrir um vinho. Vai que não deu certo, pelo menos o povo enche a cara e vamos que vamos. O vinho foi um merlot 2011 Larentis que combinou bem com a comida.

Demos muita risada com a história da poderosa Elza (desculpe-me se for com “s”) falando sobre o barato que deu nela pintando uma parede. Ela disse que ficou tão “sensível” que parecia que a floresta que tem em volta da casa dela estava chorando. Eu também quero uma viagem dessas pra mim.

No final do almoço, já com a corrida de F1 encerrada, foi uma pena Alonso, mas dessa vez não deu, fomos eu o Janerson para a área e a Dorinha e a Elza (desculpa se for com “s”) para a sala.

Janerson e eu
Tomamos um chimarrão, mas que barbaridade tchê, conversamos e quando percebemos já passavam das 18h. O tempo anda rápido quando estamos bem.

Elza (desculpe se for com “s”) fez uma massagem “Heinquen” (agora sim me lasquei com esse nome, não tenho a menor ideia de como se escreve isso) na Dorinha e ela se sentiu bem.

Cara eu cozinho, eu coloco a louça na máquina e ela ganha a massagem? Precisamos rever os termos desse contrato.

olha quem queria dirigir
Demos uma carona para eles até Gramado, foi bem mais rápido que deixa-los na rodoviária para pegar o “bumba”. No caminho passamos na casa de o Luis e da Renata, um casal muito legal que mora por aqui também e como nós, também são imigrantes, ele pelo menos. “O mininu é du riu”.

Semana que vem vamos à casa da poderosa Elza (não vou pedir mais desculpas) para um almoço feito à base de cogumelos. Meu acho que vai ser a maior viagem cara. Será que eu sentir a floresta chorando?  Loko cara, muito loko.

Nada como a “infernet” para ajudar, achei o nome da massagem é REIKI. Vamos dizer que eu escrevi lá em cima a sonoridade da palavra.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A vida no interior


O besouro louco.

Hoje estava no escritório em casa, com a janela aberta no final da tarde quando de repente um zumbido passou perto do meu ouvido e em seguida se estatelou na parede.

Um besouro suicida entrou pela janela e por um milagre não me acertou, mas da parede ele não se livrou. Quando eu olhei estava ele lá comas pernas viradas pra cima feito um louco. O cara deve ter fumado um monte.

Catei o bichinho e coloquei no parapeito da janela virado para fora. Ele ainda ficou ali alguns segundos e sem mais nem menos saiu voando.

Será que eu vou ter que usar capacete dentro de casa agora?


A sinfonia canina.

Nossa cachorrinha, uma Cocker de 10 anos, está adorando a nova casa. Na área da casa ela olha para um lado, olha para outro, dá uns dois latidos e espera. Pronto é o que basta para começar uma verdadeira sinfonia canina. Ouvimos latidos de todas as formas. O labrador da frente é o primeiro a responder com um latido forte e potente, na sequencia vem um cachorro pequeno umas três casas para frente completamente esganiçado e desesperado. Ao nosso lado há um bando de cocker´s que se revezam na cantoria. Além disso, os vira-latas de plantão fazem questão de dar a sua contribuição. Assim que a canção diminui, a Cylla dá mais dois latidos e vamos todos outra vez. Isso rola todas as tarde por uns três minutos. Até parece que eles estão conversando e contando as aventuras do dia.


Morar no interior é isso.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A cozinha


Finalmente ela está com os armários na parede e pronta para receber as nossas coisas. Acordamos hoje, sexta feira, dispostos a colocarmos a danada em ordem.

Foi uma verdadeira operação de guerra. Caixa pra cá, louça pra lá, pega mesa, coloca cadeira, escolhe o que fica. Isso começou por volta de 8h da manhã e só fomos parar às 15h e mesmo assim ainda tem coisa lá no porão porque ainda temos armários vazios.

Foram detonadas quinze caixas hoje. Vocês tem ideia do que é esse número? Meus pés e pernas tem a noção exata.  O porão começa a ter espaço para se caminhar dentro dele.

Foram pelo menos 20 caminhadas até o porão para pegar caixa, isso sem falar nas pisadas em coco de cachorro no caminho, sim porque ao invés deles fazerem as necessidades num canto, onde ninguém passa não, eles fazem exatamente no meio do caminho, uma beleza.

