Hoje, 16 de novembro, foi um dia corrido.
Começou às 5h da manhã quando sai
para pegar o ônibus para Porto Alegre. Nosso Chevette finalmente havia chegado
em Porto Alegre depois de 10 dias.
Dorinha que não é nada boba me
desejou boa viagem virou para o lado e continuou dormindo, a Cylla também deu
uma olhadela, mas nem se movimentou, pensei quem mandou inventar essa coisa de
pegar o carro em Porto Alegre, bem feito tonto.
Estava frio e como as nossas
roupas estão lá no porão numa caixa provavelmente escrito “cozinha”, o que eu
tinha para vestir era uma camiseta, uma camisa jeans e uma malha leve que
coloquei e pensei, vou numa caminhada rápida e na rodoviária se ainda estiver
com frio, tomo um café e lá me fui numa caminhada de quase 1 km para chegar até
a rodoviária.
Pode se falar que o por do sol é
lindo, mas não há nada como um raiar de dia. A passagem do brilho das estrelas
para o azul da manhã é sempre uma agradável sensação. Completamente diferente
do ventinho chato que insistia em passar pela malha, a camisa, a camiseta e me
deixar gelado.
Chegando à rodoviária fiquei por
apenas um segundo satisfeito até descobrir que ela ainda não havia aberto e que
aquele café que eu tanto queria, ia ficar no “querias”.
Passagem comprada, andando de um
lado para outro, o ventinho estava me cansando, fiquei feliz quando o ônibus
encostou na plataforma. Tratei de entrar me sentar e tentar me aquecer. Assim
que partimos um arzinho quente começou a circular pelo salão o que me embalou num
sono consolador.
Em Porto Alegre, duas horas e meia depois, os
caras andam devagar mesmo, a primeira coisa foi pedir uma taça com leite e um
pão com manteiga. Tecla SAP (taça com leite é o velho e com pingado e o pão com
manteiga é o bom pão com margarina mesmo).
Peguei um taxi e fiz cara de que
conhecia o lugar que queria ir e passei o endereço. O teatro durou até a
segunda pergunta do motorista, quando ele perguntou algo do tipo “mas a
esquerda ou à direita?” pronto, lá se foi minha apresentação pra casa do Papai Noel.
Chegando onde estava o Chevette,
fiz a vistoria, assinei o recibo de entrega e voltei para Canela. Chegamos por
volta do meio dia.
Tiramos o que estava dentro do
carro, tinha coisa lá, mas nada que não sabíamos. Minha Sogra finalmente saiu do porta malas e
foi para o jardim junto com o Zéca Veira e o Sapo Saposo. Calma pessoal, Minha Sogra é o nome de
uma estátua de bruxa que temos.
Depois disso fui buscar um arroz
com feijão e carne no “Bar dos Alemão”, o nome é esse mesmo, quando chegou o
cara do alarme da casa. Ele é legal, mas parece que ele é o alarme, porque fala
alto e rápido, o cara é o estresse em pessoa, na sequencia veio o serralheiro
arrumar o portão e quando olhei no relógio já eram cinco da tarde.
Depois disso ainda resolvi montar
os dois sofás da sala que estavam desmontados. Ideia de jerico. Aquilo pesa
mais que consciência de mãe quando dá uma bronca errada. Fui terminar a montagem às nove da noite.
Agora é um banho, um leitinho
quente e “BONA NOTE CINDERELA” que amanhã às 8h o cara do alarme está de volta
para instalar o sistema.
Quase esqueci. Na guerra contra
as caixas auto multiplicantes, Dorinha detonou mais 10 hoje. A garota tá
terrível.
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