Páginas

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

“Calô duzinfernu”


O fim dos tempos deve estar próximo e pelo jeito vai ser como uma panela de pressão. Como está quente.

O povo aqui está arisco, mal humorado também a cidade e as casas não são configuradas para um calor desértico como este que estamos enfrentando.

Os gaúchos entram em pânico. A AMBEV avisa que o estoque de Polar está baixo e por isso vai restringir a compra nos pontos de venda.

Por outro lado, o churrasco não precisará de carvão, vai se assado ao sol mesmo.

O Papai Noel disse que só sai no desfile se for de camiseta e bermuda. Imaginem o que o cara passa por baixo daquilo tudo.

Essa semana todos os dias os termômetros bateram os 30 graus em Canela. Mas estamos só na terça-feira. Sim, mas desse jeito não chegaremos ao fim do mundo na sexta, vamos cozinhar antes e o pessoal da Cervejaria FAROL dizendo que não vai ter reserva para a festa do fim do mundo os melhores lugares serão de quem chegar primeiro.

Hoje é terça e até a dupla do terror, Noemi e Keli estão quietas e eu acho que estão bravas comigo porque acham que eu estou reclamando delas. Que nada é tudo farra, depois dum calor desses só rindo mesmo.

Ontem eu resolvi começar a por uma ordem no porão. Cara corajoso esse, que orgulho de mim mesmo.
Tomei café e desci. Quando abri a porta quase sai correndo. As caixas haviam se multiplicado e estavam esperando uma oportunidade para ganharem o mundo. Foi uma briga terrível para coloca-las de volta para dentro do porão. Foi um vira aba daqui, puxa a fita de lá, dobra uma ponta, entorta outra, uma delas quase me derrubou mas me apoiei no carro e voltei À carga. Depois de umas duas horas, consegui que elas entendessem que eu precisava do espaço que elas estavam ocupando e das coisas que estavam dentro delas.

Um dos itens negociados foi que eu as colocaria num canto do porão e deixaria todas lá, as montadas e desmontadas assim elas não se sentiriam sozinhas e que, além disso, com o espaço disponível dentro do porão mais pessoas poderiam vir e com mais frequência fazendo a vida delas mais interessante.
Elas concordaram e voltaram para dentro e eu comecei a arrumar.

Poe sorte eu já havia acertado a parte elétrica do porão, ligado a geladeira e tudo mais.

Adega de vinhos e amarelo ao fundo
Primeiro fui montar a adega para os vinhos. Utilizei as caixas de plástico do transporte para fazer uma prateleira horizontal. Coloquei-a no canto mais frio do porão e fui acomodando as garrafas. Ficou interessante e se um dia eu achar os engradados de madeira eu substituo as de plástico. Estão separadas por branco, tinto e os “não põe a mão ai moleque”. Estes últimos são umas garrafas que eu acho especiais, nada demais, apenas as últimas de umas séries que foram especiais para mim. Não se anime que não há nenhuma raridade ali.

Depois foram os espumantes da Dorinha. Todos colocados numa estante próximos aos vinhos.

Feito isso, olhei para as garrafas de cachaça que começavam a se agitar e começaram a me rodear tipo cachorro querendo carinho.

Fui ajeitando as garrafas, abrindo uma por uma, é eu as tinha fechado em São Paulo para o transporte. Separando-as por estado percebi que poderia resumir em três quatro segmentos: Mineiro; paulista, gaúcho e demais e assim elas estão.

Dei o dia por encerrado no porão. Eram 15h, eu estava morto de cansaço, faminto e sem a menor vontade de fazer alguma coisa para comer porque estava um calor de lascar.

Resolvemos ir ao Castelinho, comer uma torta de maça com sorvete de creme. Tava ótimo, uma delicia.

Apfelstrudel do Castelinho em Canela
Depois passamos na Garimpo Modas para visitar uma amiga nossa e eu tomar um chimarrão.

Na volta pra casa ainda passamos no super mercado para fazer as compras da semana. Grande besteira, ir ao super mercado com fome, mas tudo bem, pelo menos nós teremos petiscos por vários dias.

Quando chegamos em casa, notamos que estávamos muito irritados e após uma rápida troca de gentileza entre nós, alguém fez a sugestão de comermos alguma coisa. Foi ai que descobrimos que a fome era o motivo.

Duas burradas então: Ir ao super mercado com fome e ficar em casa com fome.

Comemos e a paz voltou a reinar no nosso lar novamente.

Hoje, terça-feira além de ser o dia de aniversário do meu cunhado e do meu sobrinho, pai e filho, imaginem vocês que o pai ficou feliz só no primeiro ano ”poxa, o meu primeiro filho nascer no mesmo dia que eu. Que alegria!”, porque a partir do segundo aniversário ele percebeu que só o filho ganhava presentes e ele só com aquela cara de conteúdo pagando a conta. Por sorte hoje o filho já é um homem e acho que agora o Fernando ganha uma lembrancinha de aniversário do filho. Mas voltando para o dia, acordamos com a campainha. Era o cara do banho e tosa que veio buscar a Cylla para o banho semanal.
Território das caixas
A fita amarela delimita o espaço

Depois disso, mais uns 10 minutos de preguiça na cama e levantamos para o café. Feito isso eu fui para o porão terminar o meu tratado com as caixas e coloca-las todas num canto que, posteriormente fecharemos com cortinas assim elas terão a privacidade que desejam e nós o porão que queremos.

Fiquei lá até umas 14h30 quando dei por terminada essa etapa. As caixas felizes, eu feliz, quase tudo resolvido (faltam as cortinas para a privacidade).

Quando cheguei qual não foi a minha surpresa, Dorinha estava terminado de preparar uma omelete com peito de peru e queijo. Só foi o tempo de eu me lavar e sentar para comermos. Aquilo estava uma delicia, não só pelo gosto mas por quem havia feito. Dorinha tem uma mão de fada para cozinhar.

Lamento mas não deu tempo nem para registrar.

Comi de lamber o prato. Noemi e Keli haviam acabado as arrumações da sala e estavam esperando sairmos da cozinha para elas darem continuidade.

Juntei a louça do almoço na máquina de lavar e nos retiramos para o escritório.

Quase me esqueci de uma passagem interessante hoje.

Uma ou duas vezes por semana, saímos com o Chevette para mantermos os carros em ordem.

Hoje eu não ia sair de casa mas resolvi ligar o Chevette.

Peguei a chave e quando virei a partida foi aquele som “unó, uó,uó” e nada, mais uma vez e o mesmo som. Dorinha já estava do lado e disse vamos empurra-lo que ele pega, como o carro está no puxadinho e ele é morro abaixo imaginamos que daria certo. Não deu. Quase entramos com o carro na casa do vizinho e nada dele pegar, o jeito foi chamar a Porto para uma “xupetinha” e pronto o carro pegou, voltou para o lugar, deixei-o funcionando por uns 40 minutos e está tudo resolvido.

Bom pessoal, agora vou sentar-me à varanda abrir uma cervejinha e terminar o meu dia.

Calma Fernando eu ainda ligo pra te cumprimentar pelo aniversário, eu não esqueci.



Até mais.

Sônia, Obrigado pelo presente de Natal. Nada poderia ter sido mais oportuno.

2 comentários: