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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Morar no interior


Hoje tivemos mais uma experiência de como é a vida no interior e numa cidade com pouco mais de quarenta mil habitantes é diferente das cidades grandes.

Saímos de casa por volta das duas da tarde para, buscarmos umas roupas que a Dorinha havia mandado para a costureira arrumar, depois passar numa vídeo locadora nova, irmos ao banco, buscar um dinheirinho, passarmos no correio para buscar uma concorrência e no posto de saúde para sabermos da possibilidade de continuarmos o tratamento da Dorinha pelo SUS e foi ai a grande surpresa.

Fomos até o posto e conversamos com os atendentes, muito gentil e atencioso, marcou a primeira entrevista da Dorinha para quarta-feira que vem isso mesmo, menos de uma semana.

Em seguida nos orientou a irmos até a secretaria de saúde do município para regularizar a situação do nosso cartão do SUS que era de São Paulo.

Lá chegando, fomos atendidos por uma moça tão gentil como o cara do posto de saúde e ao explicarmos a nossa situação ela simplesmente pediu a carteira antiga para verificar no sistema.

Passado alguns minutos, isso mesmo, minutos, ela voltou dizendo que a carteira que tínhamos era provisória, mas que ela já havia encontrado o número certo e só precisamos atualizar o endereço.

Eu falei que infelizmente eu não tinha nenhum comprovante ali comigo e se a nossa palavra bastaria para a atualização. Ela sorriu e pediu o nosso endereço e em menos de 10 minutos após a nossa entrada na Secretaria de Saúde, estávamos saindo com a nova e definitiva carteira do SUS.

Igualzinho a São Paulo onde eu tive que pedir para o Zi, que tem amigos no posto de saúde tirar a carteirinha para nós porque ele poderia fazê-lo na fila dos idosos. É eu fiz isso sim, não é correto mas se estamos na chuva não é para queremos ficar secos.

Acreditamos que a entrevista na próxima semana seja da mesma forma, tranquila e sem estresse.

Depois disso fomos aos Correios buscar uma correspondência que precisava de assinatura e como no dia da entrega não havia ninguém em casa, o carteiro deixou um formulário para buscarmos no correio. Pra variar eu não havia levado o formulário que ele tinha deixado em casa, e não é que o atendente revirou tudo lá até encontrar o documento!

E não era nada demais, era apenas mais uma conta para pagar que eu já havia puxado uma segunda via pela “infernet”.

Passamos no banco e numa sexta-feira, três e meia da tarde sabem quantas pessoas havia na fila do caixa eletrônico na minha frente? Duas! Isso mesmo, duas pessoas. Saquei o dinheiro que precisávamos e aproveitei para falar com a gerente para transferir a nossa conta para cá.

Ela me disse que os melhores dias para ir ao banco são terça, quarta ou quinta-feira, por volta de onze e meia da manhã.

Fico imaginando que nesse horário só eu estarei no banco. Falei que voltaria semana que vem e ela disse que semana que vem fica um pouco mais cheio porque começam a ser pagos os aposentados. Ah, esses aposentados que não fazem nada e tem como diversão ir ao banco.

Eu disse que voltaria após o carnaval então não na semana do carnaval, mas na seguinte em que a vida do banco voltaria ao normal.

Ela concordou e eu fui embora.

Nosso carro estava estacionado do outro lado da rua e a Dorinha havia ido ver as lojas daquele quarteirão.

Eu tranquilamente sentei dentro do carro e fiquei esperando até ela voltar, o que não demorou muito.

Feito isso, voltamos para casa e os garotos do vizinho estavam na frente de casa e perguntaram se poderiam vir brincar no nosso quintal. É que a casa deles não tem um quintal do tamanho do nosso e claro, a grama do vizinho é sempre mais verde e aqui sempre tem uma balinha para eles.

Eles entraram e fomos para o fundo jogar bola e isso foi até quase anoitecer quando a mãe deles os chamou para o terrível e detestável banho de final de dia. Foi um resmungo geral, mas eles foram embora. Eu me solidarizei com eles e disse que também não queria tomar banho, mas a Dorinha que estava na escada acompanhando o jogo de bola não deu mole não, me pegou pela orelha e na frente dos meninos me levou para o banheiro e ai não teve jeito a não ser tomar banho também. Foi divertido.

É meus amigos, a vida no interior é terrível.

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