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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Segundona puxada


Aqui não tem ponte de Consciência Negra porque dia 20 não é feriado.

Então fui colocar a lista de pendências em ordem:
Comprar, (eta verbo que não me larga) mangueira para o fogão, válvula de gás, cabide de banheiro, brigar com a empresa de TV que não veio no sábado como prometido, comprar a lâmpada do forno do fogão (acreditem, eles te vendem um fogão 110/220, mas no forno a lâmpada é 110, legal NE?); a bateria do telefone sem fio (essa eu conto depois), receber o pessoal do alarme para terminar o trabalho e pegar o que deixaram por aqui, e levar o Chevette para lavar.

Bom o dia começou por volta de 9h, não adianta ir antes que está tudo fechado e como eu moro a uns três minutos do centro, não havia pressa.

Larguei o carro para lavar no “Kaspinha”, isso lá é nome de lava rápido, mas vamos que vamos, é tudo novidade para experimentar, o que eu tinha levado o Jeep não me agradou. Os caras passaram a tarde toda ouvindo rádio com o ventilador ligado e depois tiveram a cara de pau de dizer que a bateria do carro não estava boa. Tá sei. Não conheço minhas crianças, enfim vamos ver o que o “Kaspinha” apronta.

Enquanto o carro lavava eu fui esganar a menina da TV por assinatura e quase o fiz mesmo. A desculpa é a mesma de todos, “deu um problema no nosso sistema”, e custava pegar o telefone e me ligar dizendo que não iriam assim eu não ficaria o sábado ansioso esperando (como se eu tivesse ficado mesmo, mas ela não precisava saber).

Depois fui à loja do NAGIBE. “Briminha bende material du construção bra todo o cidade do Canela”. Lá comprei o que precisava para instalar o fogão. Sim, agora poderemos fazer a nossa comida e largar um pouco o bar dos Alemão.

Na loja de bateria, pedi uma para substituir a do meu telefone. Os caras levaram o meu aparelho e voltaram com uma conversa de que estava tudo certo e que eu precisava deixar o telefone carregando por 10 horas. Até ai tudo bem. Quando cheguei em casa, toquei o bichinho para carregar e pronto.
Quando voltei ao Kaspinha, o carro estava quase pronto e cheio de olho grande em cima com aquela conversa do “nossa, tá inteirinho não é?” ou, “que ano é sempre foi do senhor?”, até que veio a que eu mais gosto, “Se o senhor fosse vender, por quanto venderia?”.

A resposta é a clássica: Venderia por R$ 28.500,00 (sempre gostei de número quebrado, da mais credibilidade) e ai o cara retruca. “Puxa, então o senhor não quer vender”. E eu concluo, entendeu agora.

O trabalho deles foi bom. O carro ficou muito bem limpo, e quando cheguei o rádio estava desligado. Virei cliente.

Cheguei em casa e o pessoal do Alarme estava no portão, resolveram as coisas testamos o alarme, cara que sirene barulhenta.

Vocês se lembram de que eu coloquei o telefone para carregar quando cheguei em casa. Então, lá pelas 5 da tarde eu fui ver como é que ele estava. O danado estava apagado, desligado sem carregar nada.
Abri e vi que os caras colocaram outra bateria, mas como ela não tinha o mesmo encaixe que a minha, simplesmente cortaram o encaixe e fizeram aquele servicinho bonito. Amanhã vou lá buscar meu dinheiro de volta. Foram 20 pilas (pilas=reais) naquela bateria meia boca que não funciona.

Mais uma bacana. No meio da tarde fui procurar um despachante de automóvel para transferir as placas do meu carro aqui para Canela. O cara na maior cara lisa me disse que eu tinha que pedir do desbloqueio para ai ele pedir a transferência.

Falei, mas meu amigo estou pagando para você fazer isso. Se eu tiver que fazer pra que preciso de você?

É que nós aqui não fazemos, dá muito trabalho e incomodação.  É melhor o senhor procurar um despachante em São Paulo para pedir o desbloqueio.

Sim mas é isso que eu quero de você. Levar o carro no Detran para fazer vistoria e pagar as taxas no banco eu posso fazer sozinho.

Resultado. Vou ter que procurar outro despachante para resolver isso, talvez até um de São Paulo mesmo, e se alguém conhecer um que faça o trabalho e não me esfole me indique, por favor.

Essa do despachante que não quer problema é ótima. Assim até eu quero.

Quanto às caixas tomamos uma sábia decisão. Vamos dar um tapa na casa e levar para o porão tudo o que não se encaixar nesse momento e ai, a gente tranca a porta e deixa elas se matarem lá em baixo, sem comida e sem ar, quem sabe assim elas diminuem.

Não falei dos móveis da cozinha porque o bacana que ia instalar não apareceu. Imaginem se estou feliz com ele?

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