Hoje tivemos mais uma experiência
de como é a vida no interior e numa cidade com pouco mais de quarenta mil
habitantes é diferente das cidades grandes.
Saímos de casa por volta das duas
da tarde para, buscarmos umas roupas que a Dorinha havia mandado para a
costureira arrumar, depois passar numa vídeo locadora nova, irmos ao banco,
buscar um dinheirinho, passarmos no correio para buscar uma concorrência e no
posto de saúde para sabermos da possibilidade de continuarmos o tratamento da
Dorinha pelo SUS e foi ai a grande surpresa.
Fomos até o posto e conversamos
com os atendentes, muito gentil e atencioso, marcou a primeira entrevista da
Dorinha para quarta-feira que vem isso mesmo, menos de uma semana.
Em seguida nos orientou a irmos
até a secretaria de saúde do município para regularizar a situação do nosso
cartão do SUS que era de São Paulo.
Lá chegando, fomos atendidos por
uma moça tão gentil como o cara do posto de saúde e ao explicarmos a nossa
situação ela simplesmente pediu a carteira antiga para verificar no sistema.
Passado alguns minutos, isso
mesmo, minutos, ela voltou dizendo que a carteira que tínhamos era provisória,
mas que ela já havia encontrado o número certo e só precisamos atualizar o
endereço.
Eu falei que infelizmente eu não
tinha nenhum comprovante ali comigo e se a nossa palavra bastaria para a
atualização. Ela sorriu e pediu o nosso endereço e em menos de 10 minutos após
a nossa entrada na Secretaria de Saúde, estávamos saindo com a nova e
definitiva carteira do SUS.
Igualzinho a São Paulo onde eu tive que pedir para o Zi, que tem amigos no posto de saúde tirar a carteirinha para nós porque ele poderia fazê-lo na fila dos idosos. É eu fiz isso sim, não é correto mas se estamos na chuva não é para queremos ficar secos.
Acreditamos que a entrevista na
próxima semana seja da mesma forma, tranquila e sem estresse.
Depois disso fomos aos Correios
buscar uma correspondência que precisava de assinatura e como no dia da entrega
não havia ninguém em casa, o carteiro deixou um formulário para buscarmos no
correio. Pra variar eu não havia levado o formulário que ele tinha deixado em
casa, e não é que o atendente revirou tudo lá até encontrar o documento!
E não era nada demais, era apenas
mais uma conta para pagar que eu já havia puxado uma segunda via pela “infernet”.
Passamos no banco e numa sexta-feira,
três e meia da tarde sabem quantas pessoas havia na fila do caixa eletrônico na
minha frente? Duas! Isso mesmo, duas pessoas. Saquei o dinheiro que
precisávamos e aproveitei para falar com a gerente para transferir a nossa
conta para cá.
Ela me disse que os melhores dias
para ir ao banco são terça, quarta ou quinta-feira, por volta de onze e meia da
manhã.
Fico imaginando que nesse horário
só eu estarei no banco. Falei que voltaria semana que vem e ela disse que
semana que vem fica um pouco mais cheio porque começam a ser pagos os
aposentados. Ah, esses aposentados que não fazem nada e tem como diversão ir ao
banco.
Eu disse que voltaria após o
carnaval então não na semana do carnaval, mas na seguinte em que a vida do
banco voltaria ao normal.
Ela concordou e eu fui embora.
Nosso carro estava estacionado do
outro lado da rua e a Dorinha havia ido ver as lojas daquele quarteirão.
Eu tranquilamente sentei dentro do
carro e fiquei esperando até ela voltar, o que não demorou muito.
Feito isso, voltamos para casa e
os garotos do vizinho estavam na frente de casa e perguntaram se poderiam vir
brincar no nosso quintal. É que a casa deles não tem um quintal do tamanho do
nosso e claro, a grama do vizinho é sempre mais verde e aqui sempre tem uma
balinha para eles.
Eles entraram e fomos para o
fundo jogar bola e isso foi até quase anoitecer quando a mãe deles os chamou
para o terrível e detestável banho de final de dia. Foi um resmungo geral, mas
eles foram embora. Eu me solidarizei com eles e disse que também não queria
tomar banho, mas a Dorinha que estava na escada acompanhando o jogo de bola não
deu mole não, me pegou pela orelha e na frente dos meninos me levou para o
banheiro e ai não teve jeito a não ser tomar banho também. Foi divertido.
É meus amigos, a vida no interior
é terrível.
bjks adoro sua vida de interiorano...
ResponderExcluirEla é boa mesmo.
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