Hoje, domingo 25 de novembro de
2012, recebemos a nossa primeira visita na casa nova.
Vieram almoçar conosco, o
Janerson e sua mãe a poderosa Elza (me desculpe se é com “s”).
Fui busca-los na rodoviária de
Canela, é que eles são de outra cidade, são de Gramado. O pessoal aqui é muito
legal, o Janerson me ligou às 12h20 dizendo que estavam pegando o ônibus e que
por volta de 12h45 estariam na rodoviária. Eu como bom paulista que sou, assim
que ele ligou sai de casa, apressado, não quero deixar o pessoal esperando, vai
que eu pego um trânsito pelo caminho.
AI MALUCO ACORDA. VOCÊ ESTÁ EM
CANELA. TRÂNSITO AQUI? VOCÊ BEBEU? TÁ DOIDO. Resultado. Cheguei à rodoviária às
12h23 e fiquei lá, olhando para a plataforma vazia até às 12h45 quando eles
chegaram. Será que agora eu aprendo? A adaptação não é fácil, mas nem sempre
dolorosa.
Enquanto eu ia até a rodoviária,
Dorinha continuava a operação “onde o padre passa”. Explicando: Resolvemos
arrumar uma parte da casa, levando para o quarto dos guarda roupas as caixas
que estavam espalhadas pela casa e o que temíamos aconteceu. O quarto virou a
versão canelense do sumidouro de São Paulo, com um agravante, aqui, as caixas
tem personalidade, elas prendem a gente pelo pé quando queremos entrar no quarto.
É verdade, Dorinha teve que ir lá um dado momento e tropeçou numa caixa e a
mesma coisa aconteceu comigo.
Bom, os convidados chegaram e lá
fomos nós mostrar a casa só “onde o padre passa”. Feito isso, chamei todos para
a cozinha afinal eu tinha que preparar o almoço. Os gaúchos estavam desconfiados. Onde já se
viu bife em micro ondas? Dava pra ver na cara deles o tamanho da interrogação.
Conversa daqui, Vidião da li, uma
Polar para quebrar o gelo, mais um Vidião e mandei o arroz pro fogo. Nada
demais, era o arroz integral com grãos feito no óleo de coco. Eles não
conheciam e acho que a Elza (me desculpe de novo se for com “s”) gostou.
Preparei os bifes e quando o
arroz estava quase pronto, Toquei o bicho no micro ondas. É super difícil. Você
limpa bem a carne, tira a gordura e os “neuvos”, coloca num refratário, joga
milho se soja em cima, umas cebolas em rodelas, alho picado, coloca papel filme
em cima, faz uns furos e coloca no micro ondas. A bem da verdade o bife não
frita, ele cozinha no molho, mas eu acho que fica bom. Quem quiser que
experimente. Se gostar faça de novo, se não gostar, simplesmente esqueça.
Utilize 57 segundos para cada 100
gramas de carne em potência máxima (preciosismo idiota). Toca lá quatro bifes
com um dedo de grossura cada por 7 minutos e pronto, é a mesma coisa.
Com tudo pronto à mesa, resolvi
abrir um vinho. Vai que não deu certo, pelo menos o povo enche a cara e vamos
que vamos. O vinho foi um merlot 2011 Larentis que combinou bem com a comida.
Demos muita risada com a história
da poderosa Elza (desculpe-me se for com “s”) falando sobre o barato que deu
nela pintando uma parede. Ela disse que ficou tão “sensível” que parecia que a
floresta que tem em volta da casa dela estava chorando. Eu também quero uma viagem
dessas pra mim.
No final do almoço, já com a
corrida de F1 encerrada, foi uma pena Alonso, mas dessa vez não deu, fomos eu o
Janerson para a área e a Dorinha e a Elza (desculpa se for com “s”) para a
sala.
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| Janerson e eu |
Tomamos um chimarrão, mas que
barbaridade tchê, conversamos e quando percebemos já passavam das 18h. O tempo
anda rápido quando estamos bem.
Elza (desculpe se for com “s”)
fez uma massagem “Heinquen” (agora sim me lasquei com esse nome, não tenho a
menor ideia de como se escreve isso) na Dorinha e ela se sentiu bem.
Cara eu cozinho, eu coloco a
louça na máquina e ela ganha a massagem? Precisamos rever os termos desse
contrato.
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| olha quem queria dirigir |
Demos uma carona para eles até
Gramado, foi bem mais rápido que deixa-los na rodoviária para pegar o “bumba”.
No caminho passamos na casa de o Luis e da Renata, um casal muito legal que
mora por aqui também e como nós, também são imigrantes, ele pelo menos. “O
mininu é du riu”.
Semana que vem vamos à casa da
poderosa Elza (não vou pedir mais desculpas) para um almoço feito à base de
cogumelos. Meu acho que vai ser a maior viagem cara. Será que eu sentir a
floresta chorando? Loko cara, muito
loko.
Nada como a “infernet” para
ajudar, achei o nome da massagem é REIKI. Vamos dizer que eu escrevi lá em cima
a sonoridade da palavra.


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