Fomos convidados para a ceia de
Natal com nossos novos amigos, os vizinhos de cima.
Chegamos por volta das dez da
noite conforme havíamos combinado. Eu modestamente havia levado uma garrafa de
espumante, uma de vinho e meio queijo colonial.
Fomos recepcionados pelos filhos
que estavam soltando bombinhas no quintal em seguida, a mãe deles saiu pela
porta com o seu sorriso franco e alegre nos saudando.
Dentro da casa o Vavá, marido
esperava com uma cuia de chimarrão. Eu entreguei o que havíamos levado para
preparar para iniciarmos os trabalhos.
Cortamos o queijo e o salame que
num prato foram colocados à mesa e ali ficamos por algum tempo conversando e
nos conhecendo.
A reação das crianças e dos
adultos foi a de sempre. Não há quem não se encante com o Papai Noel.
Claro que as crianças
desconfiaram e acharam que o Papai Noel era eu, mas a resposta era sempre a
mesma. Agora eu sou o Papai Noel.
O menor vira e solta o rojão:
Então cadê o trenó? Posso dar uma volta?
Respondi que o trenó estava
parado na rua de cima e que eu tinha muitas entregas para fazer ainda, por isso
a volta teria que ficar para depois.
Como sempre, fotos e presentes. É
muito divertido ver como os adultos se transformam diante da figura do Papai
Noel, todos viram crianças de novo.
O Papai Noel entregou os
presentes e foi embora. Tive que dar uma volta no quarteirão porque, como eu
disse que o trenó estava na rua de cima, contrario à minha casa, tive que ir
até lá e esperar que os garotos entrassem.
Voltei para casa me troquei e
voltei para a festa. Claro que a primeira coisa que ouvi foi: Você perdeu o
Papai Noel. Senti-me um super herói daqueles que tem duas identidades.
É como eu digo, é muito bom ser o Papai Noel, você recebe muito mais do que dá.
Fomos para a ceia que tinha um
monte de coisas gostosas, peru, torta fria, arroz à grega e panetone. Tudo preparado pela matriarca da casa a "sogramãeavó" exceção feita ao arroz à grega preparado pela Karen. Para acompanhar, espumante, vinho e refrigerante. Estava como eu digo muito chato. Nada para reclamar nem falar mal.
O mais impressionante foi ver
Dorinha perfeitamente integrada e conversando com eles como se estivesse em
casa. Aquela visão sim foi o meu presente de Natal.
Ficamos com eles até umas duas
horas da manhã. Viemos embora porque eu estava começando a desmoronar de sono
porque pela Dorinha, ficaríamos mais.
Quando chegamos em casa, um calor
lascado tomava conta do ambiente. Foi o tempo de tirar a roupa, colocar um
pijama e me enfiar no quarto sob o ar condicionado. Não me lembro da Dorinha
ter ido pra cama. Dormi como uma criança feliz que ganhou o seu melhor presente
na vida.
Obrigado aos nossos novos
vizinhos pela acolhida e pelo carinho. Que Deus lhes dê em dobro tudo o que
vocês estão nos dando e que um dia também possamos retribuir essa gentileza
toda que percebemos ser sincera e despretensiosa.
Esse garoto é uma fera. Ele era quem queria passear de trenó.
E no final da festa ainda fomos intimados a comparecer ao churrasco de almoço no dia seguinte.
E no final da festa ainda fomos intimados a comparecer ao churrasco de almoço no dia seguinte.
Que noite legal!!! Eu estava preocupada pensando que talvez vocês ficassem sozinhos. Fiquei feliz por vocês, mas com inveja, pois aqui em casa o Papai Noel não deu as caras. Ele mandou os presentes, mas não apareceu, quem sabe ano que vem ele aparece. bjs
ResponderExcluir