Dorinha trabalhou bastante hoje colocando as coisas no lugar na cozinha e tem coisa. Amanhã devo fazer o nosso primeiro arroz com bife. Não vejo a hora. Alemão é bacana, a comida é boa e honesta, mas estou com saudades da nossa.

Amanhã vamos pegar o quarto dos guarda roupas antes que se transforme num sumidouro igual àquele que tínhamos em São Paulo.

Nós e o fogão à lenha


Tem gente que tá chamando isso de BBB CANELA. To nem ai, to me divertindo muito escrevendo pra vocês o que está acontecendo com a nossa vida nessa mudança.
Ontem, quarta-feira, praticamente não ficamos em casa e tão pouco em Canela, mas como diria Jack, vamos por partes.
Resolvemos comprar o nosso fogão à lenha e algumas indicações nos levaram a São Chico, como se precisássemos de motivo para ir até lá.
Chegamos à pacata cidade e de cara, Dorinha viu um maluco vendendo umas cadeiras de Bambu que poderiam ficar interessantes na nossa área. Usei o verbo no passado porque o resultado foi esse mesmo, assim como a adjetivo que dei ao vendedor. O cara viu a placa do carro de São Paulo e resolveu enfiar a faca. Ele nos pediu algo em torno de mil e quinhentos reais por cadeira. Falou maluco, perdeu.
Depois fomos à loja do fogão e conversa daqui e conversa dali acabamos comprando um fogão pequeno, mas, com garantia de 10 anos contra ferrugem. Acho que o produto é bom, eu não sei se nós duraremos tudo isso sem ferrugem, mas se o dono da fábrica deu isso de garantia acho que dá para encarar.
O equipamento deve ser entregue semana que vem e apesar de eu não saber muito bem o que fazer com um fogão à lenha era um sonho nosso então tá valendo.
Depois fomos ver uma lareira. Aqui tem que ter lareira porque o inverno é rigoroso, dizem os vendedores de lareira.  Tá, vamos lá ver então. Fomos a umas duas lojas e mesmo no verão os caras estão com preços de arrepiar a espinha, resultado, vamos ver se o nosso aquecedor a gás segura o inverno. Se ele aguentar nem a pau que eu compro lareira, dá um trabalho lascado limpar, ascender, pegar lenha, tirar lenha, muito trabalho. Já me bastam as caixas, malditas caixas multiplicantes.
Depois à noite, assistimos aos jogos  do Brasil e Argentina. Sim digo jogos porque o sinal da  TV aqui pega alguns fantasmas. Mas segundo  me disseram amanhã de manhã eles vêm instalar a TV por assinatura, ai poderei assistir ao jogo.
E assim passamos a nossa quarta-feira.
A quinta foi mais produtiva em termos de organização.
Logo pela manhã veio o cara dos armários da cozinha, finalmente, e colocamos os armários no lugar. Como o cara demorou dois dias para aparecer, falei que ele ia ter que fazer um pouco mais do que havíamos combinado e ele pregou também os armários da área de serviço e finalmente nossa cozinha está montada. Isso quer dizer que amanhã pelo menos unas 10 caixas deixarão de existir. Estamos vencendo.
Hoje ralei feito gente grande. Carregando armário depois fazendo a elétrica para ligar o micro ondas e forno elétrico, limpando a bagunça e Dorinha junto comigo. Acho que hoje vamos dormir como anjos.
Hoje em Canela estão fazendo uns 30 graus. Se para nós que estamos acostumados a essas temperaturas está complicado, imagine para o canelense que está acostumado a temperaturas mais baixas. Os caras estão derretendo pelas ruas.
O bom é que com o final do dia sempre vem uma brisa mais fresca e dormir fica mais sossegado, mas o povo está sofrendo por aqui.
Hoje escrevi estas linhas sentado na área (varanda) de casa, tomando uma cerveja e comendo um queijo colonial. Tito, essa é pra você. Morra de inveja de novo.
Quem sabe mais tarde, se eu ainda estiver com alguma condição, eu volte, senão amanhã estamos por aqui.
Abraços

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Procurando o tabelionato


Essa foi bem divertida. Canela é uma cidade muito grande. Se você fizer um esforço muito grande ou tiver um GPS é capaz de se perder aqui, caso contrário eu não acredito. É verdade, GPS aqui não serve pra quase nada. Não tem TV digital aqui, os mapas são adiantados demais para a região. Algumas estradas marcadas como asfaltadas ainda são de chão batido, mas vamos ao acontecimento.

