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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Terça feira do terror - Segundo episódio


Hoje, terça-feira é dia do terror da Noemi e da Keli.

Dorinha deu o seu jeito. Pediu-me para leva-la para Gramado às 10h porque havia marcado uma consulta no SPA das Sobrancelhas para terminar o design da sobrancelha dela. E informou que o procedimento levaria por volta de hora e meia e que depois iria almoçar e passear por Gramado e que me ligaria quando estivesse pronta para voltar. Prestem atenção no que essa menina está se transformando, depois vão dizer que é perseguição que eu sou isso, sou aquilo.

Eu como bom e respeitoso marido, só quem faz parte da ACF sabe o que é isso (ACF = Associação dos casados com as Fontes), levei a "madame" para Gramado e depois voltei para casa. Vale lembrar que nessa volta ainda passei no pet para pegar a Cylla que estava pronta do banho semanal.

Chegamos, eu e a Cylla, em casa por volta de 10h30, olha daqui, arruma uma coisa de lá, com uma vontade que era de doer só pensando no que faria para escapar do terror que estava por vir, lembrando que o terror é no bom sentido, porque as duas chegam pilhadas e começam a fazer as coisas e a gente não tem como não acompanhar e no final do dia tá morto.

Antes disso, passei no mercadinho para pegar alguns bifes e aproveitei para visitar um brechó que tem em frente que vende um monte de tranqueira. Conheci o Luis, um cara bem humorado, de risada franca. Perguntei se ele tinha algum paneleiro de pé, daqueles antigos que a gente via muito em fazendas onde as pessoas penduravam as panelas ao lado do fogão. Temos um espaço aqui em casa onde um desses ficaria perfeito. O Luis com aquele jeito gaúcho me disse: “mas bahhhh! Tchê! Vendi um semana passada, todo de ferro lindo de morrer” e eu com aquela cara de conteúdo retruquei: “mas isso não resolve o meu problema”. O cara quase caiu da cadeira de tanto rir da minha resposta e mais arrastado ainda disse: “Tchê, me deixa teu telefone que vou arranjar outro pra ti. Assim que eu tiver te ligo tchê, ainda mais que tu és meu vizinho, bah! deixa comigo”. Depois desse papo eu fui para casa e podemos voltar ao assunto do parágrafo anterior.

Em casa, resolvi que não faria mais os bifes, ainda tinha um pouco de churrasco e macarrão. Dei uma cheirada para sentir, vi se nada estava se movendo e coloquei tudo num prato e micro ondas nele.
Outro parêntese: Dorinha havia me instruído a dizer o que a Noemi deveria fazer. Ela saiu para não voltar mesmo e eu que segurasse à bronca.

Voltando então. Estava eu degustando o meu macarrão com sobra de churrasco quando a campainha toca. Eu fui até o portão e lá estavam elas, Noemi e sua fiel escudeira Keli. Abri o portão, passei as instruções da Dorinha e voltei para o meu almoço.

A tranquilidade durou até eu terminar o prato quando elas começaram a me fazer um monte de perguntas para as quais eu não tinha resposta. Falei meninas, façam como vocês acharem melhor e me mandei para o porão, porque a Noemi estava no escritório e a Keli na sala, os dois lugares em que temos televisão. (to me fazendo de coitadinho sim hoje).

No porão, olhava para um lado, olhava para outro, algumas caixas me encarando, outras rindo e eu morrendo de vontade de fechar a porta e sumir. Eu estava andando de um lado para outro feito pai novo na maternidade esperando o médico quando de repente ele chegou.

Não o médico o carteiro, o que é tá louco?

Ele queria me entregar uma encomenda e precisava de um documento meu com foto.  Pensei pronto, os cobradores de São Paulo já me acharam aqui também, mas vamos lá.

Quando eu entreguei o documento ele me deu um envelope do DETRAN. Eram os documentos do JEEP alterados para Canela. Pronto, agora é só ir ao DETRAN com os documentos trocar as placas. E os caras queriam me cobrar R$ 100,00 por isso, me dei 75 pilas de gorjeta e ainda economizei 25. To ficando bom nisso.

Lá pelas três da tarde, o telefone toca e adivinhe quem é?

Dorinha, dizendo que estava em uma locadora e que eu poderia ir busca-la. E pra eu aproveitar e colocar os tapetes dentro do carro para depois leva-los de volta à loja. Sim "madame" e lá fui eu cumprir as minhas tarefas.

O design ficou bem bacana e pelo que ela me disse vai ficar melhor ainda quando secar. Eu não entendo nada disso, mas ela está com as sobrancelhas definidas e de vez em quando passa um produto nelas. Sei lá o que é aquilo, parece um gel, mas está bacana.


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