Este final de semana que passou, estive
envolvido com um dos meus projetos para essa nova fase.
Em uma grata parceria com o meu
amigo Janerson e os prováveis amigos Moacir e o Marcelo, participei do meu
primeiro evento para demonstração e divulgação de produto.
Não sei por qual motivo, mas o
produto que promovemos foi uma cachaça aqui da região de Bento Gonçalves.
Diferente dos mercados de São
Paulo e Minas, aqui no Rio Grande do Sul a cachaça ainda sofre um grande
preconceito, aquele mesmo que todos nós tínhamos antes de sabermos a diferença
entre uma boa cachaça e uma aguardente.
O evento era uma exposição de
cavalos com leilão. Alguns amigos que tenho ficariam impressionados com o
tamanho das potrancas que desfilavam pelo parque, e falo dos animais mesmo.
Descobri, entre outras coisas que
para se fazer uma boa caipirinha a coisa mais importante que se precisa é de
uma boa cachaça e esta que representamos a CASA BUCCO de Bento Gonçalves produz
uma, senão a melhor seleção de cachaças que eu já provei.
O drinque de morango que eles
preparam com a BiBucco e que eu apelidei de “mata coelha” é um espetáculo.
Porque esse nome?
Porque o sabor dele é o de fruta
gelada e no final, apenas no final você sente frescor do álcool da cachaça e
para as meninas é uma festa pela sensação gostosa que ele proporciona então já
viu, serve um, serve dois e no terceiro drinque “boa noite cinderela”, alias
esse nome parece mais interessante, porém como estávamos em um evento
eminentemente masculino e servindo um drinque a base de morango o nome mata
coelha me pareceu mais adequado. A bem da verdade isso pouco importa, o que
importa mesmo é que ele é gostoso.
Escrevi tudo isso para tentar lembrar-me
da receita, mas não consegui mesmo. Lembro-me que é simples, o problema são as
quantidades, mas nada que um “a gosto” não resolva.
Então vamos em frente – A fruta
escolhida e macerada numa jarra, açúcar “a gosto”, gelo quebrado. Mistura tudo
com uma colher e adicionamos a BIBUCCO numa quantidade suficiente para cobrir a
mistura e mais um dedo e meio (essa medida é ótima porque vai depender do
tamanho do dedo de referência e como eu não estarei sempre presente para vocês
utilizarem o meu dedo como referência, sugiro o método alemão, SHULTZ). Mistura-se
tudo s serve-se com uma pedra de gelo no copo.
Vá com fé e sem preconceito que
você acerta o máximo que pode acontecer e máximo que pode acontecer é você ter
que começar tudo novamente e tenho certeza que isso não será problema.
É interessante ver o resultado do
produto, a caipirinha, feita com as diversas versões da Casa Bucco. Cada uma combina com um
tipo de fruta, mas não estou aqui para vender nada, só passar o que aconteceu.
Uma ressalva apenas sobre isso tudo. Apesar de sair-se bem nas caipirinhas, o
meu gosto, a envelhecida, deve ser apreciada pura, na temperatura ambiente.
Não se esqueçam de levar cheque
ou dinheiro porque os italianos de lá não aceitam cartão, mas isso vocês verão
que não será problema.
Voltando ao evento, vou fazer um
rápido resumo para vocês entenderem e depois tento explicar melhor.
O que restou de mim hoje achou legal ter feito.
Que correria.
Começou na quarta-feira de cinzas
quando o Janerson veio tomar um chimarrão aqui em casa e passando pela frente
do Hotel Fazenda Pampas
notou uma movimentação e chegando me perguntou se eu sabia o que estava
acontecendo e falei que era uma exposição de cavalos que aconteceria na sexta e
sábado seguintes.
Algumas ligações entre um
chimarrão e outro e acertamos a nossa participação da feira e ai começou a
correria.
Na manhã de quinta fomos a Bento
Gonçalves até a sede da Bucco, buscar o material e os produtos para a feira. O
Jeep veio cheio de coisas. Caixas com os produtos, caixa para presente,
garrafas, copos e tudo o que seria necessário para o evento.
Na volta de Bento, passamos pelo
hotel e descobrimos que não seria necessário montarmos o estande naquele dia
então marcamos para sexta, oito horas da manhã.
Na sexta, fomos para o hotel e no
espaço reservado começamos a montagem, Dorinha estava junto dando apoio.
Terminamos a montagem exatamente
no momento em que a feira foi aberta. Eu estava tirando o carro da frente do
estande quando os cavalos começaram a chegar.
Os animais eram muito bonitos. A
última vez que eu havia chegado perto de um cavalo, de quatro patas, eu devia
ter em torno de dezoito anos, o mesmo que falar “foi ha dois anos atrás”.
Eles desfilavam pela arena com
seus tratadores como se soubessem que estavam sendo observados e como dizem por
aqui: “mas é um bicho bonito tchê!”.
Nossos vizinhos foram à exposição,
todos paramentados e vestidos a caráter. Foi legal ver a tropa chegando como
verdadeiros gaúchos que são. Eles levam isso muito a sério.
Em dado momento um senhor
sentou-se em uma das cadeiras do estande para olhar os animais.
Estava claro que ele estava
interessado nos animais porque olhava para eles e para o catálogo e fazia
anotações.