Precisávamos eu e a Dorinha, reconhecer firma em um documento então lá fomos nós, procurar o tabelionato. Já havíamos passado na frente dele e eu tinha certeza que ele era perto de casa.

Saímos de carro passamos por uma, duas, três, quatro ruas, e nada, ficamos rodando pelo bairro, a Dorinha dizendo, pergunta aonde é e eu claro, não, eu sei que fica por aqui, já passamos em frente.

Lá pelas tantas resolvi passar na rua atrás da minha casa só que um quarteirão mais perto de casa e não é que o danado estava lá, no meio da quadra, escondido em baixo de uma pousada?

Não falei que eu sabia aonde era, disse eu para Dorinha que só me olhou com aquele olhar de comer o fígado.

Chegamos, pegamos, pegamos a senha, o rapaz nos chamou e daí eu percebi que havia deixado meus documentos em casa. Toca lá o anta sair correndo para pegar os documentos. Por sorte agora eu sabia ir direto sem dar tanta volta.

O tabelionato era tão longe de casa que deu tempo de eu ir e voltar e a Dorinha ainda estar em atendimento.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O Detran - primeiro capítulo


A primeira foi que depois daquelas notícias sobre os despachantes de Canela, resolvi ir ao DETRAN ver o que poderia ser feito.

Olha que bacana, o DETRAN é praticamente do outro lado da cidade e como abre as 08h da manhã, sai de casa 7h45 e cheguei à porta às 7h58. Tito morra de inveja.

Como eu cheguei tarde, era o quarto da fila e já estava “piscologicamente” preparado para uma espera. Fiquei frustrado, me atenderam em 5 minutos.

Expliquei a minha situação para a funcionária e ela me disse que bastava eu trazer os documentos que estavam na lista que ela me deu e pronto, a transferência seria feita sem problemas.

E o “anta” aqui querendo pagar despachante pra resolver. Preciso entender de uma vez por todas que não estou mais em São Paulo. Aqui as coisas ainda funcionam, eu acho.

A segunda boa surpresa foram as SUPERPODEROSAS Noemi e Keli. Uma dupla “xenxaxional” que o Flávio, aquele louco do alarme, nos indicou para dar um tapa na casa.

As meninas deram um jeito na coisa que fiquei impressionado. Chegaram aqui às 14h e às 18h estavam de saída com a casa limpa e a sala arrumada. Um espetáculo.

Quero só ver quando eu abrir a porta do inferno do porão, ai veremos do que são feitas.

O cara que vinha colocar os móveis da cozinha ainda não apareceu, arrumamos outro que só pode na quinta e assim nós vamos indo.

Hoje terminei de montar o sofá da sala no qual eu havia feito uma bela bobagem na montagem anterior e com a ajuda da Noemi, detonamos mais oito caixas. 

Estamos arrepiando, mortos de cansaço, mas estamos pondo pra derreter. Dorinha nem quis jantar, foi pra cama feito zumbi e eu mesmo nem sei com ainda estou aqui zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz zzzzzzzzzzzzzzzzzz (desculpem)zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.

Acho melhor deixar para amanhã.

Beijo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Segundona puxada


Aqui não tem ponte de Consciência Negra porque dia 20 não é feriado.

Então fui colocar a lista de pendências em ordem:
Comprar, (eta verbo que não me larga) mangueira para o fogão, válvula de gás, cabide de banheiro, brigar com a empresa de TV que não veio no sábado como prometido, comprar a lâmpada do forno do fogão (acreditem, eles te vendem um fogão 110/220, mas no forno a lâmpada é 110, legal NE?); a bateria do telefone sem fio (essa eu conto depois), receber o pessoal do alarme para terminar o trabalho e pegar o que deixaram por aqui, e levar o Chevette para lavar.

Bom o dia começou por volta de 9h, não adianta ir antes que está tudo fechado e como eu moro a uns três minutos do centro, não havia pressa.

Larguei o carro para lavar no “Kaspinha”, isso lá é nome de lava rápido, mas vamos que vamos, é tudo novidade para experimentar, o que eu tinha levado o Jeep não me agradou. Os caras passaram a tarde toda ouvindo rádio com o ventilador ligado e depois tiveram a cara de pau de dizer que a bateria do carro não estava boa. Tá sei. Não conheço minhas crianças, enfim vamos ver o que o “Kaspinha” apronta.

