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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O churrasco de Natal


Por volta de onze e meia da manhã, depois de uma noite de sono gostosa e um café melhor ainda com as bolachinhas da Vó Iria, percebi os primeiros sinais de fogo acesso na churrasqueira do vizinho.

Arrumamos-nos e fomos, quer dizer, eu me arrumei e fui porque a Dorinha ainda tinha que ver algumas coisas e queria que eu perguntasse se poderíamos levar a Cylla junto.

Chegando lá, consultei os universitários, quero dizer, os donos da casa e a entrada da Cylla foi autorizada. Como a distância é muito grande, bastou eu dizer um pouco mais alto que a Cylla poderia vir para que a Dora entendesse e a trouxesse com ela.

Dessa vez eu levei o Vidião para eles experimentarem e também uma garrafa de Flor do Valle para a caipirinha. Não preciso dizer que os caras gamaram no Vidião. Primeiro acharam um pouco forte, mas bastou o segundo gole para que o velho de Monte Alegre do Sul ganhasse o paladar dos presentes.

Ficamos sentados em volta da mesa, a “sogramãeavó” preparando a maionese, daquelas feitas com ovo e azeite, a Karen cortando as batatas e cenouras, o Wagner cuidando da carne e eu a Dorinha e o Paizinho, padrinho da Karen, conversando sobre o tempo em que tele tinha padaria e tomando Vidião.

A Cylla ficou aos cuidados do Eduardo, um dos três filhos da Karen que adora cachorro e ficava com ela pra cima e pra baixo. A agitação foi tanta para a Cylla que agora ela está dormindo sob a mesa e roncando.

 Churrasco pronto, vamos para a mesa. Meus amigos faziam anos que eu não comia uma costela como a que nos foi servida e a foto dá a dimensão exata do que eu estou falando. O ponto de cozimento, a quantidade de sal, o sabor da carne, tudo simplesmente perfeito. Não preciso nem dizer que comi até não poder mais. O Wagner está de parabéns.

Final do churrasco, o Wagner propõe irmos até o estábulo vermos os cavalos e quem sabe darmos uma volta a cavalo.

Claro que eu concordei prontamente mesmo sabendo que a última vez que eu fiz isso ainda tinha cabelo.

Enquanto eu pegava o carro, o Wagner e o João, o filho mais velho foram se arrumar. Eu só fui entender quando os vi totalmente paramentados como gaúcho, de bombacha, bota, camisa, lenço e chapéu. Fomos até os estábulos que ficam num galpão num bairro distante da cidade.

Os cavalos estavam pastando e eram lindos. Um totalmente preto, outro bege e uma égua de cor creme.
Colocamos os animais no estábulo e o Wagner começou a encilhá-los. O primeiro foi o preto, cavalo do João, um animal muito manso. Era esse que eu iria andar, mas antes era melhor o João dar umas voltas com ele. Eu como não estava com pressa nenhuma, apenas estar ali já era emoção bastante para um “urbanóide” como eu.

Quando chegou a vez de arrumar o cavalo bege foi que o show começou. O animal estava arisco e não queria ser encilhado de forma alguma. Eu já estava propondo que deixasse o animal em paz e que não haveria problema se eu não andasse hoje e que eles poderiam passear sem problemas que eu esperaria, mas o Wagner não é de levar desaforo pra casa.

“Mas o que Tchê! vou montar nesse cavalo nem que seja a última coisa que eu faça”. Quase foi mesmo.

Ele subiu no animal e ele começou a empinar, andar para traz, querendo derrubar o Wagner. Eu acho que o cara tem cola na sela, porque o cara não desgrudou dele.

Pediu que eu abrisse o portão para ele dar uma volta mais longa e cansar um pouco o bicho.

E lá se foram os dois brigando um com o outro. De repente o cavalo empina de tal forma que acaba caindo no chão por cima do Wagner, mas quem disse que o cara largou. Que nada. Grudou nas orelhas do animal e quando ele voltou a ficar de pé lá estava ele, grudado na sela tentando domina-lo.

O animal ainda tentou derruba-lo mais umas duas vezes e foi quando ele achou melhor desistir do passeio. Adivinhe se eu não concordei rapidinho e o João que estava branco, nem falava, só balançava a cabeça em concordância.

A coisa foi tão intensa que até a máquina ficou sem bateria e claro não consegui registrar nada, senão teríamos mais uma vídeo cacetada.

Depois disso os dois tiram as celas dos animais que foram deixados livres no pasto e nos preparamos para voltarmos para casa. Ai o Wagner nos mostrou o lábio dele cortado por dentro, a calça e a bota rasgada em função do tombo.

“Bah Tchê! Teu avô tá gastando dinheiro à toa com aquele animal, imagina se ele faz isso com uma criança ou com ele?”

Eu virei e falei. E você queria que eu montasse nele? Falou amigão.

Não Tchê! Nele quem ia montar era o João.

Pior ainda cara. Ele jogaria o garoto em São Chico.

Bah! É verdade Tchê! Que animal safado.

Voltamos para casa, e a Dorinha estava mostrando sua coleção de DVDs para a Karen e os garotos.

Tomamos mais uma cerveja quando eu recebi um torpedo da VIVO e dos 30 ANOS DO SBT, dizendo que eu havia ganhado R$ 50.000,00 e um carro zero. Legal não é mesmo?

Tão bacana que merece um capítulo à parte.

Mais uma vez obrigado aos nossos novos amigos Canelenses. Viver ao lado de vocês está sendo muito bom e muito gostoso.

Os melhores momentos: NATAL 2012

2 comentários:

  1. Que bom que vocês estão se adaptando bem, uma cidade menos estressante vai ser bom para a Dora e sempre gostaram daí.
    Dorothea

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    1. A vida está boa sim. agora é aguardar o inverno para ver se a sobrevivência vai ser tão fácil assim. Se levarmos em conta que o inverno é o posto do verão, imagino que teremos um certo friozinho por aqui.
      O apoio de torcida de vocês é muito importante para o nosso sucesso.
      Obrigado

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