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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Eu as torneiras dos banheiros e o ralo.


Nossa semana após a ida para São Paulo começou intensa. Deve ter sido a agitação da viagem que nos fez acordar esses dois últimos dias com vontade de fazer tudo.

A primeira decisão foi a de pensarmos em fazer ginástica. Estou de sacanagem, imaginem se a gente está tão louca assim. Perco o leitor, mas não perco a frase.

Na segunda pela primeira vez eu e a Dorinha saímos para resolvermos algumas coisas pela cidade. Fomos ao centro.

Enquanto eu deixava o carro para lavar, fomos até o banco para fazermos as mudanças das nossas contas, mas não deu certo, tinham mais de três pessoas na fila e iria demorar. Resolvemos deixar para outro dia.

Depois fomos até uma costureira levar umas roupas da Dorinha para uns ajustes e na volta passamos nas lojas para procurarmos um aparelho de Raclete. Interessante estarmos numa região que vende o frio como ponto alto e quase ninguém saber o que é Raclete.

Acabamos achando o aparelho em Gramado então pessoal, agora podemos fazer um Raclete aqui em casa sem ter que pedir o aparelho empresado para a cunhada. Fique tranquila cunhada nós não a convidávamos só por causa do aparelho. Você está sempre convidada.

A Dorinha adorou o passeio. Disse que a cidade parece Santana, tudo em uma rua só.

Depois disso fomos ao supermercado refazer nossa dispensa que havia sido degradada pela ida a São Paulo.

Voltamos para casa e chamei a Porto Seguro para fazermos o Chevette pegar. Ele estava parado há quase um mês e como a bateria dele já tinha uns cinco anos, ela também se foi. Os caras vieram, colocaram o aparelho deles e depois de umas duas ou três tentativas ele pegou. Sai com ele para trocar a bateria e aproveitei também para trocar o óleo, afinal aquele já tinha mais de um ano dentro do motor e ainda não tinha rodado cinco mil quilômetros.

Feito isso, aproveitei para passar numa loja de material de construção para comprar duas torneiras, um pedaço de cano para emendar na calha e mais algumas coisas que ainda não sei bem pra que servirão.
As torneiras são para os banheiros. Dorinha não aguentava mais as que estavam na casa e hoje, terça-feira eu resolvi trocar as danadas.

Comecei com a do banheiro dos fundos. Se desse algum problema eu simplesmente fecharia a porta e escreveria INTERDITADO – DESCULPEM O TRANSTORNO.

Foi um pouco complicado para retirar a torneira antiga porque as conexões estavam muito apertadas. 

Depois que eu coloquei a torneira nova, descobri porque elas estavam assim tão apertadas.

Estavam apertadas porque vazavam. Foi legal o banho de torneira que eu tomei, da cintura para baixo, quando eu abri o registro. Lavou tudinho, até o que não precisava. Falei umas duas ou três palavras obcenas até fechar o registro. Claro que a Cylla veio conferir o que havia acontecido e também se molhou. Mais duas ou três palavrinhas daquelas.

Ai chegou a Dorinha para ver o que estava acontecendo. A cara dela ao ver-me molhado enxugando a Cylla disse tudo. Desta vez não falei aquelas palavrinhas, mas pensei. Olhamo-nos eu expliquei o que havia acontecido e ela com aquela cara de quem queria rir, mas estava prestando a atenção até que eu não aguentei e comecei a rir do que tinha acontecido e ai foi uma gargalhada geral, até a Cylla entrou na história latindo e claro, pisando no molhado.

Enxugado piso e a Cylla, não nessa ordem, tive que sair para comprar os reparos do encanamento. Por sorte o mercado que tem aqui perto de casa tem de tudo e lá encontrei o que precisava. Por via das dúvidas, comprei para o outro banheiro também. Seguro morreu de velho.

Troquei o cano que ia da parede até a torneira e pronto, tudo resolvido, naquele banheiro. Hora de ir para o banheiro principal. O que será que estava me esperando lá?

Que baile foi tirar a torneira do banheiro de dentro. O espaço que eu tinha para trabalhar era muito pequeno então eu tinha que me apoiar em um pé, segurar o corpo com a cabeça para poder ver aonde eu colocava as ferramentas. Uma linda cena.

Pronto, tirei a torneira, coloquei a nova, troquei o cano da água na parede e coloquei a pia no lugar e vamos para o teste.

O resultado foi exatamente esse que vocês estão imaginando. TINHA VAZAMENTO. Só que não era na entrada da água e sim na saída. No movimentar a pia acabei soltando o parafuso do ralo que gerou o vazamento. Claro que por mais que eu apertasse não consegui fazer o vazamento parar então lá fui eu ao mercado comprar um ralo para colocar no lugar daquele que eu havia tirado.

Lá no mercado, descobri que o produto que estava disponível era um pouco menor do que o que eu tinha em mãos. Aquilo foi assustador. Será que eu ficaria sem a pia do banheiro ou será que aquele menor serviria?

Olhei o preço do ralo novo. R$1,96 – Isso mesmo, um real e noventa e seis centavos ai pensei: Acho que vale a pena arriscar. Até tirar o carro da garagem, procurar outra loja de material, acho que um real e noventa e seis centavos valem isso.

Comprei o produto e voltei para casa. Hoje para variar estava calor e eu aproveitei para comprar alguns sorvetes, para nós e para os vizinhos. O Wagner e os garotos estavam construindo uma casa na árvore. Entreguei os sorvetes para os meninos e entrei para apreciar o meu com a Dorinha.

Essa pausa foi para aumentar o suspense do ralo. Espero que tenha dado certo.

Depois do sorvete lá fui eu ficar num pé só, com a cabeça na parede segurando o meu corpo para colocar o ralo na pia.

Coloquei o ralo no lugar, prendi o cano de saída da água, fiz até uma curva para simular um sifão, ficou bacana e ai reparei que o cano havia escapado da parede. Por sorte para colocar o cano de volta não precisava de tanto malabarismo.

Pronto, vamos ao teste de água. Abrir o registro do banheiro e depois a torneira da pia. "UBEBA"  tudo funcionando e sem vazamento.

Enxuguei o banheiro, recolhi as ferramentas e pronto, me senti orgulhoso mais uma vez. Obrigado Vô Chico por mais essa. Acho que eu economizei mais uns cem reais nessa brincadeira. Nessa tocada vou ficar rico só de economizar e me dar as caixinhas pelo trabalho bem feito.

É isso pessoal.

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