Enquanto o carro lavava eu fui esganar a menina da TV por assinatura e quase o fiz mesmo. A desculpa é a mesma de todos, “deu um problema no nosso sistema”, e custava pegar o telefone e me ligar dizendo que não iriam assim eu não ficaria o sábado ansioso esperando (como se eu tivesse ficado mesmo, mas ela não precisava saber).

Depois fui à loja do NAGIBE. “Briminha bende material du construção bra todo o cidade do Canela”. Lá comprei o que precisava para instalar o fogão. Sim, agora poderemos fazer a nossa comida e largar um pouco o bar dos Alemão.

Na loja de bateria, pedi uma para substituir a do meu telefone. Os caras levaram o meu aparelho e voltaram com uma conversa de que estava tudo certo e que eu precisava deixar o telefone carregando por 10 horas. Até ai tudo bem. Quando cheguei em casa, toquei o bichinho para carregar e pronto.
Quando voltei ao Kaspinha, o carro estava quase pronto e cheio de olho grande em cima com aquela conversa do “nossa, tá inteirinho não é?” ou, “que ano é sempre foi do senhor?”, até que veio a que eu mais gosto, “Se o senhor fosse vender, por quanto venderia?”.

A resposta é a clássica: Venderia por R$ 28.500,00 (sempre gostei de número quebrado, da mais credibilidade) e ai o cara retruca. “Puxa, então o senhor não quer vender”. E eu concluo, entendeu agora.

O trabalho deles foi bom. O carro ficou muito bem limpo, e quando cheguei o rádio estava desligado. Virei cliente.

Cheguei em casa e o pessoal do Alarme estava no portão, resolveram as coisas testamos o alarme, cara que sirene barulhenta.

Vocês se lembram de que eu coloquei o telefone para carregar quando cheguei em casa. Então, lá pelas 5 da tarde eu fui ver como é que ele estava. O danado estava apagado, desligado sem carregar nada.
Abri e vi que os caras colocaram outra bateria, mas como ela não tinha o mesmo encaixe que a minha, simplesmente cortaram o encaixe e fizeram aquele servicinho bonito. Amanhã vou lá buscar meu dinheiro de volta. Foram 20 pilas (pilas=reais) naquela bateria meia boca que não funciona.

Mais uma bacana. No meio da tarde fui procurar um despachante de automóvel para transferir as placas do meu carro aqui para Canela. O cara na maior cara lisa me disse que eu tinha que pedir do desbloqueio para ai ele pedir a transferência.

Falei, mas meu amigo estou pagando para você fazer isso. Se eu tiver que fazer pra que preciso de você?

É que nós aqui não fazemos, dá muito trabalho e incomodação.  É melhor o senhor procurar um despachante em São Paulo para pedir o desbloqueio.

Sim mas é isso que eu quero de você. Levar o carro no Detran para fazer vistoria e pagar as taxas no banco eu posso fazer sozinho.

Resultado. Vou ter que procurar outro despachante para resolver isso, talvez até um de São Paulo mesmo, e se alguém conhecer um que faça o trabalho e não me esfole me indique, por favor.

Essa do despachante que não quer problema é ótima. Assim até eu quero.

Quanto às caixas tomamos uma sábia decisão. Vamos dar um tapa na casa e levar para o porão tudo o que não se encaixar nesse momento e ai, a gente tranca a porta e deixa elas se matarem lá em baixo, sem comida e sem ar, quem sabe assim elas diminuem.

Não falei dos móveis da cozinha porque o bacana que ia instalar não apareceu. Imaginem se estou feliz com ele?

sábado, 17 de novembro de 2012

Domingão, dia de folga e medo de cachorrão



Domingão começou suave. Sol gostoso, dia claro, céu limpo, de um azul como só se vê por aqui.
Resolvi fazer uma caminhada com a Cylla. Saímos pela nossa rua, a minha vontade era de dar a volta no quarteirão.

No meio do caminho, estava ela cheirando tudo o que tinha pela frente, se vocês acham que nós estamos no paraíso, imagine ela que agora tem grama pra cheirar e não mais a poeira que está no ar então, voltando ao passeio, estava ela toda distraída próxima a uma cerca quando do meio dos arbustos, surgem dois labradores brancos lindos, mas que quase a mataram de susto.  Só não foi pior porque havia uma cerca separando-os.

