Aqui não tem ponte de Consciência
Negra porque dia 20 não é feriado.
Então fui colocar a lista de
pendências em ordem:
Comprar, (eta verbo que não me
larga) mangueira para o fogão, válvula de gás, cabide de banheiro, brigar com a
empresa de TV que não veio no sábado como prometido, comprar a lâmpada do forno
do fogão (acreditem, eles te vendem um fogão 110/220, mas no forno a lâmpada é
110, legal NE?); a bateria do telefone sem fio (essa eu conto depois), receber
o pessoal do alarme para terminar o trabalho e pegar o que deixaram por aqui, e
levar o Chevette para lavar.
Bom o dia começou por volta de
9h, não adianta ir antes que está tudo fechado e como eu moro a uns três
minutos do centro, não havia pressa.
Larguei o carro para lavar no
“Kaspinha”, isso lá é nome de lava rápido, mas vamos que vamos, é tudo novidade
para experimentar, o que eu tinha levado o Jeep não me agradou. Os caras
passaram a tarde toda ouvindo rádio com o ventilador ligado e depois tiveram a
cara de pau de dizer que a bateria do carro não estava boa. Tá sei. Não conheço
minhas crianças, enfim vamos ver o que o “Kaspinha” apronta.
Enquanto o carro lavava eu fui
esganar a menina da TV por assinatura e quase o fiz mesmo. A desculpa é a mesma
de todos, “deu um problema no nosso sistema”, e custava pegar o telefone e me
ligar dizendo que não iriam assim eu não ficaria o sábado ansioso esperando
(como se eu tivesse ficado mesmo, mas ela não precisava saber).
Depois fui à loja do NAGIBE.
“Briminha bende material du construção bra todo o cidade do Canela”. Lá comprei
o que precisava para instalar o fogão. Sim, agora poderemos fazer a nossa
comida e largar um pouco o bar dos Alemão.
Na loja de bateria, pedi uma para
substituir a do meu telefone. Os caras levaram o meu aparelho e voltaram com
uma conversa de que estava tudo certo e que eu precisava deixar o telefone
carregando por 10 horas. Até ai tudo bem. Quando cheguei em casa, toquei o
bichinho para carregar e pronto.
Quando voltei ao Kaspinha, o
carro estava quase pronto e cheio de olho grande em cima com aquela conversa do
“nossa, tá inteirinho não é?” ou, “que ano é sempre foi do senhor?”, até que
veio a que eu mais gosto, “Se o senhor fosse vender, por quanto venderia?”.
A resposta é a clássica: Venderia
por R$ 28.500,00 (sempre gostei de número quebrado, da mais credibilidade) e ai
o cara retruca. “Puxa, então o senhor não quer vender”. E eu concluo, entendeu
agora.
O trabalho deles foi bom. O carro
ficou muito bem limpo, e quando cheguei o rádio estava desligado. Virei
cliente.
Cheguei em casa e o pessoal do
Alarme estava no portão, resolveram as coisas testamos o alarme, cara que
sirene barulhenta.
Vocês se lembram de que eu
coloquei o telefone para carregar quando cheguei em casa. Então, lá pelas 5 da
tarde eu fui ver como é que ele estava. O danado estava apagado, desligado sem
carregar nada.
Abri e vi que os caras colocaram
outra bateria, mas como ela não tinha o mesmo encaixe que a minha, simplesmente
cortaram o encaixe e fizeram aquele servicinho bonito. Amanhã vou lá buscar meu
dinheiro de volta. Foram 20 pilas (pilas=reais) naquela bateria meia boca que
não funciona.
Mais uma bacana. No meio da tarde
fui procurar um despachante de automóvel para transferir as placas do meu carro
aqui para Canela. O cara na maior cara lisa me disse que eu tinha que pedir do
desbloqueio para ai ele pedir a transferência.
Falei, mas meu amigo estou
pagando para você fazer isso. Se eu tiver que fazer pra que preciso de você?
É que nós aqui não fazemos, dá
muito trabalho e incomodação. É melhor o
senhor procurar um despachante em São Paulo para pedir o desbloqueio.
Sim mas é isso que eu quero de
você. Levar o carro no Detran para fazer vistoria e pagar as taxas no banco eu
posso fazer sozinho.
Resultado. Vou ter que procurar
outro despachante para resolver isso, talvez até um de São Paulo mesmo, e se
alguém conhecer um que faça o trabalho e não me esfole me indique, por favor.
Essa do despachante que não quer
problema é ótima. Assim até eu quero.
Quanto às caixas tomamos uma
sábia decisão. Vamos dar um tapa na casa e levar para o porão tudo o que não se
encaixar nesse momento e ai, a gente tranca a porta e deixa elas se matarem lá
em baixo, sem comida e sem ar, quem sabe assim elas diminuem.
Não falei dos móveis da cozinha
porque o bacana que ia instalar não apareceu. Imaginem se estou feliz com ele?