Nossa semana após a ida para São
Paulo começou intensa. Deve ter sido a agitação da viagem que nos fez acordar
esses dois últimos dias com vontade de fazer tudo.
A primeira decisão foi a de pensarmos
em fazer ginástica. Estou de sacanagem, imaginem se a gente está tão louca
assim. Perco o leitor, mas não perco a frase.
Na segunda pela primeira vez eu e
a Dorinha saímos para resolvermos algumas coisas pela cidade. Fomos ao centro.
Enquanto eu deixava o carro para
lavar, fomos até o banco para fazermos as mudanças das nossas contas, mas não
deu certo, tinham mais de três pessoas na fila e iria demorar. Resolvemos
deixar para outro dia.
Depois fomos até uma costureira
levar umas roupas da Dorinha para uns ajustes e na volta passamos nas lojas para
procurarmos um aparelho de Raclete. Interessante estarmos numa região que vende
o frio como ponto alto e quase ninguém saber o que é Raclete.
Acabamos achando o aparelho em
Gramado então pessoal, agora podemos fazer um Raclete aqui em casa sem ter que
pedir o aparelho empresado para a cunhada. Fique tranquila cunhada nós não a convidávamos
só por causa do aparelho. Você está sempre convidada.
A Dorinha adorou o passeio. Disse
que a cidade parece Santana, tudo em uma rua só.
Depois disso fomos ao
supermercado refazer nossa dispensa que havia sido degradada pela ida a São
Paulo.
Voltamos para casa e chamei a
Porto Seguro para fazermos o Chevette pegar. Ele estava parado há quase um mês
e como a bateria dele já tinha uns cinco anos, ela também se foi. Os caras
vieram, colocaram o aparelho deles e depois de umas duas ou três tentativas ele
pegou. Sai com ele para trocar a bateria e aproveitei também para trocar o
óleo, afinal aquele já tinha mais de um ano dentro do motor e ainda não tinha
rodado cinco mil quilômetros.
Feito isso, aproveitei para
passar numa loja de material de construção para comprar duas torneiras, um pedaço
de cano para emendar na calha e mais algumas coisas que ainda não sei bem pra
que servirão.
As torneiras são para os
banheiros. Dorinha não aguentava mais as que estavam na casa e hoje,
terça-feira eu resolvi trocar as danadas.
Comecei com a do banheiro dos
fundos. Se desse algum problema eu simplesmente fecharia a porta e escreveria
INTERDITADO – DESCULPEM O TRANSTORNO.
Foi um pouco complicado para
retirar a torneira antiga porque as conexões estavam muito apertadas.
Depois
que eu coloquei a torneira nova, descobri porque elas estavam assim tão
apertadas.
Estavam apertadas porque vazavam.
Foi legal o banho de torneira que eu tomei, da cintura para baixo, quando eu
abri o registro. Lavou tudinho, até o que não precisava. Falei umas duas ou
três palavras obcenas até fechar o registro. Claro que a Cylla veio conferir o
que havia acontecido e também se molhou. Mais duas ou três palavrinhas
daquelas.
Ai chegou a Dorinha para ver o
que estava acontecendo. A cara dela ao ver-me molhado enxugando a Cylla disse
tudo. Desta vez não falei aquelas palavrinhas, mas pensei. Olhamo-nos eu
expliquei o que havia acontecido e ela com aquela cara de quem queria rir, mas
estava prestando a atenção até que eu não aguentei e comecei a rir do que tinha
acontecido e ai foi uma gargalhada geral, até a Cylla entrou na história
latindo e claro, pisando no molhado.
Enxugado piso e a Cylla, não nessa
ordem, tive que sair para comprar os reparos do encanamento. Por sorte o
mercado que tem aqui perto de casa tem de tudo e lá encontrei o que precisava.
Por via das dúvidas, comprei para o outro banheiro também. Seguro morreu de
velho.
Troquei o cano que ia da parede
até a torneira e pronto, tudo resolvido, naquele banheiro. Hora de ir para o
banheiro principal. O que será que estava me esperando lá?
Que baile foi tirar a torneira do
banheiro de dentro. O espaço que eu tinha para trabalhar era muito pequeno então
eu tinha que me apoiar em um pé, segurar o corpo com a cabeça para poder ver
aonde eu colocava as ferramentas. Uma linda cena.
Pronto, tirei a torneira,
coloquei a nova, troquei o cano da água na parede e coloquei a pia no lugar e
vamos para o teste.
O resultado foi exatamente esse
que vocês estão imaginando. TINHA VAZAMENTO. Só que não era na entrada da água
e sim na saída. No movimentar a pia acabei soltando o parafuso do ralo que
gerou o vazamento. Claro que por mais que eu apertasse não consegui fazer o
vazamento parar então lá fui eu ao mercado comprar um ralo para colocar no
lugar daquele que eu havia tirado.
Lá no mercado, descobri que o
produto que estava disponível era um pouco menor do que o que eu tinha em mãos.
Aquilo foi assustador. Será que eu ficaria sem a pia do banheiro ou será que
aquele menor serviria?
Olhei o preço do ralo novo.
R$1,96 – Isso mesmo, um real e noventa e seis centavos ai pensei: Acho que vale
a pena arriscar. Até tirar o carro da garagem, procurar outra loja de material,
acho que um real e noventa e seis centavos valem isso.
Comprei o produto e voltei para
casa. Hoje para variar estava calor e eu aproveitei para comprar alguns
sorvetes, para nós e para os vizinhos. O Wagner e os garotos estavam construindo
uma casa na árvore. Entreguei os sorvetes para os meninos e entrei para
apreciar o meu com a Dorinha.
Essa pausa foi para aumentar o
suspense do ralo. Espero que tenha dado certo.
Depois do sorvete lá fui eu ficar
num pé só, com a cabeça na parede segurando o meu corpo para colocar o ralo na
pia.
Coloquei o ralo no lugar, prendi o cano de saída da água, fiz até uma curva para simular um sifão, ficou bacana e ai reparei que o cano havia escapado da parede. Por sorte para colocar o cano de volta não precisava de tanto malabarismo.
Pronto, vamos ao teste de
água. Abrir o registro do banheiro e depois a torneira da pia. "UBEBA" tudo
funcionando e sem vazamento.
Enxuguei o banheiro, recolhi as
ferramentas e pronto, me senti orgulhoso mais uma vez. Obrigado Vô Chico por
mais essa. Acho que eu economizei mais uns cem reais nessa brincadeira. Nessa
tocada vou ficar rico só de economizar e me dar as caixinhas pelo trabalho bem
feito.
É isso pessoal.
to ensinando o meu pai a postar comentários.
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