Ela ficou parada olhando pra eles uns dez segundos até que um deles latiu, ai ela se virou para mim e juro, que se eu fosse o Dr. Dolitlle teria a ouvido implorar para voltarmos para casa.

Resultado o passeio acabou ali mesmo. Ela começou a me puxar de volta para casa e só acalmou quando passamos do portão.

Amanhã vou tentar outra vez, mas pelo outro lado da rua.

Hoje almoçamos fora, na varanda dos fundos. Churrasco, polenta frita e cerveja. De sobremesa sagu com creme. Um espetáculo.

Hoje não pegamos nenhuma caixa, mas montamos a mesa da cozinha. É pessoal isso aqui tá começando a virar uma casa. Esperem mais um pouco para ver.

Amanhã, se tudo der certo, vamos montar os móveis da cozinha.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mais um dia corrido


Hoje, 16 de novembro, foi um dia corrido.

Começou às 5h da manhã quando sai para pegar o ônibus para Porto Alegre. Nosso Chevette finalmente havia chegado em Porto Alegre depois de 10 dias.

Dorinha que não é nada boba me desejou boa viagem virou para o lado e continuou dormindo, a Cylla também deu uma olhadela, mas nem se movimentou, pensei quem mandou inventar essa coisa de pegar o carro em Porto Alegre, bem feito tonto.

Estava frio e como as nossas roupas estão lá no porão numa caixa provavelmente escrito “cozinha”, o que eu tinha para vestir era uma camiseta, uma camisa jeans e uma malha leve que coloquei e pensei, vou numa caminhada rápida e na rodoviária se ainda estiver com frio, tomo um café e lá me fui numa caminhada de quase 1 km para chegar até a rodoviária.

Pode se falar que o por do sol é lindo, mas não há nada como um raiar de dia. A passagem do brilho das estrelas para o azul da manhã é sempre uma agradável sensação. Completamente diferente do ventinho chato que insistia em passar pela malha, a camisa, a camiseta e me deixar gelado.

Chegando à rodoviária fiquei por apenas um segundo satisfeito até descobrir que ela ainda não havia aberto e que aquele café que eu tanto queria, ia ficar no “querias”.

Passagem comprada, andando de um lado para outro, o ventinho estava me cansando, fiquei feliz quando o ônibus encostou na plataforma. Tratei de entrar me sentar e tentar me aquecer. Assim que partimos um arzinho quente começou a circular pelo salão o que me embalou num sono consolador.

Em Porto Alegre, duas horas e meia depois, os caras andam devagar mesmo, a primeira coisa foi pedir uma taça com leite e um pão com manteiga. Tecla SAP (taça com leite é o velho e com pingado e o pão com manteiga é o bom pão com margarina mesmo).

Peguei um taxi e fiz cara de que conhecia o lugar que queria ir e passei o endereço. O teatro durou até a segunda pergunta do motorista, quando ele perguntou algo do tipo “mas a esquerda ou à direita?” pronto, lá se foi minha apresentação pra casa do Papai Noel.

Chegando onde estava o Chevette, fiz a vistoria, assinei o recibo de entrega e voltei para Canela. Chegamos por volta do meio dia.

Tiramos o que estava dentro do carro, tinha coisa lá, mas nada que não sabíamos.  Minha Sogra finalmente saiu do porta malas e foi para o jardim junto com o Zéca Veira e o Sapo Saposo. Calma pessoal, Minha Sogra é o nome de uma estátua de bruxa que temos.

Depois disso fui buscar um arroz com feijão e carne no “Bar dos Alemão”, o nome é esse mesmo, quando chegou o cara do alarme da casa. Ele é legal, mas parece que ele é o alarme, porque fala alto e rápido, o cara é o estresse em pessoa, na sequencia veio o serralheiro arrumar o portão e quando olhei no relógio já eram cinco da tarde.

Depois disso ainda resolvi montar os dois sofás da sala que estavam desmontados. Ideia de jerico. Aquilo pesa mais que consciência de mãe quando dá uma bronca errada.  Fui terminar a montagem às nove da noite.

Agora é um banho, um leitinho quente e “BONA NOTE CINDERELA” que amanhã às 8h o cara do alarme está de volta para instalar o sistema.

