Esta noite foi muito quente, às
onze da noite os termômetros marcavam mais de 27 graus e a matemática da
natureza é simples. Ela sempre vai buscar o equilíbrio. O complicado para nós,
serem humanos, é que esse equilíbrio às vezes cria complicação porque vem de
uma vez. Foi o que nos aconteceu aqui em Canela.
Nesta madrugada que passou fomos
acordados por volta das três horas da manhã com uma ventania que deu medo. As
árvores balançavam nervosamente de um lado para outro. Além do vento, uma chuva
pesada acompanhava o cenário.
A chuva demorou em torno de 40
minutos e foi assustador.
Nossa casa está em ordem a
posição dela favorece a proteção, nenhuma árvore caiu por aqui, mas já soube
que algumas casas aqui perto foram destelhadas e esperamos que ninguém tenha se
machucado.
Liguei para uns amigos daqui pela
manhã e como o telefone deles não atendeu fui verificar pessoalmente se havia
algum problema e se eles precisavam de ajuda. Felizmente os dois são clientes
da TIM e a torre deles caiu ou saiu do ar por isso o telefone não funcionava.
Que alívio.
Na hora do almoço vimos o noticiário
e soubemos que em Porto Alegre aonde temos amigos a noite também tinha sido
animada. Conversando com eles, descobrimos que só algumas telhas resolveram
passear, mas nada demais tanto na decolagem como na aterrissagem das mesmas.
Foi só a emoção da madrugada
mesmo.
Vocês podem ter esquecido, mas ela
não. Hoje é terça, dia do terror. E quando a campainha tocou às 13h30 um frio
percorreu minha coluna. Não deu pra escapar antes. Por sorte veio só a Noemi,
mas por via das dúvidas eu tratei de me mandar, fui levar um aparelho de som e
um telefone para ver se tinha conserto. Isso deveria demorar, a tempo de
Canela, coisa de meia hora, levei duas horas e meia. Não estava a fim de pegar
em caixas hoje.
Para aliviar minha barra, passei
numa padaria aqui perto de casa que fica do lado do Bar dos Alemão e comprei
uns docinhos para a Dorinha e para a Noemi.
Cheguei em casa, limpei minha
barra e fui me meter a fazer um chimarrão. AH MULEKE.
Segui as instruções que o Nilson
havia me dado na Feira de Natal e lá fui eu. A primeira cuia não deu certo,
entupiu tudo, subia erva junto ficou um terror, o perfeito chimarrão de
paulista.
Não me dei por vencido, joguei a
erva fora, lavei a cuia e fui seguindo a cola que eu fiz passo a passo do que o
Nilson havia dito.
Vamos à receita:
Coloque água na cuia até cobrir o
bojo da bomba, depois vá colocando a erva mate até completar, não se esqueça de
deixar um lado, de preferência aonde sai a bomba, para você colocar a água.
Feito isso, coloque a cuia no
descanso e aguarde uns cinco minutos, até menos depois vá colocando a água, que
não deve ser fervente, para não queimar a erva, mas aquecida ao seu gosto, pelo
lado da cuia em que está a bomba até que ela suba e pronto, pode tomar o
chimarrão que não vai entupir.
E não é que o Nilson estava
certo. Tomei o meu primeiro chimarrão feito por mim mesmo. Não é demais? MAS
BAH! TCHÊ! Se é. Agora sou um cara independente, pelo menos no chimarrão.
Vale lembrar que o tonto aqui
aqueceu demais a água e adivinhe, queimou a língua, mas essa é a segunda aula.
Amanhã vamos ao DETRAN ver se
está tudo em ordem para transferirmos o Chevette para cá.
Hoje não tivemos muitas aventuras
porque precisei passar boa parte do dia dando atenção à Dorinha que está
ficando com ciúme do computador e dos textos, mas está tudo resolvido. O
docinho de padaria foi uma grande sacada.
É isso ai pessoal, aproveite
porque o final do mundo está perto. Dez dias e contando. Eu adoro os Maias que
inventaram essa.
Por via das dúvidas, minha
garrafa de vinho e minha cadeira já estão preparadas para o evento. Eu moro de
frente para o mar. É verdade que não dá para vê-lo porque estamos muito longe
dele e há um monte de montanhas e casas na frente, mas tenho certeza que minha
varanda é de frente para o mar e ainda tem vaga para quem quiser.
Beijo a todos.
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