Acordei por volta das oito da
manhã com a Cylla pedindo para dar a volta matinal.
Abri a porta da frente para ela
sair.
A temperatura estava por volta
dos 13 graus, o céu estava azul sem nenhuma nuvem no ar.
O sol trazia um calor delicado e
gostoso e fiquei parado ali olhando e me aquecendo enquanto ela dava o seu
passeio matinal.
Depois disso, ouvindo o rádio
descobri sobre a tragédia que aconteceu em Santa Maria, região central do
estado do Rio Grande do Sul. Não há como ficar triste com isso.
Dorinha acordou um pouco mais
tarde.
Preparamos e tomamos café por
volta das onze horas.
Resolvemos ir até o nosso quintal
dar uma olhada e descobrimos que algumas árvores estão com frutas. Vimos o
limão, a bergamota, a figueira e a fruta do conde, além disso, achamos um pé de
café no fundo do quintal, até ninho de passarinho achamos entre as árvores.
Dorinha achou um chuchu e
resolveu planta-lo perto de uma cerca. Não sei o que vai acontecer, mas ele tá
lá.
Resolvi fazer uma torta de aveia,
daquelas que minha mãe fazia. Colei a receita de uma irmã minha e lá fui eu
para a cozinha.
Mais tarde, por volta das duas e
meia da tarde, já que eu estava com a mão na massa resolvi fazer o almoço. Nada
de mais, um arroz integral no óleo de coco e um picadinho com creme de leite na
panela de ferro.
O guri é uma figura, cheio de
contar histórias e a gente vai dando corta ele vai ampliando, vai inventando e
vai acreditando no que fala coisa de criança. Eu me divirto com ele.
Depois do almoço e já com a louça
no lugar fui para a rede, mas não deu muito certo. Como a Dorinha tinha ido pro
quarto, o Gustavo não tinha com quem ficar então ele foi lá conversar comigo.
Ficamos conversando e ele dizendo
que era o dono da casa que eu moro, mas que não tinha problema, eu poderia
ficar aqui que ele deixava, mas ele tinha que poder vir à hora que ele quisesse
e eu concordando com tudo.
E assim passamos a tarde.
Foi ou não foi um domingão com
cara de domingão.
Dá para notar que ainda estamos
em lua de mel com a cidade, com a casa e com as pessoas e estamos aproveitando
muito bem isso porque sabemos que ali na frente, quando as coisas começam a se
tornar naturais e muito do que estamos achando maravilhoso agora, serão coisas
comuns. A minha esperança é que essa lua de mel de agora, consiga criar
lembranças fortes o suficiente para lá na frente quando olhar uma fruta no pé
não seja mais uma grande novidade, eu possa relembrar desses momentos e fazer
com que o prazer em ver as coisas continue.
Hoje é aniversário da minha irmã
caçula. Parabéns mana que a vida seja gentil com você. Torço pela sua
felicidade e você sabe, precisando, sabe aonde me achar.
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