Quase esqueci. Na guerra contra as caixas auto multiplicantes, Dorinha detonou mais 10 hoje. A garota tá terrível.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A máquina de lavar, sua irmã a se secar e o tanque


O dia começou animado, eu disposto depois de mais uma noite de puro desmaio. Eram 6h30 quando sai da cama, na noite anterior, a última vez que olhei para o relógio não eram 22h. Estamos sem TV e como fazer amor seria bem complicado dado o estado de exaustão dos dois, o jeito é dormir cedo e antes da cachorra, porque ela tá roncando mais do que eu.

Bom, voltando para as seis e meia da manhã, Eu estava animado, tomei meu banho e vamos para a labuta das caixas. Uma caixa daqui, outra dali e às 8h Dorinha levantou e fomos tomar café.

Sobre as caixas, eu tenho a nítida impressão que elas estão se multiplicando à noite quando vamos dormir. Sei lá, criação de caixas. A gente desmancha, desmancha caixas e quando a gente olha pra casa, parece que nada mudou. Elas estão se reproduzindo, não é possível.

De volta ao café, estava chovendo e levemente “fresco” com os termômetros na casa dos 10 graus. “Daí” (este termo se usa muito aqui, mas nos finais de frase, algo como o “falou” ai em S.Paulo) resolvemos tomar café na cozinha mesmo.

Dorinha disse que estava precisando lavar umas roupas, porque a montanha já estava ficando grande e ela tinha medo de que a roupa suja se rebelasse e nos fizesse prisioneiros.

Lá fui eu avaliar a possibilidade de eu mesmo instalar as máquinas de lavar e secar roupas. Sim tinham que ser as duas porque uma não adianta nada sem a outra.

Primeiro problema detectado – A CASA NÃO TEM TANQUE DE LAVAR ROUPAS – Acreditem, mas não é só a pia da cozinha que o povo aqui carrega, o tanque de lavar roupas é um item que eles não deixam para traz. Este problema gera outros inevitáveis. De onde virá a água para a máquina e para aonde irá a água utilizada pela máquina? Foi neste momento que o velho e bom espírito do Vô Chico, baixou (Vô Chico era o meu avô que era um faz tudo).

Sai para uma loja de material de construção que acabaram sendo duas ou três porque aqui cada uma tem uma coisa que você precisa (imaginem isso em São Paulo) e comprei 1,10m de cano de esgoto, dois cotovelos, um adaptador, uma abraçadeira, serra, cola, uma tomada dupla, dois plugues de tomada e passei a tarde toda instalando as máquinas.

Com o cano de esgoto fiz uma saída de água para a máquina e prendi na parede com a abraçadeira, levando a água até um ralo, depois foi pegar uma saída de água que servia um aquecedor, que também levaram, para fazer o abastecimento da máquina de lavar, troquei a tomada e os plugues das máquinas e pronto, TEMOS ROUPA LIMPA E SECA.

E o tanque?

Antes que alguém pergunte, não o colocamos afinal ele só serviria para estragar as unhas da Dorinha e isso, eu não quero.

Achando as coisas.


Vocês se lembram de quando no início dessa nossa jornada eu comentei do “empacotador maluco” que pegava tudo que via pela frente e colocava dentro de caixas?

Então, hoje descobrimos que ele era maluco mesmo e além de empacotar tudo o que via pela frente, não tinha o menor discernimento para montar as caixas.

Hoje, num ato de bravura indômita, eu e a Dorinha nos atrevemos a abrir as portas do inferno. Fomos ao porão.

CRÉÉÉÉÉÉÉDO, aquilo estava um filme de terror. Aquele monte de caixas, todas olhando e rindo de você, te desafiando no “vem, vem me desmanchar se és valente, vem!” Mas mesmo assim metemos as caras e foi ai que descobrimos as loucuras do empacotador maluco.

Vimos um monte de caixas escritas roupa com cabide e dentro da caixa havia uma roupa no cabide e um monte de outras coisas que nem nós sabíamos que tínhamos. Às vezes eu fico pensando se eles não deixaram mais coisas do que tínhamos.

Dorinha super animada (a história do tanque rendeu) começou a abrir as caixas e a cada abertura uma surpresa, parecia plantação de kinder-ovo, até que chegamos em uma que estava escrito “diversos cozinha”.  Paramos e nos olhamos com cara de conteúdo.

Hora, se ele escrevia nas caixas “roupa de cabide” e a única coisa que não tinha era o que estava escrito, o que será que estava dentro de uma caixa escrito “DIVERSOS COZINHA”?