Era um provável comprador e eu
não resisti e fui até ele. Sentei-me ao seu lado e comecei a puxar uma conversa
sobre os animais.
Não, eu não entendo absolutamente
nada de animais de exposição e por isso ficou mais fácil já que o meu pedido
foi que ele me explicasse o que se olhava em um cavalo para classifica-lo como
um bom animal.
Ele muito gentilmente me deu uma
aula sobre o assunto.
Devemos olhar a postura do
animal, o tamanho da cabeça e do pescoço em relação ao corpo, olhar o peitoral,
as patas, principalmente as traseiras que devem ter um formato de triangulo e não
muito viradas para dentro, o tamanho das orelhas e mais um monte de coisas que
não me lembro mais. Claro que é muito mais fácil explicar isso tendo os
exemplos passando pela sua frente enfim aprendi mais uma coisa.
O dia passou sem muitas novidades
e lá pelas sete da noite começamos a desmontar o estande porque precisávamos
transferi-lo para o local onde seria realizado leilão à noite. Põe na caixa,
carrega o carro, tira da caixa, põe na mesa. Essa vida de expositor não é mole
não, acho que é por isso que às vezes as coisas são mais caras na exposição,
porque dá um trabalho lascado deixar aquilo bonitinho para o pessoal passar
olhar, provar e dizer “obrigado, daqui ha pouco eu volto”, como se a gente nunca
tivesse sido cliente.
Montamos nosso estande no local
do leilão e vamos para as degustações e uma hora depois começou o leilão. Eu
não sei como aquele cara consegue falar tanto, tão rápido e por tanto tempo. O
leiloeiro falou por mais de duas horas sem parar, apenas tomando uns goles de
água, eu acho e passando um lenço sobre o rosto e o homem falou.
“Me dá mais trinta, quem da
trinta, trinta, trinta trinta, trinta, quero mais trinta, trinta, trinta”, quem
já foi em eu sabe bem a que estou me referindo. O cara fala muito.
A maioria dos animais forma vendidos
por algo em torno de vinte mil reias, ai eu penso: Se o pessoal paga vinte mil
reais por um cavalo, quanto será que pagariam pelos 220 cavalos do motor do meu
carro?
Até tentei ver se conseguiria entrar no leilão, mas os caras não entenderam meu ponto de vista.
No final das contas, o pessoal
movimentou algo em torno de oitocentos mil reais naquele leilão. Imagino não
ser muito, mas para quem nunca havia ido a um lugar como esses, achei muita
grana e certamente resolveria todos os meus problemas.
Lembram-se daquele senhor que se
sentou no estande à tarde e eu conversei com ele? Ele passou no estande no
final do leilão, perguntando se tínhamos alguma degustação. Eu pude ver que ele
tinha umas duas fichas de compra na mão e numa delas valor da compra era
visível. Trinta e dois mil reais. Servi um copo para ele que tomou, achou
gostosa e nos deu boa noite.
Eram quase duas horas da manhã
quando terminamos de encaixotar e guardar tudo dentro do carro. Por conta dos
cavalos e da chuva que caiu no meio da noite, o lugar virou um barro só. Amanhã
o Jeep não vai ser lavado. Ele vai ficar de molho.
Sabadão, seis e meia da manhã,
apenas três horas depois de eu ter ido deitar, o relógio toca novamente, que
alegria, que delícia, mas vamos lá.
Levantei, tomei banho e café,
carreguei algumas coisas no carro e voltei para a arena.
Perceberam que eu não mencionei o
verbo acordar? Sim porque isso só foi acontecer mesmo lá
pelas dez da manhã, até então era só o piloto automático que estava ativo.
Começou o desfile e o julgamento
dos animais e nesses haviam exemplares melhores dos que haviam sido leiloados
na noite anterior.
No final da manhã o Moacir
apareceu para dar uma olhada no evento. Ficou um pouco conosco e foi embora.
E o dia passou entre visitas, degustações
e algumas vendas.
Por volta das sete da noite,
terminamos tudo e voltamos para casa.
Eu estava tão cansado que só
consegui descarregar o carro, tomar um banho e cair na cama. Por sorte
terminamos o horário de verão então apesar de dormir uma hora a mais.
Foi muito bom, agora é fazermos
as contas para apurarmos o resultado e claro, sairmos atrás do próximo.
E que venha o próximo evento.
É
mais divertido que cansativo.
Quero deixar registrado que o Wagner também foi de grande ajuda e consideração comigo nesse projeto.
Quero deixar registrado que o Wagner também foi de grande ajuda e consideração comigo nesse projeto.
Ele esteve ao meu lado durante toda a sexta-feira, ajudando a carregar coisas, fazendo companhia e claro olhando os cavalos, que ninguém é de ferro não tchê?
Valeu Wagnão, obrigado pela ajuda e pelo apoio. Você é o cara.


È como se diz: a dada dia se aprende alguma coisa. Basta aproveitar a ocasião. Quem se fecha em seus hábitos deixa de viver experiências que ´podem ser muito prazerosas. Bom final de domingo! Beijos.
ResponderExcluire isso é uma coisa que só a senilidade nos ensina.
ExcluirDesculpe o erro de digitação: "a cada dia e não a dada dia... rsrsrs
ResponderExcluirnão tem problema, deve ser a idade.
Excluirbeijos