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domingo, 27 de janeiro de 2013

Domingo com cara de domingo


Acordei por volta das oito da manhã com a Cylla pedindo para dar a volta matinal.

Abri a porta da frente para ela sair.

A temperatura estava por volta dos 13 graus, o céu estava azul sem nenhuma nuvem no ar.

O sol trazia um calor delicado e gostoso e fiquei parado ali olhando e me aquecendo enquanto ela dava o seu passeio matinal.

Depois disso, ouvindo o rádio descobri sobre a tragédia que aconteceu em Santa Maria, região central do estado do Rio Grande do Sul. Não há como ficar triste com isso.

Dorinha acordou um pouco mais tarde.

Preparamos e tomamos café por volta das onze horas.

Resolvemos ir até o nosso quintal dar uma olhada e descobrimos que algumas árvores estão com frutas. Vimos o limão, a bergamota, a figueira e a fruta do conde, além disso, achamos um pé de café no fundo do quintal, até ninho de passarinho achamos entre as árvores.

Foi muito gostoso passear por entre as árvores. Falando assim até parece que temos um bosque inglês no fundo de casa, mas para nós é mesmo. Morávamos em uma casa grande, mas que não tinha um centímetro de terra natural em seu quintal e aqui, imaginem, temos árvores frutíferas no quintal. Isso mesmo, com “s” no final, é no plural.

Dorinha achou um chuchu e resolveu planta-lo perto de uma cerca. Não sei o que vai acontecer, mas ele tá lá.

Resolvi fazer uma torta de aveia, daquelas que minha mãe fazia. Colei a receita de uma irmã minha e lá fui eu para a cozinha.

Mais tarde, por volta das duas e meia da tarde, já que eu estava com a mão na massa resolvi fazer o almoço. Nada de mais, um arroz integral no óleo de coco e um picadinho com creme de leite na panela de ferro.

Dorinha estava no quintal olhando as plantas junto com o Gustavo, um dos filhos do vizinho que adora ficar aqui em casa e ele acabou almoçando aqui conosco.

O guri é uma figura, cheio de contar histórias e a gente vai dando corta ele vai ampliando, vai inventando e vai acreditando no que fala coisa de criança. Eu me divirto com ele.

Depois do almoço e já com a louça no lugar fui para a rede, mas não deu muito certo. Como a Dorinha tinha ido pro quarto, o Gustavo não tinha com quem ficar então ele foi lá conversar comigo.

Ficamos conversando e ele dizendo que era o dono da casa que eu moro, mas que não tinha problema, eu poderia ficar aqui que ele deixava, mas ele tinha que poder vir à hora que ele quisesse e eu concordando com tudo.

E assim passamos a tarde.

Foi ou não foi um domingão com cara de domingão.

Dá para notar que ainda estamos em lua de mel com a cidade, com a casa e com as pessoas e estamos aproveitando muito bem isso porque sabemos que ali na frente, quando as coisas começam a se tornar naturais e muito do que estamos achando maravilhoso agora, serão coisas comuns. A minha esperança é que essa lua de mel de agora, consiga criar lembranças fortes o suficiente para lá na frente quando olhar uma fruta no pé não seja mais uma grande novidade, eu possa relembrar desses momentos e fazer com que o prazer em ver as coisas continue.

Hoje é aniversário da minha irmã caçula. Parabéns mana que a vida seja gentil com você. Torço pela sua felicidade e você sabe, precisando, sabe aonde me achar.

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