Foram alguns segundos de indecisão e espanto até que Dorinha meteu o estilete na fita adesiva e abriu a caixa DIVERSOS COZINHA.

Qual não foi a nossa surpresa quando nos deparamos realmente com coisas diversas da cozinha.

Deve ter sido um momento de crise do empacotador maluco não sei, mas o mais importante é que nessa caixa estavam os remédios da Dorinha.

Quase esqueci, também achamos os sapatos que ela espera utilizar na viagem para cá. Não lembro em que caixa estava, mas com certeza era alguma coisa do tipo “roupa do quarto”.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Chegamos em casa


Pessoal,

Estamos em casa.

Ainda tem um monte de coisas para colocar no lugar, mas já estamos instalados.

Obrigado a vocês pela torcida e pelo carinho.

A mudança e a viagem foram muito puxadas.

O pessoal carregou o caminhão na segunda mesmo e vieram embora.

Detalhe – Os caras foram tão rápidos que empacotaram os remédios da Dora e o Tênis que ela ia viajar. Por sorte eu lembrei e tirei da mão do cara a sacola de reserva de remédios dela e é isso que tem  segurado a onda desde segunda. Ainda não achamos os remédios.

Quanto ao tênis, ela veio de havaianas mesmo e só hoje, domingo, achou uma coisa diferente para calçar.

Os caras empacotaram tão rápido que vieram coisas que  a gente não ia trazer, como batedeira e liquidificador (isso vai ficar guardado e quando formos a SP de carro levamos de volta). Se a Cylla estivesse em casa acho que eles colocavam ela numa caixa e mandavam de caminhão.

A empresa que vai trazer o Chevette não veio busca-lo na segunda, então tivemos que esperar até as 10h de terça para que eles o pegassem daí até sairmos de S.Paulo já eram por volta de 14h30.

A ideia inicial era de dormirmos em Curitiba, porque a mudança seria entregue na sexta dia 09 por conta do atraso na retirada do carro, porém não achamos nenhum hotel com vaga que aceitasse cachorro resultado, nos mandamos para Lages onde havíamos feito uma reserva para o dia seguinte. 

 Por sorte conseguimos antecipar e ai, lá pelas 2h30 da manhã, estávamos entrando no quarto, completamente destruídos.

No dia seguinte, saímos de Lages por volta das 11h, resolvemos seguir o GPS para ver se ele nos indicava um caminho mais curto. Resultado, andamos 35 km a mais do que se tivéssemos vindo pelo caminho tradicional, adoro aquela coisinha......  Apesar disso chegamos em Canela às 16h00. A estrada estava muito boa.

Pegamos as chaves e viemos para a casa, entramos  olhamos um para o outro e decidimos: VAMOS PARA UMA POUSADA. Era quarta feira a tarde e o caminhão só chegaria na sexta.

Ai toca achar uma que aceitasse cachorro e tivesse vaga. Fomos numa bem perto aqui de casa mas estava sem vaga, estamos na época do Natal Luz. A cidade ferve, por sorte ele ligou para outra que tinha vaga e lá fomos nós, passar por turistas uma última vez antes de nos mudarmos.

A pousada é bem legal, o nome dela é POUSADA RUPENTHAL.

Ai passamos um dia e meio só vendo coisinhas, como a pia da cozinha, lâmpadas, jardineiro, telefone, etc.

Na sexta chegamos em casa as 8 da manhã e o caminhão já estava com as portas abertas e os caras descarregando.

Eles ficaram aqui até as 20h, descarregando e montando os móveis. Gente, eu carreguei caixa.

Depois disso eles foram embora, entramos em casa, tomamos um banho e nos atiramos na cama.

A casa nos acolheu muito bem, ela é aconchegante e protetora, estamos nos sentindo seguros aqui. 

Parece que ela gosta da gente.

Depois que limpamos o quintal dos fundos, descobrimos um pomar com várias árvores frutíferas e todas, dados frutos.

Além do pomar, duas árvores grandes dão uma sombra deliciosa até umas 16 horas.

É muito gostoso acordar com o galo cantando e com os passarinhos.

Se alguém quiser aparecer na ponte dos dias 15 e 20 de novembro será bem vindo mas já aviso, vai ajudar na mudança. Tem muita caixa ainda para desmanchar.

Vídeo da mudança: A mudança