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sábado, 20 de abril de 2013

Nós em São Paulo


No começo do mês estivemos em São Paulo para resolvermos os últimos detalhes que estavam pendentes, entre eles o da transferência do Chevette e impressão foi de ser um turista na cidade.

Começou pela viagem. Saímos de Canela de ônibus para o aeroporto de Porto Alegre. Foram duas horas e quarenta minutos de viagem. Depois, mais uma hora e vinte de voo até São Paulo. Descer em Congonhas torna a viagem mais curta que descer em Guarulhos, cerca de 20 minutos.

O primeiro susto de turista foi ao chegar à locadora, que fica perto da pista de Congonhas e ouvir aqueles aviões decolando. O barulho é qualquer coisa de trincar os dentes de susto e não há como se acostumar com aquilo, pelo menos não nos quarenta minutos que lá ficamos.

Pegamos o nosso carro e fomos para o hotel. Ai sim eu me senti no inferno. Imaginem que eu dirijo um carro grande e alto, numa cidade que não tem trânsito e que os carros param para os pedestres, aliás, os pedestres daqui não durariam quinze minutos em São Paulo, eles simplesmente não olham e não param para atravessar as ruas, mas voltando o meu inferno, em São Paulo pegamos um carro pequeno, baixo e caímos de cara na Avenida Vinte e Três de Maio. Até o velho HD recuperar o setup de sobrevivência na selva, nem o rádio ligamos.

Chegamos ao hotel, sãos e salvos, mas claro que errando algumas entradas, porém no final deu tudo certo.

Estávamos cansados da longa viagem. Havíamos saído de casa às 8h e estávamos chegando às 17h, pedimos um lanche e nos atiramos na enorme cama do nosso quarto, o de número 1101 no HOTEL VILLE.

Na manhã seguinte, sexta-feira, depois de um delicioso café, resolvemos que iríamos até o DETRAN tentarmos resolver a questão da transferência do Chevette para Canela.

O DETRAN é menos assustador do que parece, as pessoas tem uma baita boa vontade para resolver os problemas, o que pega é que para cada pergunta que você faz, há um guichê diferente em um andar diferente para te dar a resposta. O resultado é que até descobrirmos o que queríamos, passamos por nada menos que três andares e cinco salas.

O resultado foi que não será fácil trazer a placa do Chevette para Canela, pois por causa ano de fabricação dele (1983) e principalmente pela última vistoria feita, quando ele trocou da placa amarela para a cinza (1999), o DETRAN não tem mais os documentos físicos e não há como comprovar que ele saiu da fábrica com o motor que está nele. Para comprovarmos isso temos que leva-lo para São Paulo para fazermos uma vistoria fotográfica e ai DETRAN emite um novo CRVL com o número do motor e ai conseguiremos transferi-lo.

Vamos tentar junto ao DETRAN daqui uma solicitação para assumirmos a responsabilidade pelo motor e assim tentar emitirmos o documento aqui, senão me desculpem, mas ele ficará irregular porque eu não vou leva-lo para SP só para provar que ele é nosso. Eu estou tentando fazer a coisa certa, mas eles não querem ajudar, então ele só vai andar pelo bairro.

Quando demos por encerrada a maratona no DETRAN eram quase quatro da tarde e tínhamos que voltar para o hotel, pois era o dia do rodízio do carro.

Voltamos para o hotel e eu fui me encontrar com alguns amigos que ainda trabalhavam na Gazeta e fomos tomar uma cerveja.

No sábado fomos a Sorocaba visitar Dom José que está cada vez melhor. O cara parece vinho de guarda. Quanto mais tempo melhor ele fica. Almoçamos, conversamos e voltamos para São Paulo.

Domingo foi dia de encontro com a família da Dorinha no restaurante do Guappo. Aproveitamos para um passeio pelo shopping, coisa que eu adoro e depois um passeio pelas ruas de São Paulo.

Nos dias que se seguiram, fomos resolvendo o que precisava ser resolvido e passeando pela cidade.

Visitei Tivonne em Bertioga. Dorinha não foi, não estava se sentindo bem, como eu disse a ela, “perdeu preiboi”. Passamos, eu e Tivonne, a tarde toda tomando cerveja e comendo camarão olhando para o mar de Bertioga.

Visitamos também nossas ex vizinhas e amigas Maria José e Elaine, apesar de rápida a visita foi muito gostosa.

Outra grata surpresa foi  a visita da Meire tranqueira. Saber que a vida dela está boa muito nos alegrou. Ela é muito especial, muito alto astral e muito valente.

É uma coisa muito interessante você visitar São Paulo como um turista. Você se assusta no começo com aquela correria, o barulho, o trânsito, aquele pessoal ligado em 220 o tempo todo, mas passado o susto a cidade é muito bonita e tem muita coisa para ver. Nós não vimos tudo o que queríamos porque precisávamos resolver muitas coisas, mas voltaremos com dois turistas para passear por São Paulo.

Como eu sempre disse sair a passeio é ótimo, mas voltar pra casa não tem preço e uma semana depois de termos saído, voltamos para nossa casinha aqui em Canela. No mesmo dia fomos buscar a Cylla no hotel e pronto, tudo começa a voltar ao normal.

Até a próxima 

2 comentários:

  1. Foi a Bertioga e não parou aqui em Mogi né??? Bjs

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    1. Pois é. A bem da verdade eu nem passei por Mogi, dei a volta pela perimetral, mas prometo que na próxima eu passo ai. Beijos

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