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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal no Vizinho


Pois é, estamos numa das regiões mais frias do país e os termômetros aqui estão marcando 35 graus nessa véspera de Natal. São quase 19h e o sol lá fora batendo sem dó nas pessoas que estão olhando as decorações derreterem ou que estão tentando descolar seus sapatos do asfalto amolecido pelo calor.

Eu sei que é Natal, mas está tão quente que os dois capetinhas que encontrei na rua estavam se dirigindo a um boteco com ar condicionado.

Assim como a cidade está parando parte por causa das festas e o resto por causa do calor mesmo, nós estamos quietos em casa, só curtindo o nosso aparelhinho de ar condicionado e tirando no par ou impar, melhor de três para ver quem vai sair do quarto. Nem a Cylla quer saber de passear no quintal.
Ontem encontramos nossos vizinhos na Feira de Natal e acabamos passando o resto da tarde com eles.
A dupla é muito legal, além deles, os três filhos e a sogra completam a família. O menino tem entre cinco e onze anos e são três moleques muito legais, cada um com a sua característica o que nos faz exercitar a rapidez de raciocínio, pensamento e adaptação. Só pai e mãe mesmo para aguentar isso 24 horas por dia.

A sogra é outra figuraça. Não vou dizer o nome dela porque não disse de ninguém e como eles a chamam de vó, mãe ou sogra, não tive tempo de gravar o nome. Sei que ela não é de Canela é de uma cidade vizinha São Chico.

Depois de andarmos na feira, fomos tomar um sorvete, mas antes claro tivemos que passar numas lojinhas. Como elas adoram isso e que paciência elas tem para olhar tudo e não levar absolutamente nada. Eu acho que se eu trabalhasse no comércio seria como o Robert De Niro no filme a Máfia volta ao divã em que ele, um poderoso chefe da máfia americana, precisa ter um emprego honesto para manter a condicional. Se ainda não viram eu recomento. A atuação dele no restaurante e na loja de carros é hilariante.

Bom, depois desse momento Rubens E. Filho, voltemos ao nosso passeio.

Antes do sorvete, mas depois da lojinha, fomos até a fábrica de biscoitos da família. Eles produzem uns biscoitos com temas natalinos que além de bonitos são uma delicia e pelo que percebi há um leque enorme de possibilidades para o produto, mas isso é outra conversa.

Agora sim, tomamos o sorvete, quer dizer elas tomaram sorvete porque nós os meninos, tomamos suco de cevada maltada, e como desceu bem.

Feito isso voltamos para casa e eles nos convidaram para entrar e conhecer o resto da família, as crianças e a “sogramãeavó”. Ficamos lá até umas 23h batendo papo, tomando um chimarrão e foi muito bom.

Hoje eles insistem que nós passemos o Natal com eles. Acho que vai ser muito bom porque esse seria o nosso primeiro Natal sozinhos aqui. Isso não é um lamento, mas uma constatação feita a partir da nossa opção de vida e por mais que tenhamos consciência da opção a saudades pela distância bate um pouco mais nesses dias.

Quando eu contei a eles que eu tinha uma roupa de Papai Noel o cara cresceu os olhos e a “sogramãeavó” se encheram de água só de pensar no Papai Noel na casa deles. Hoje combinamos e ele será o Papai Noel da gurizada.  Vai ser divertido.

Já falamos com todos os nossos familiares e agora é esperar para ver como será o Natal no vizinho.
Um feliz Natal a todos, independente da crença e para os que acreditam, assim como eu, que hoje estamos comemorando o nascimento do filho de Deus, não se esqueçam de, em algum momento das festividades de hoje, reverenciar o aniversariante.

Um comentário:

  1. aqui também está quente e estamos derretendo, nosso natal também foi legal, fomos dormir às 9 por causa da missa do galo; até que o sermão foi bonito. O principal é que nosso salvador ainda acha que nós valemos alguma coisa e continua dando força. Um 2013 de amor e aprendizado
    MSD

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