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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

E já que o mundo não acabou mesmo


Bom já que o mundo não acabou mesmo o negócio é continuarmos tocando a vida e pensar como pagar as loucuras de final de ano. Algumas feitas porque nessa época isso acontece mesmo, outras porque contávamos com o fim dos tempos e com a Mega da virada e como nada disso aconteceu para nós, vamos que vamos.

Nosso final de ano foi muito legal.

Estamos eu e Dorinha em casa já nos preparando para o nosso café da noite afinal seria apenas mais um dia e excluídos os fogos de artifícios e o desespero da Cylla querendo pegar todos os que explodiam o dia estava normal.

A Cylla fica muito, mas muito louca mesmo. Fica andando pela casa, pelo quintal latindo com o rabo balançando. É claro para nós que ela não tem medo ela quer brincar com o barulho. Ela correu tanto que está dormindo desde ontem. Só levanta para comer, ir ao banheiro e volta para a cama.

Então, estávamos nos preparando para o nosso café quando os nossos vizinhos apareceram para tomar um chimarrão. Por sorte ou por inteligência deles, eles trouxeram chimarrão pronto.

Eu abri a casa e fomos para a varanda da frente. Dorinha que estava deitada demorou um pouco mais para levantar.

Fizemos algumas rodadas de chimarrão acompanhadas de uma conversa bem divertida e de queijo colonial.

Ai eles nos convidaram para comermos a lentinha que Rose havia preparado. Confesso que eu não sou muito fã da lentinha, mas topamos e por volta das 22h30 fomos, eles e nós para a casa deles comera lentilha.

Chegou meia noite, os fogos explodiram em maior número nas casas ao lado, a Cylla mais doida ainda, correndo de um lado para outro, puxando a guia e nós desejando um feliz 2013 regados a um moscatel da Valmarino.

Depois dessa agitação toda fomos para a lentilha. Cara, que coisa boa. Eu não sei como a Rose preparou, mas estava uma delícia, leve, saborosa um verdadeiro espetáculo. Acompanhamos o prato com um Cabert Sauvignon Rose da Peculiare. O resultado foi que repeti duas vezes.

A conversa rolou gostosa até umas duas da manhã quando resolvemos voltar para casa combinados de irmos, no dia seguinte, a São Chico passear e se o tempo estivesse bom fazermos um churrasco à beira do lago. Rose adora aquele lugar. A gente também gosta, mas ela é um caso à parte.

Na manhã seguinte, eu levantei por volta de 9h e segui o meu ritual matinal. Desarmo o alarme e abro a porta para a Cylla.

Quando abri percebi que São Chico seria só para passeio. O tempo estava instável. Havia chovido bastante na madrugada e o chão ainda estava muito molhado. Enquanto eu esperava a Cylla voltar do seu passeio pelo quintal para enxuga-la, os vizinhos apareceram na janela e recombinamos o dia.

Por volta de 10h30 saímos de casa para um passeio em São Chico. As meninas queriam ir até um local chamado ORÁCULO DOS ANJOS. Então fomos.

Elas entraram para passear no lugar e eu e o Wagner ficamos “tomando conta da Cylla” do lado de fora tomando um chimarrão e falando mal da vida dos outros.

Quando elas saíram, entramos no carro, demos uma volta pela cidade. Chovia fino e estava tudo fechado na cidade então voltamos para casa já que a fome começava a dar sinais de viria com vontade.

Chegamos e eu fui pegar algumas bebidas em casa para começarmos o churrasco de ano novo.

Wagner, o homem, a lenda, o mito de Erexim, estava como sempre encarregado de pilotar a churrasqueira e eu de abastecer de cerveja o copo dele e o meu.

Rose foi preparar sua salada de batatas que como sempre estava irrepreensível e eu Dorinha e Karen ficamos por ali cortando alguns petiscos para abrandarmos a fome. Nesse meio tempo chegou Painho. Calma, ele não é baiano não. Painho é gaucho e é o padrinho da Karen. Eu não sei o nome dele e como todos o chamam de Painho porque eu seria diferente.

O velhinho é uma figuraça, pra lá de divertido. Sabe aquele cara de bem com a vida? Ele é um deles. Eu quero envelhecer assim.

E assim passamos o tempo comemos nos divertimos e rimos muito. No final, Rose apareceu com mais uma surpresa. Ela fez um doce de pêssego em calda, daqueles que me fez retornar à infância. Não me lembro se era a minha avó que fazia ou a Tia Jú, na verdade nem sei se alguém fazia esse doce, mas ao comê-lo, me senti na casa da minha avó em Mogi das Cruzes numa daquelas tardes de domingo em que todos os netos dela, meus primos, nos reuniam. Os adultos iam conversar e os primos, todas as crianças, iam para o quintal brincar (tempo muito bom esse).

Saímos da casa deles por volta da 18h, completamente satisfeitos e felizes e já com a promessa do Wagner de na sexta próxima que vem dia do aniversário da Karen ele vai preparar uma costela na vala. Estamos só na expectativa.

E assim foi a nossa despedida de 2012 e nosso primeiro dia de 2013. Vai ser um ano muito bom para nós e para todos os que amamos, tenho certeza disso.

Feliz 2013 para todos.

9 comentários:

  1. OI Caius, td bem? Segundo minha mãe quem fazia o doce de pêssego era a Vó Botyra, ela que costumava fazer esses doces em compota. Bjs. Alessandra .

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    1. Então o sentimento estava correto apenas a memória estava confusa. Obrigado pela ajuda.

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  2. Legal, espero que o resto do ano seja tão bom como o seu começo.
    bjs

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  3. Com vocês por perto e torcendo com certeza o nosso ano será muito mais melhor de bão!
    Beijos cheio de saudades.

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  4. A nossa memória afetiva não falha... E ela nos traz momentos de carinho e afeição. O doce de pêssego em compota da sua avó, a torta de legumes da Tia Ju, a despedida com palmas quando iam embora, você se lembra? Fazem parte da sua infância e de toda nossa família. Obrigada por trazer à memória, com carinho, esses momentos ue compartilhamos. Beijos. Saudade.

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    1. Puxa. O que dizer?
      Eu é quem te agradeço pelas doces lembranças.
      Você conseguiu, me emocionei.
      Obrigado.

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  5. Meu querido e amado irmao FELIZ ANO NOVO pra ti e Dorinha com muita saúde, zilhoes de alegrias diárias e muitas outras historias pra nos contar!! beijo carinhoso na bochecha....

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