No dia 27 de janeiro, a caçula das minhas três irmãs faz
aniversário.
Mais do que desejar felicidades, coisa que eu faço do fundo
do meu coração todos os dias quando a incluo em minhas orações de
agradecimento, hoje quero falar um pouco pra ela, de como eu a vejo e como eu a
sinto.
Mana, veja isso com o coração. Aquele coração que sempre nos
uniu nos momentos mais complicados de nossas vidas. Individuais ou conjuntas
não importa, o que importa é que sabemos que, independente da distância e de
algumas divergências, naturais em duas personalidades fortes como as nossas,
nós nunca deixamos de sentir carinho, afeição e preocupação pelo outro.
Essa minha irmã é a de nós quatro a mais intensa. E isso faz
com que às vezes não consigamos entender seus desejos e anseios, mas ela sempre
foi um guerreira, uma lutadora e que
sempre, sempre acreditou nos seus sonhos e nunca desistiu deles. Algumas vezes
a vida cobrou caro essa atitude, porque a vida não é leve pra ninguém e ela,
contra tudo e contra todos continuava remando para chegar ao seu objetivo.
Se o mundo tivesse um pouco mais de remadores assim,
estaríamos certamente numa condição humana muito melhor.
Criando duas filhas, às vezes com outras sem apoio ela nunca
desanimou ou desistiu. É provável que em muitos momentos tenha sentido vontade
de largar tudo e cair no mundo, mas quem não tem momentos assim? Penso até que
uma das famosas falas do Capitão Nascimento tenha sido inspirada nela – “missão
dada companheiro, é missão cumprida”.
Essa é a minha irmã.
Estava aqui relembrando algumas passagens na nossa vida.
Essa irmã era a única que fazia festa quando eu chegava em
casa e não importava se era de um dia de trabalho ou de um final de semana, ela
sempre estava com um sorriso aberto e corria para me abraçar. Não sei por que
ela fazia isso, mas me dava um grande prazer e uma grande alegria, voltar para
casa só pra receber esse carinho.
Ela foi a primeira a me amparar quando voltei do RS para São
Paulo. Abriu as portas da sua casa e da sua vida para um estranho, sim porque
eu havia ficado cinco anos fora e era um completo estranho, mas com ela não tem
tempo ruim. Se você precisar ela vai arrumar um jeito de te ajudar, nem que
isso custe caro pra ela. Essa é a minha irmã caçula mais querida.
Lembrei-me também de nossa infância brincando com o sei
triciclo no quintal da casa da Tivonne. Você se segurando no banco e eu te empurrando
de um lado para outro. Bons momentos
esses.
As farras e as loucuras das viagens para Bertioga. Hoje o pessoal fala em passar uma temporada
na África ou em qualquer lugar do planeta, mas eles não sabem o que era uma
viagem para Bertioga. Só quem viveu e sobreviveu entende do que eu estou
falando.
Lembrar desses momentos fez a minha alma sorrir. É como se
eu estivesse voltando pra casa e lá estava ela, correndo para me dar um abraço.
O aniversário é seu, mas em sua grande generosidade, quem
ganhou o presente mais uma vez fui eu.
Obrigado Mana,
Feliz aniversário seja feliz e que a vida seja justa e
generosa contigo assim como você é com as pessoas que te rodeiam.
Te amo, pra caramba e você sabe.
Não importa a hora nem a condição.
Precisou me chama que eu vou.
Não importa a hora nem a condição.
Precisou me chama que eu vou.
MINHA HOMENAGEM PRA VOCÊ
Caius, me fez viajar no tempo. Olhos marejados, sorrindo ao ver e ouvir a melodia, fico feliz por ver o amor que existe entre vocês. Somente isso é importante nesta vida. Beijos.
ResponderExcluirObrigado pelas palavras.
ExcluirVocê é demais.
É a Célia não é? Que lindo... eu conheço bem a história de vida de vcs e digo com orgulho que são guerreiros e vitoriosos.... lindo .... quero tb uma página maninhooo relembrando nossa infancia bjao recheado de saudades :-)
ResponderExcluirLendo e ouvindo Lulu... viajei pela música também com o Lulu: ..."Luz acesa /Me espera no portão / Pra você ver /Que eu tô voltando pra casa..." Isso tudo pelo que você contou da alegria dela em recebê-lo a cada retorno! São fatos assim que nos fortalecem na alegria e na tristeza da dureza e leveza da vida!
ResponderExcluirParabéns à aniversariante e ao autor da homenagem! Posso intitular de "Gratidão"?
Abraços.