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domingo, 17 de fevereiro de 2013

E a vida volta a dar ares de normalidade


Este final de semana que passou, estive envolvido com um dos meus projetos para essa nova fase.

Em uma grata parceria com o meu amigo Janerson e os prováveis amigos Moacir e o Marcelo, participei do meu primeiro evento para demonstração e divulgação de produto.

Não sei por qual motivo, mas o produto que promovemos foi uma cachaça aqui da região de Bento Gonçalves.

Diferente dos mercados de São Paulo e Minas, aqui no Rio Grande do Sul a cachaça ainda sofre um grande preconceito, aquele mesmo que todos nós tínhamos antes de sabermos a diferença entre uma boa cachaça e uma aguardente.

O evento era uma exposição de cavalos com leilão. Alguns amigos que tenho ficariam impressionados com o tamanho das potrancas que desfilavam pelo parque, e falo dos animais mesmo.

Descobri, entre outras coisas que para se fazer uma boa caipirinha a coisa mais importante que se precisa é de uma boa cachaça e esta que representamos a CASA BUCCO de Bento Gonçalves produz uma, senão a melhor seleção de cachaças que eu já provei.

O drinque de morango que eles preparam com a BiBucco e que eu apelidei de “mata coelha” é um espetáculo.

Porque esse nome?

Porque o sabor dele é o de fruta gelada e no final, apenas no final você sente frescor do álcool da cachaça e para as meninas é uma festa pela sensação gostosa que ele proporciona então já viu, serve um, serve dois e no terceiro drinque “boa noite cinderela”, alias esse nome parece mais interessante, porém como estávamos em um evento eminentemente masculino e servindo um drinque a base de morango o nome mata coelha me pareceu mais adequado. A bem da verdade isso pouco importa, o que importa mesmo é que ele é gostoso.

Escrevi tudo isso para tentar lembrar-me da receita, mas não consegui mesmo. Lembro-me que é simples, o problema são as quantidades, mas nada que um “a gosto” não resolva.

Então vamos em frente – A fruta escolhida e macerada numa jarra, açúcar “a gosto”, gelo quebrado. Mistura tudo com uma colher e adicionamos a BIBUCCO numa quantidade suficiente para cobrir a mistura e mais um dedo e meio (essa medida é ótima porque vai depender do tamanho do dedo de referência e como eu não estarei sempre presente para vocês utilizarem o meu dedo como referência, sugiro o método alemão, SHULTZ). Mistura-se tudo s serve-se com uma pedra de gelo no copo.

Vá com fé e sem preconceito que você acerta o máximo que pode acontecer e máximo que pode acontecer é você ter que começar tudo novamente e tenho certeza que isso não será problema.

É interessante ver o resultado do produto, a caipirinha, feita com as diversas versões da Casa Bucco. Cada uma combina com um tipo de fruta, mas não estou aqui para vender nada, só passar o que aconteceu. Uma ressalva apenas sobre isso tudo. Apesar de sair-se bem nas caipirinhas, o meu gosto, a envelhecida, deve ser apreciada pura, na temperatura ambiente.

Eu recomento que em vindo para a região de Bento Gonçalves, saiam um pouco do comum, andem uns 15 quilômetros à frente na RS 470 e visitem as instalações da CASA BUCCO, além da vista espetacular que tem o lugar, vocês poderão ter a rara oportunidade de ter uma verdadeira aula sobre produção de cachaça com o meu amigo o Alquimista Moacir. Este cara entende muito do que faz e tem um excelente paladar alem de uma boa conversa.

Não se esqueçam de levar cheque ou dinheiro porque os italianos de lá não aceitam cartão, mas isso vocês verão que não será problema.

Voltando ao evento, vou fazer um rápido resumo para vocês entenderem e depois tento explicar melhor.

O que restou de mim hoje achou legal ter feito.

Que correria.

Começou na quarta-feira de cinzas quando o Janerson veio tomar um chimarrão aqui em casa e passando pela frente do Hotel Fazenda Pampas notou uma movimentação e chegando me perguntou se eu sabia o que estava acontecendo e falei que era uma exposição de cavalos que aconteceria na sexta e sábado seguintes.

Algumas ligações entre um chimarrão e outro e acertamos a nossa participação da feira e ai começou a correria.

Na manhã de quinta fomos a Bento Gonçalves até a sede da Bucco, buscar o material e os produtos para a feira. O Jeep veio cheio de coisas. Caixas com os produtos, caixa para presente, garrafas, copos e tudo o que seria necessário para o evento.

Na volta de Bento, passamos pelo hotel e descobrimos que não seria necessário montarmos o estande naquele dia então marcamos para sexta, oito horas da manhã.

Na sexta, fomos para o hotel e no espaço reservado começamos a montagem, Dorinha estava junto dando apoio.

Terminamos a montagem exatamente no momento em que a feira foi aberta. Eu estava tirando o carro da frente do estande quando os cavalos começaram a chegar.

Os animais eram muito bonitos. A última vez que eu havia chegado perto de um cavalo, de quatro patas, eu devia ter em torno de dezoito anos, o mesmo que falar “foi ha dois anos atrás”.

Eles desfilavam pela arena com seus tratadores como se soubessem que estavam sendo observados e como dizem por aqui: “mas é um bicho bonito tchê!”.

Nossos vizinhos foram à exposição, todos paramentados e vestidos a caráter. Foi legal ver a tropa chegando como verdadeiros gaúchos que são. Eles levam isso muito a sério.

Em dado momento um senhor sentou-se em uma das cadeiras do estande para olhar os animais.

Estava claro que ele estava interessado nos animais porque olhava para eles e para o catálogo e fazia anotações.

Era um provável comprador e eu não resisti e fui até ele. Sentei-me ao seu lado e comecei a puxar uma conversa sobre os animais.

Não, eu não entendo absolutamente nada de animais de exposição e por isso ficou mais fácil já que o meu pedido foi que ele me explicasse o que se olhava em um cavalo para classifica-lo como um bom animal.

Ele muito gentilmente me deu uma aula sobre o assunto.

Devemos olhar a postura do animal, o tamanho da cabeça e do pescoço em relação ao corpo, olhar o peitoral, as patas, principalmente as traseiras que devem ter um formato de triangulo e não muito viradas para dentro, o tamanho das orelhas e mais um monte de coisas que não me lembro mais. Claro que é muito mais fácil explicar isso tendo os exemplos passando pela sua frente enfim aprendi mais uma coisa.

O dia passou sem muitas novidades e lá pelas sete da noite começamos a desmontar o estande porque precisávamos transferi-lo para o local onde seria realizado leilão à noite. Põe na caixa, carrega o carro, tira da caixa, põe na mesa. Essa vida de expositor não é mole não, acho que é por isso que às vezes as coisas são mais caras na exposição, porque dá um trabalho lascado deixar aquilo bonitinho para o pessoal passar olhar, provar e dizer “obrigado, daqui ha pouco eu volto”, como se a gente nunca tivesse sido cliente.

Montamos nosso estande no local do leilão e vamos para as degustações e uma hora depois começou o leilão. Eu não sei como aquele cara consegue falar tanto, tão rápido e por tanto tempo. O leiloeiro falou por mais de duas horas sem parar, apenas tomando uns goles de água, eu acho e passando um lenço sobre o rosto e o homem falou.

“Me dá mais trinta, quem da trinta, trinta, trinta trinta, trinta, quero mais trinta, trinta, trinta”, quem já foi em eu sabe bem a que estou me referindo. O cara fala muito.

A maioria dos animais forma vendidos por algo em torno de vinte mil reias, ai eu penso: Se o pessoal paga vinte mil reais por um cavalo, quanto será que pagariam pelos 220 cavalos do motor do meu carro?

Até tentei ver se conseguiria entrar no leilão, mas os caras não entenderam meu ponto de vista.

No final das contas, o pessoal movimentou algo em torno de oitocentos mil reais naquele leilão. Imagino não ser muito, mas para quem nunca havia ido a um lugar como esses, achei muita grana e certamente resolveria todos os meus problemas.

Lembram-se daquele senhor que se sentou no estande à tarde e eu conversei com ele? Ele passou no estande no final do leilão, perguntando se tínhamos alguma degustação. Eu pude ver que ele tinha umas duas fichas de compra na mão e numa delas valor da compra era visível. Trinta e dois mil reais. Servi um copo para ele que tomou, achou gostosa e nos deu boa noite.

Eram quase duas horas da manhã quando terminamos de encaixotar e guardar tudo dentro do carro. Por conta dos cavalos e da chuva que caiu no meio da noite, o lugar virou um barro só. Amanhã o Jeep não vai ser lavado. Ele vai ficar de molho.

Sabadão, seis e meia da manhã, apenas três horas depois de eu ter ido deitar, o relógio toca novamente, que alegria, que delícia, mas vamos lá.

Levantei, tomei banho e café, carreguei algumas coisas no carro e voltei para a arena.

Perceberam que eu não mencionei o verbo acordar?HH  Sim porque isso só foi acontecer mesmo lá pelas dez da manhã, até então era só o piloto automático que estava ativo.

Começou o desfile e o julgamento dos animais e nesses haviam exemplares melhores dos que haviam sido leiloados na noite anterior.

No final da manhã o Moacir apareceu para dar uma olhada no evento. Ficou um pouco conosco e foi embora.

E o dia passou entre visitas, degustações e algumas vendas.

Por volta das sete da noite, terminamos tudo e voltamos para casa.

Eu estava tão cansado que só consegui descarregar o carro, tomar um banho e cair na cama. Por sorte terminamos o horário de verão então apesar de dormir uma hora a mais.

Foi muito bom, agora é fazermos as contas para apurarmos o resultado e claro, sairmos atrás do próximo.

Mais uma vez, obrigado à Dorinha pelo apoio, ao Janerson e Moacir pela paciência o os ensinamentos. Demoro um pouco mais eu ainda consigo aprender alguma coisa.

E que venha o próximo evento. 


É mais divertido que cansativo.

Quero deixar registrado que o Wagner também foi de grande ajuda e consideração comigo nesse projeto. 

Ele esteve ao meu lado durante toda a sexta-feira, ajudando a carregar coisas, fazendo companhia e claro olhando os cavalos, que ninguém é de ferro não tchê?

Valeu Wagnão, obrigado pela ajuda e pelo apoio. Você é o cara.

4 comentários:

  1. È como se diz: a dada dia se aprende alguma coisa. Basta aproveitar a ocasião. Quem se fecha em seus hábitos deixa de viver experiências que ´podem ser muito prazerosas. Bom final de domingo! Beijos.

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  2. Desculpe o erro de digitação: "a cada dia e não a dada dia... rsrsrs

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